domingo, 28 de fevereiro de 2010

Da série menina arteira e muito esperta.

Será que entalei? Será que consigo sair? Mas afinal como eu entrei? rsrs

Vamos brincar com os auau's?

 

  

  

  

  

  

  

  

  

Oi! Eu sou a Cecília e estou passeando no quintal da minha casa, pisar na grama é muito legal mas tenho que tomar cuidado com os cocôs dos cachorros, eu tenho 3 cachorros, a Duda, a Babi e o Auau (esse não é o nome oficial dele, mas é assim que eu o chamo). Olha como eles estão lá longe vou até lá brincar com eles, eu estou segurando uma ração na mão, será que eles vão querer comer? Ufa! Cheguei, vamos brincar? Ei Babi você comeu a ração. Não foge não Babi, vem Duda, vem Auau brincar comigo. Opa! Cai e sujei a mão, limpa mamãe? Obaaa!! Agora vou mexer na ração enquanto a Babi come. Eu gosto muito dos meus auau's.

Beijos Cecília

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O meu sutiã ideal pra amamentar é?

Quando eu estava grávida da Cecília eu comprei 2 sutiãs desses tradicionais numa loja/fabrica aqui de Araguaína, comprei tamanho maior (bem maior) porque meu peito já estava grande e todo mundo falava que quando "o bebê" nascesse e eu fosse amamentar o peito ia aumentar muito mais. Beleza!
Triste engano e quando a Cecília nasceu eu me arrependi mortalmente com esses tais sutiãs!!! Porque eu achei eles péssimos, não davam sustentabilidade e acabei comprando tamanho muito maior do que precisava e quando eu ia dar de mamar eu tinha que apoiar a Cecília na perna ou na cama pra poder colocar o peito pra fora, porque não conseguia abrir o feixo com uma mão só e isso quando se tem um bebê recem nascido morrendo de fome é pessimo, é berreiro na certa!
Então depois de 15 dias usando esses sutiãs horriveis, procurei como uma louca desesperada na internet por um sutiã que me desse sustentabilidade, fosse bonitinho, não marcassem tanto a roupa e fosse fácil de ser manuseado com apenas uma mão. E BINGO! Foi quando eu encontrei esse post aqui, do blog da Carla Schultz que salvou a minha vida (e ela nem sabe disso!). Ela deu dicas otimas! Mas ela não colocou a marca do sutiã que ela mais gostou, então isso gerou mais uma pesquisa minha e foi que eu descobri que o tal sutiã é da HOPE da linha Maternity, e essa pesquisa gerou outra e a dúvida cruel "onde encontrar esse sutiã aqui na cidade?". Fui em quase todas as lojas de langerie e finalmente encontrei, acabei comprando 2 e depois mais uma tamanho menor quando fui pro Rio de Janeiro.
Eu achei esse sutiã perfeito e super prático e depois dele não tive mais problemas em dar de mamar pra Cecília nem em casa e nem na rua.
Então super indico ele pra todas futuras mamães que eu conheço! rsrs

OBS.: Eu não trabalho pra Hope! rsrsr

Na época eu paguei cerca de R$ 38 cada. Em algodão com Lycra, garante mais conforto. Se não me engano têm nas cores: branco, bege e preto.
Site da Hope: http://www.hopelingerie.com.br - Sutiã Maternity Transpassado  |  EFFECTS

Beijos.

As mordidas das formigas.

 
Pescoço/Ombro

  
Perna e pé

 
Mão e dedos

 
Zoom nos dedos.
As formigas comeram minha filha inteira, mas quem mandou a Cecília ir mexer no formigueiro. Falta de aviso não foi!
Estou passando Diprogenta e Calamyn e as mordidas já estão bem melhores. 
Mas vocês acham que a Cecília aprendeu a lição? Que nada! Ontem ela tentou ir lá onde as formigas ficam de novo, peguei ela correndo, porque ela nem pode levar mais mordidas né e "tranquei" ela na sala. rsrs

Beijos

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Teimosia é a formiga.

Daqui a pouco não vai ter mais nenhum, a diversão da Cecília é tirar uma folhinha de hortelã pra ficar cheirando, ela adora!

Cecília com seus 1 ano e quase 2 meses, é muito geniosa e teimosinha. E esta na fase das descobertas e de testar a paciência da mamãe e testar sua própria sorte.
Como muita gente já sabe eu moro praticamente em uma chacára, não chega a ser isso, mas o terreno lá de casa é enorme e tem muita terra, grama, plantas, árvores e também muitos bichinhos como: formigas, aranhas e afins...
Já tem dois dias seguidos que a Cecília implicou que quer "fugir" pra parte de terra na frente de casa, ela não se contenta em brincar somente no quintal. Então ela fugiu uma vez pra pisar na terra e brincar na areia e pedrinhas, peguei ela e expliquei que ali tinha formiga e que ela podia se machucar, coloquei ela dentro de casa então ela fugiu de novo, eu olhei da janela da cozinha deixei alguns segundos e fui la buscar ela novamente e expliquei das formigas e bichinhos e ela sempre olhando muito séria como se estivesse entendendo tudo (na verdade acho que ela até entende mas como toda criança finge que não), coloquei ela na sala pra ver tv e voltei pra cozinha fazer a janta dela, quando olho novamente ela na na rampinha indo pra terra, dessa vez avisei de longe que ia deixar ela ficar lá pra ela aprender por conta própria tudo que eu vinha explicando, ela apenas olhou pra mim e riu, uns 2 minutos depois ela começa a chorar e a me chamar, levantou correndo chorando e batendo no pé e nas mãos, resultado, as formigas de fogo subiram nela e ela ficou toda mordida.
Tadinha fiquei morrendo de dó! Ela ta cheia de manchinhas vermelhas das mordidas. Passei remedinho e estão menos inchadas.
Mas vocês acham que ela aprendeu a lição? Que nada!!! Ontem a noite ela repetiu a dose. Agora tem mordida de formiga até no pescoço!

É filha você esta crescendo e quer dominar o mundo! Mas ja te adianto o mundo da mamãe você já dominou! Te amo. 


Beijos da mãe formiga

Seis erros comuns na alimentação das crianças

PROIBIÇÃO E CHANTAGEM NA HORA DE COMER NÃO É A FÓRMULA IDEAL PARA FAZER SEU FILHO COMER DE TUDO. LISTAMOS SEIS ERROS COMUNS QUE OS PAIS COMETEM NA HORA DE ALIMENTAR OS PEQUENOS


Fazer criança comer de maneira saudável não é tarefa fácil. Para tanto, os pais recorrem a fórmulas variadas: castigo, briga, chantagem, troca, presente, prêmio... A intenção é boa, mas o resultado pode não ser eficiente. Confira os seis erros mais comuns que os pais cometem na hora da educação alimentar dos filhos e saiba o que fazer para evitá-los, antes que a criança cresça com hábitos ruins.

1- Tirar as crianças da cozinha
É importante que você estimule o interesse das crianças pela culinária, e quer melhor forma do que deixá-los te ajudar a preparar uma receita? É claro que você não vai cozinhar com a mesma rapidez se tiver que ficar de olho neles o tempo todo, tomando cuidado com facas, água fervente e etc. Mas prepare-se para, uma vez ou outra, receber visita. Pesquisadores da Columbia University descobriram que crianças que cozinham seus próprios alimentos estão mais propensas a provar produtos saudáveis, como legumes e grãos integrais.

2- Fazer pressão para a criança comer.
Se você insistir, brigar ou chantagear, seu filho vai ter ainda mais repulsa ao alimento estranho, pode acreditar. É normal criança ter medo do novo, e cabe aos pais terem compreensão. Vá acostumando a criança desde pequena a experimentar comidas de todas as cores e aparências.


3- Esconder e proibir guloseimas.
Pode parecer o caminho mais fácil, mas não é. Esconder bolos, chocolates e biscoitos no alto do armário pode ter o efeito contrário ao esperado, pois a proibição é capaz de aumentar o desejo da criança pela guloseima. Segundo Luciana Kotaka, psicóloga especializada em obesidade e transtornos alimentares, se um produto tem que ser evitado, o ideal é não tê-lo dentro de casa. Quando tiver, explique para seu filho que o exagero faz mal, e que depois da refeição a sobremesa estará liberada (ou no lanchinho da tarde).


4- Não estimular hábitos de vida saudáveis.
"Os hábitos alimentares dos pais são muito importantes para a educação dos filhos. Se em casa todos gostam de pratos saudáveis, dificilmente a criança vai fugir à regra. Além disso, ter horário para as refeições, fazê-las em família e à mesa, auxiliam bastante. É preciso estimulá-los naturalmente a experimentar. Sem pressão ou ordens”, afirma a psicóloga.


5- Servir de qualquer jeito.
Se seu filho já não tem muito interesse pelo verde, de nada vai adiantar colocar um monte de folhas de alface no prato dele, certo? Faça a comida ficar atraente, misture folhas e legumes coloridos, como beterraba, tomate e cenoura. Outra dica é acrescentar alguma coisa que eles gostem bastante: sirva a salada com queijo, palmito, torradinhas...


6- Ceder às birras e vontades dos filhos.
Seja insistente mas sem insistir. Deu pra entender? Tudo bem, a gente dá uma dica. A Dra. Luciana ensina a regra dos 15: sirva o mesmo alimento em 15 ocasiões diferentes, preparados de maneira diferente e com acompanhamentos diferentes. Assim, o alimento vai deixar de ser estranho. Faça de tudo para tornar o prato mais interessante, conte histórias, monte um desenho no prato, brinque com a imaginação deles.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Como educar da forma correta

Evite dar palmadas, tapas e beliscões nos pequenos. Veja como criar seu filho sem recorrer aos castigos físicos

Por Roberta Cerasoli

Educar com violência, não!

A birra da criança no mercado foi feia. O pré-adolescente chega da escola com nota baixa. O jovem marca de chegar em casa à meia-noite, mas só volta depois das 2h...

Motivos para dar umas palmadas no seu filho nunca vão faltar. Seja criança ou adolescente, eles sempre aprontam. E o jeito mais fácil de impor respeito é dar um tapa bem dado, certo? Errado.

Para muita gente, a ''pedagogia da palmada'' é um instrumento corretivo. Porém, está cada vez mais claro que ela não funciona. Pelo contrário. Ao encerrar uma discussão de mãe e filho com um tapa, você mostra a ele que a violência é o meio mais rápido de enfrentar os conflitos, as dificuldades e os erros. E não é isso que você quer, certo?

O pior é que esses castigos físicos humilham a criança e o adolescente de uma forma que os afeta para sempre. ''Quando está apanhando, o filho pensa que os pais não gostam dele. E mais: ele reproduz a violência com amigos e irmãos'', afirma Carlos Zuma, secretário executivo do Instituto Noos.

Veja nos próximos slides como educar seu filho sem recorrer a esse método tão antigo e cruel.

Por que não devemos bater nos nossos filhos

Veja abaixo 3 exemplos da confusão que as agressões causam na cabeça das crianças

1. O irmão mais velho bate no mais novo. O pai vê e dá um tapão no mais velho. O outro diz: ''Você brigou porque ele me bateu e eu sou menor. Quem bate em você?''

A criança que apanha dos pais começa a achar que a violência é um meio de resolver os problemas, principalmente quando está numa posição de vantagem em relação ao outro.

2. Seu filho cresceu e, agora, vai às festas sozinho. Certo dia, chegou em casa bêbado além da conta. Você fica nervosa porque não sabe o que fazer, e tenta dar uns tapas nele. Ele está alterado, não deixa e ainda te ameaça: ''Se me bater, leva também! Agora não vou mais apanhar!''.

Nesse caso, a falta de respeito passou do limite. Uma palmadinha na infância, uma surra na adolescência... Mas quando ele te desrespeitar no início da vida adulta, como você vai se impor? Com uma surra mais forte ainda? Não dá. É melhor manter o bom-senso desde cedo, para não cair nessa armadilha.

3. Você chega cansada do trabalho e seus filhos estão brigando. Você resolve dar uns tapas neles, sem querer saber quem está certo ou errado. Eles pensam: ''É assim, sem conversa?''.

Na maioria das vezes, a violência acontece por impulso, não para ensinar uma lição. A mãe estava estressada, cansada e nem quis saber: encerrou o assunto com violência. Isso faz eles pensarem que o diálogo não é importante.

Como educação sem agressão

10 maneiras de agir quando seu filho apronta uma e tira você do sério

1. Respire fundo
Evite discutir os problemas na hora da raiva, para não magoar - ou machucar - seu filho para sempre.

2. Dê o exemplo
Nada de mandá-lo respeitar as pessoas e, logo depois, xingar alguém no trânsito. Ou dizer para ele não bater nos menores e enchê-lo de sopapos dias depois.

3. Chega de violência
Quando você comete um erro, gostaria de apanhar? Então, trate seu filho como gostaria de ser tratada.

4. Não desconte nele o estresse do dia a dia
Chegou do trabalho cansada? Peça um tempinho aos seus filhos, tome um banho, relaxe e só depois fique perto deles. Eles não têm culpa de nada do que deu errado com você.

5. Converse sentada
Mantenha a voz baixa e calma. Segure a mão dos seus filhos quando conversar com eles - o contato físico ajuda a gerar confiança.

6. Peça desculpa
Se você se arrependeu de ter dado uma palmada no seu filho, deve ser sincera. Explique a ele que perdeu o controle e que se arrependeu da palmada. Ele vai perceber que pedir desculpa não é vergonha para ninguém.

7. Escute seu filho
Antes de julgá-lo, ouça o que ele tem a dizer. Ele precisa ter o direito de se defender - sempre.

8. Valorize as boas atitudes
Elogios servem de estímulo para que ele sinta que está agradando. Caso contrário, vai achar que nunca irá conseguir atender suas expectativas.

9. Comece desde cedo
Crie espaços de diálogo com as crianças, mesmo que sejam bem pequenas.

10. Ensine que toda atitude tem consequências
A criança usa o brinquedo de forma violenta, e ele quebra. Nada de comprar outro, viu! A criança deve aprender que, para toda atitude errada, ela vai arcar com as consequências.

O efeito das agressões na criança e no adolescente
No futuro, ele pode ficar:
. Inseguro
. Retraído
. Humilhado
. Violento
. Medroso
. Passivo
. Submisso

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Da série: fazendo bagunça.

Eu não sou mãe esterica e também não fico proibindo a Cecília de fazer e descobrir as coisas, mas parece que ela adora/ama fazer justamente as coisas que eu não quero que ela faça, porque é perigoso e pode machucar, como: mexer em tomada, brincar com talheres, subir no rack da sala (esse me aparova!), coisas assim...
Ela sabe que eu não gosto e ela sabe q eu vou chamar a atenção dela, então ela se arma na maior cara de safada e olha nos meus olhos "dizendo" - mamãe vou aprontar.
Eu peço uma vez, peço duas, tiro ela de perto do lugar perigoso, explico, e ela insiste (claro) como toda criança. Ela quer testar, testar sua sorte e a minha, testar até onde eu vou ter paciência, testar se eu finalmente vou permitir ela cometer tal infração... Mas toda mãe (acho) que tem aqueles dias que perde um pouco as estribeiras, seja na TPM, seja por cansaço, mas como fazer um bebê de 1 ano e 2 meses entender que não pode mexer com faca, ou subir em cima de uma mesa, ou enfiar o dedo na tomada, ou abrir o armario da cozinha e jogar os pratos de vidro no chão, sem gritar/perder a paciência ou até dar um tapinha na mão?
Eu simplesmente odeio gritar ou perder a paciência com a Cecília, sou extremamente contra gritos, porque a ultima coisa que eu quero é me tornar uma mãe que minha mãe muitas vezes foi comigo. Mas como posso fazer pra Cecília não me esgotar? Como posso fazer pra não me render a um tapinha? Sou muito contra esse tipo de correção. Mas como depois de pedir, explicar, mostar e afastar e ela, como faço pra não me render ao estresse, ao teste, ao casaço?
Juro que já tem alguns atos que a Cecília faz que eu já "larguei de mão" simplesmente me deixei vencer, pois por mais que eu proiba, a avó e a bisavó deixam ela fazer. Não quero ser a chata que nunca deixa nada, e elas serem as legais.. (oi?)


Mas e vocês como vocês agem nessas situações?

Beijos.

Criança: fazer bagunça.

por  Por Megan Mattes, tradução de Mariana Setubal, filha de Cidinha e Paulo
 
CRIANÇAS EXPLORAM O MUNDO CAUSANDO VERDADEIROS DESASTRES. APRENDA A CONTROLAR O CAOS NA SUA CASA

Tentar deixar a casa arrumada quando se tem crianças por perto é uma perda de tempo: no minuto em que você guarda um brinquedo, inexplicavelmente aparece outro. A bagunça chega a um ponto em que você começa a achar que o pequeno está tentando te deixar louca de propósito. Crianças de 1 ano estão descobrindo o mundo da única forma que sabem: explorando os arredores – e isso dá um trabalhão para a mamãe. Junte essa curiosidade ao desejo de ser independente (e à falta de habilidades manuais totalmente desenvolvidas) e você pode se preparar para muitos problemas. Embora a brincadeira de bagunçar seja saudável, isso não significa que você possa deixar seu filho fazer tudo o que quer. Veja as bagunças mais comuns e aprenda a impor limites sem prejudicar seu desenvolvimento.

Desenrolar papel higiênico
Crianças adoram girar o rolo de papel higiênico bem rápido e ver ele se desfazer. Enrolar tudo de novo dá um trabalhão, mas saiba que a brincadeira envolve movimentos de empurrar e jogar que ajudam a construir as habilidades motoras e a coordenação.
Como lidar: deixe o pequeno ter seu próprio rolo de papel higiênico em uma cor diferente. Avise que esse é para ele brincar e que os outros não são, aconselha Rahil Briggs, psicólogo infantil e diretor do Healthy Steps at Montefiore Medical Center, em Nova York. Mesmo assim, você ainda vai ter de ajudar a arrumar a bagunça, mas isso é melhor do que um ataque-surpresa no banheiro. Uma boa alternativa ao rolo de papel é brincar com uma bola. Impulsionar, jogar e rolar a bola vai desenvolver as mesmas habilidades (com a vantagem de não
ter de arrumar nada depois).

Desenhar nas paredes
Dar canetinhas à criança é preparar o terreno para mais bagunça. Por outro lado, o desenho estimula a criatividade e também as habilidades manuais, o que vai ajudar o pequeno a aprender a escrever.
Como lidar: dê à criança uma folha grande de papel. Se ela rabiscar na parede mesmo assim, deixe claro que isso não está certo e envolva-a na arrumação, mesmo que seja só para segurar o paninho enquanto você limpa. Assim, ela vai aprender que suas ações têm consequências.

Brincar com a comida
Criança adora explorar as diferentes texturas, as cores e os sabores das comidas, normal. “Nessa idade, elas também são muito curiosas sobre causas e efeitos”, explica Linda Acredolo, assessora da Parents e co-autora de Baby Minds. Por exemplo: quando a comida cair no chão, será que ela vai rolar, espatifar ou fazer barulho?
Como lidar: posicione um grande tapete lavável embaixo do cadeirão; assim, você não vai precisar se preocupar. Se você correr para limpar cada vez que o pequeno derramar ou deixar cair alguma coisa, vai ficar
louca, e ele vai começar a te testar.

Esvaziar o armário
Utensílios de cozinha são brinquedos superdivertidos para as crianças, além de boas ferramentas para o seu desenvolvimento. Colocar uma tigela dentro da outra melhora a noção de espaço, por exemplo.
Como lidar: deixe uma parte do armário reservada para as crianças, só com utensílios seguros, e mantenha os outros armários trancados. Lembre-se de liberar apenas os itens que você não usa muito para não ter de lavá-los toda hora.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ajude a montar o enxoval do Arthur

A Steph minha amiga da twitterland esta gravidissíma de 35 semanas, e ontem aconteceu uma coisa que deixou ela, a familia dela, eu e várias pessoas chocadas, após passar praticamente a gestação inteira chamando a barriga de Valentina e depois de 2 ultras que os médicos confirmaram que o bebê era do sexo FEMININO, ontem quando ela foi fazer a ultima ultra descobriu que sua Valentina é na verdade Arthur, isso mesmo!!!
Depois de montar o enxoval todo rosa e lilás, lavar e passar as roupinhas, e esperar ansiosa por uma menina. Ela descobriu que na verdade o bebê que esta na barriga dela e prestes a nascer é um rapazinho. E agora como transformar todo um enxoval rosa e lilás em verde e azul?
Então eu e outras mamães da @turmadabarriga falamos pra Steph fazer uma Vakinha na internet, para que ela possa refazer pelo menos o enxoval. E receber seu filho como ele merece, como um MENINO!
Então caso você possa ajuda-la, basta clicar nesse link abaixo e fazer uma doação no valor que você puder. Toda ajuda será bem vinda, inclusive doações de roupinhas de menino.

O blog da Steph é esse aqui, e lá você pegar com ela o endereço pra enviar as roupinhas.



Steph, vai dar tudo certo e o importante é que o bebê vai nascer com saúde e com muitas pessoas no Brasil amando ele, como eu aqui no TO.

Beijos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pessoas com quem contar depois que o bebê nascer‏

Ainda na gestação, e, principalmente nos primeiros dias com o bebê em casa, ter a ajuda da mãe, amiga, babá e vizinha vão fazer toda a diferença na sua vida. Entenda

Patrícia Cerqueira


Shutterstock
Construir uma rede de sobrevivência dos suspiros iniciais do seu filho aos anos seguintes, além de saudável, é essencial. Você pode não acreditar, mas nos primeiros dias depois do nascimento talvez não consiga fazer nada além de comer, dormir e amamentar. Um pequeno grupo de pessoas à mão faz tudo parecer mais fácil. “Historicamente a maternidade sempre foi mais coletiva do que individual. As comunidades se mobilizavam quando um bebê nascia”, afirma a psicóloga Silvia Pinheiro Machado. Ainda na gestação, enquanto você tem tempo, imagine a rotina que terá e as pessoas e os serviços necessários para dar conta desse cotidiano. Aqui, mostramos alguns personagens-chaves, desde os óbvios, como o obstetra, até alguns impensáveis, como a mulher do zelador, a ser recrutados para cuidar de você.


Os obstetras
Deveriam cuidar da saúde global de suas pacientes, e isso inclui o emocional e o psicológico. Muitos se restringem, nas consultas de retorno, a olhar a mulher do pescoço para baixo: seios, pontos, períneo. “O obstetra deveria escutar essa nova mãe e ser o primeiro da rede a detectar se algo está indo mal”, diz Vera Iaconelli. Prepare-se para questioná-lo sobre tudo, dos gases às lágrimas que podem ser derramadas tão facilmente.


O pediatra
Ele é o primeiro profissional que vai ajudá-la com o bebê. Como chegar a ele? Na maioria das vezes, por indicação. Amigas, familiares ou o seu obstetra são as pessoas que dão informações confiáveis sobre ele. Reserve o último trimestre da gestação para procurá-lo. Conversar com vários, mesmo que pelo telefone, ajuda a fazer comparações, perceber o estilo de cada um: se é disponível, simpático, prático, se faz o estilo paizão. Se é moderno ou conservador. Há até aqueles que visitam em casa. Escolher o médico antes não é garantia de sucesso – pode ser que depois de algumas consultas, já com o bebê, você descubra que gostaria de outro perfil. Mas a tranquilidade de já ter para quem ligar no primeiro dia do bebê em casa não tem preço.



Consultora de amamentação e doula pós-parto
Ainda bem que essas profissionais existem. Elas vão até sua casa, ficam quanto precisar, ensinam cuidados básicos com o bebê, como o banho, a limpeza do coto umbilical e, principalmente, orientam sobre a amamentação. “Já fiquei cinco horas com uma mãe de gêmeos”, diz Márcia Koiffman, enfermeira obstétrica e consultora de amamentação. Esse é um dos grandes nós a ser desatados bem no início do pós-parto. Os seios ingurgitam, fissuram, o bebê chora demais porque mama de menos.

O trabalho da doula vai além disso. Ela esclarece dúvidas sobre cuidados com os pontos da cesárea e até a relação sexual. Ainda, se dispõe a ninar o bebê, dando à mãe mais tempo para comer, tomar banho e até tirar uma soneca. É uma ajuda necessária e que não tira o poder materno. É uma ajuda crucial nesse início de vida. Há muitos detalhes a ser aprendidos e durante a gestação ninguém dá atenção a eles. As doulas pós-parto e as consultoras são encontradas em sites e através de obstetras e pediatras com os quais trabalham em parceria.


As experientes – Mães, novas, velhas e virtuais
Pode soar óbvio, mas ninguém consegue entender e ajudar você a entender de maternidade mais do que outra mãe. Considere-se afortunada se tiver pessoas experientes em seu universo – mães, irmãs, cunhadas, amigas. “Hoje é muito comum encontrar jovens pais que nunca tiveram contato com outras crianças num passado recente. O primeiro bebê que eles vêem é o filho”, diz a pediatra Honorina de Almeida. A falta desse contato com o universo infantil é superada com leitura, informação, participação de grupos de gestantes. Tudo isso é ótimo. Só que o bebê não sai de dentro de um manual. Nem vem com um, acoplado nas costas. Outros problemas, além da amamentação, também surgem nos primeiros dias de pós-parto. E as respostas, na maioria dos casos, não estão nos livros. Vêm de uma mãe experiente. Ela vai entendê-la até porque fala o mesmo idioma.

No início do pós-parto nem sempre é fácil encontrar outras mães, mas o esforço em vê-las, porém, vale a pena. Pode fazer toda diferença. Você sai de dentro de casa. Os passeios a fazem sentir como um ser humano de novo e não apenas uma competente máquina de amamentar. Esses grupos, muitas vezes, surgem informalmente em parquinhos ou pracinhas. As mães virtuais oferecem um jeito mais conveniente de se fazer contato. Os blogs maternos crescem na rede.


Colaboradores – Empregadas, faxineiras, babás
Muitas mulheres descobrem que contratar uma pessoa que dê conta do serviço da casa é a chave para manter a vida da família minimamente em ordem. Empregadas ou faxineiras são o braço direito das mulheres. Ninguém discorda disso. Após o nascimento, elas continuarão essenciais. Além de manter a casa em ordem, podem ir ao supermercado, à feira e ao açougue. Se você ou seu marido comandam essas funções, pensem em delegá-las, mesmo que temporariamente. A faxineira semanal pode passar a vir mais dias na semana, por exemplo. A ideia de a empregada comprar o pão não lhe agrada? A internet é uma saída razoá­vel. Dá para fazer supermercado, farmácia, tudo online, e ainda encontrar cozinheiras – aquelas que vão à casa, cozinham e congelam as refeições enquanto você fica com o bebê. A contratação de uma empregada deve ser feita ainda na gravidez. Assim como a babá, se você deseja ter uma. Comece a procurar por volta do oitavo mês de gestação. Dessa forma, você terá um mês para selecionar, contratar e conviver com ela antes do nascimento. “Nesse tempo, a profissional será observada sobre como se comporta numa rotina que essa mãe imagina”, diz a psicóloga Márcia Coelho Medeiros.


Novos atores
A rede de sobrevivência começa na gestação e nunca mais se fecha. Novos membros surgem porque as necessidades mudam. Vizinhos, por exemplo, podem ser essenciais. Conhecê-los é importante. É possível que você necessite de uma mão e será muito mais fácil pedir a ajuda de uma pessoa com quem já estabeleceu amizade. Vizinhos com filhos, então, nem se fala, pois podem até ficar com o seu em um momento de emergência. A mulher do zelador, por exemplo, pode ser uma ótima baby-sitter para o sábado à noite.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Baby Folia - Carnaval 2010

A festa ontem foi um sucesso, todas as crianças estavam fantasiadas e se divertirão muito, tinha muita coisa gostosa pra comer e sucos naturais bem geladinhos.
Ainda não sei quem se divertiu mais as mães ou as crianças. Acho que foi um empate, e a ideia foi tão boa que ja deu até vontade de fazer outra festinha assim. Quem sabe na páscoa? rsrs

As crianças: Cecília, Hávilla, Maria Elisa, Luisa, Vitória, Iago e Enrico.

 


 

  

  

 

Baby Folia 2010

 

  

  

  

  

  

Foi uma diversão! Mamães e crianças adoraram!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Fantasia infantil

Muitas dicas para você confeccionar lindas fantasias pro seu filhote.

Fantasias para meninos:

Pirata - Tudo que você vai precisar é de uma bermuda comprida preta, uma camiseta branca, um retalho vermelho e uma botinha. Corte as pernas da bermuda em pontas desfiadas. Pegue uma camisa branca de botão, corte as mangas e deixe desfiar. Tudo deve ser sem acabamento. Acrescente um lenço vermelho no pescoço ou amarrado na cabeça que pode ser feito com uma camiseta usada ou uma toalha velha. Faça um tapa olho de tecido preto ou E.V.A. Uma botinha preta finaliza o look.

Palhaço - Vista o filhote com uma bermuda e uma camisa larga e colorida. Acrescente um suspensório feito com restos de tecido e prenda à bermuda com dois botões grandes. Cole glitter em algumas partes da roupa. Pegue uma touca de piscina e crie uma peruca com tiras de tecido ou lã. Faça uma maquiagem colorida, vista um sapato grande e acrescente o nariz vermelho para finalizar.

Havaiano - É uma das fantasias mais simples de criar. Pegue uma camisa florida de botão e um bermudão branco. Se não houver, faça flores de tecido e plástico e aplique na bermuda. Coloque um chinelo e um colar havaiano. O colar pode ser feito com barbante revestido de pedaços de canudo (cerca de um centímetro cada pedaço) com flores de plástico entre os canudos.

Cawboy - Comece o look com uma chapéu preto de E.V.A, uma camiseta branca e uma calça jeans justa clara (você pode pintar a calça jeans com tinta preta imitando as manchinhas de uma vaca). Acrescente um colete preto de malha ou jeans. Costure ou cole (com cola de tecido) franjas de tecido preto nas laterais da calça. Finalize com uma bota preta.

Super-herói - Pegue uma calça de lycra colada e vista uma sunga por cima dela. Acrescente uma camiseta com o símbolo do super-herói (o emblema pode ser customizado em tecido ou E.V.A e aplicado na blusa). Finalize com um pedaço de tecido enrolado no pescoço fazendo a capa.

Policial - Nas costas de uma camiseta preta escreva a palavra "BOPE" com tinta branca. Faça um distintivo com papelão ou E.V.A e adesivo prateado ou dourado. Aplique na camisa com um broche. Finalize com caças pretas e botas.

Jogador de futebol - Seu filhote precisará de um bermudão, uma blusa de time, um meião e uma chuteira. Finalize com uma bola de futebol que pode servir de acessório para ele carregar durante a folia.

Mendigo - Pinte as roupas com tinta preta para que pareçam sujas. Corte e rasgue algumas partes. Finalize com um chinelo velho e o cabelo bagunçado.

Cotonete - Você precisará de um pijama azul (calça e blusa), uma pantufa velha, uma touca de banho com algodão colado sobre ela.

Fantasias para meninas:

Bruxinha - Você irá precisar de uma saia rodada preta lisa ou com bolinhas e uma regata preta. Pinte uma abóbora na regata e faça um chapéu preto pontudo com cartolina ou E.V.A. Coloque celofane e glitter no chapéu. Com espetinho de churrasco faça uma varinha com uma estrela de E.V.A na ponta. Finalize com uma sandália preta.

Camponesa - Vista a criança com uma saia bem rodada branca. Acrescente um avental branco estampado com flores e folhas e faça um acabamento de viés na cor das flores. Acrescente uma blusinha branca com mangas em tule e fitinhas vermelhas nas mangas. Para finalizar, um cinto largo com fechamento na frente e sandália branca. Como acessório, uma cesta de madeira com flores na cor do avental.

Bailarina - Você irá precisar de uma saia de lycra rosa revista com tiras de tule alinhavadas na borda para franzir, uma blusa branca com aplicações de lantejoulas rosas. Podem ser aplicações prontas de borboletas, estrelas ou flores. Finalize com uma sapatilha rosa com duas fitas de cetim cruzadas nas pernas, um coque de glitter ou uma tiara rosa com uma flor feita de tecido da mesma cor da tiara.

Flor - Pegue uma saia abaixo do joelho feita com várias fitinhas de plástico ou tecido branco. Prenda na cintura com um cinto feito de flores de tecido vermelhas. Use um top branco curto com uma flor vermelha aplicada no meio. Para completar o look, outra flor no cabelo e sandália branca.

Hippie - Vista a criança com uma calça bem justinha até o joelho (como as da academia). Costure um tecido na ponta de forma que a boca da calça fique bem larga e até o pé. Com uma blusa com a mesma estampa da calça faça o mesmo processo na manga. Acrescente uns óculos redondos, uma faixa de tecido amarrada na cabeça, um colete feito com uma blusa velha e um tamanco.

Índia - Você precisará de uma saia curta feita com algum tecido que imite a cor do couro e top do mesmo tecido. No braço com uma fita elástica prenda uma pena colorida. Cole algumas penas em uma faixa de tecido para formar o cocar. Pinte o rosto com dois traços largos horizontais e vermelhos. Finalize com um colar de peças de madeira e sandália rasteira.

Fada - Coloque um vestido colorido e corte a barra em pontas triangulares. Faça asas em E.V.A e cole ao vestido. Finalize com sapatilhas e muito glitter.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cecília e o café.

Hoje de manhã perdi a cabeça...
Já tinha avisado e pedido lá em casa que não dessem café pra Cecília!!
E já peguei ela várias vezes com cheirinho de café na boca, e a Vanda (funcionária) disse que dava café pra Cecília e que ela gostava (claro, o que a Cecília não gosta?) e minha avó por icentivo da Vanda também já tinha dado café pra Cecília e em todas essas ocasiões eu pedi para que não dessem mais.
Eu não sou mãe radical, mas tem coisas que eu realmente evito dar em excesso pra Cecília, porque afinal ela ainda é um bebê, então evito coisas do tipo balas e doces, suco com muito açúcar, comida com muito sal, refrigerante, algumas coisas ela até ja experimentou e de todas as coisas que ela já experimentou a que ela mais gostou foi chocolate, que não pode ver eu comendo que já me pede e eu até dou um pedacinho (afinal filha de peixe, peixinho é! no nosso caso, filha de chocolátra, chocolatrinha é.)  
Mas poxa beber uma xicarazinha de café é de mais né não? A garota ja é ligada, ai fica mais ligava ainda e super agitada quando vai dormir.
Ai a minha revolta de hoje foi que: todo dia de manhã depois de tomar o mamá e tomar banho, vamos pra cozinha pra eu tomar meu café da manhã e a Cecília comer um biscoitinho, a Vanda foi falar com a Cecília que estava em seu cadeirão, quando a Cecília viu que a Vanda estava bebendo café pediu pra Vanda, e essa falou assim "não posso te dar café Cecília sua mãe nao deixa". E minha avó ficou falando que café não faz mal pra cirança que ela viu na TV que a criança fica mais esperta e bla bla e a Vanda reforçando o que minha avó dizia. Eu na calma (de novo) falei que não queria que desse café pra Cecília porque ela ainda era pequena e eu que eu acho que café é uma bebida forte demais pra ela. Nisso a Vanda solta "ja cuidei de outras crianças antes da Cecília e dei café pra todas elas e nenhuma morreu, e a Cecília bebe café desde que tinha 3 meses". Isso pra mim foi a gota d'água falei aos berros "NÃO ESTOU FALANDO QUE CAFÉ MATA E CADA MÃE É MÃE E EU SOU MÃE DA CECÍLIA!! E EU COMO MÃE DELA NÃO QUERO QUE ELA BEBA CAFÉ". 
E sobre a Cecília beber café desde os 3 meses é mentira, porque quem cuidava da Cecília era eu, e ela só mamava no peito. Isso que a Vanda falou me tirou do sério, eu ainda falei outras coisas, e a ela até ficou chateada comigo, mas ela provocou e eu não estou nem ai. Apelei mesmo.
Então chegando na agência fiz uma pesquiza básica na net e a melhor resposta que encontrei foi essa:


Crianças e bebês podem tomar café? FONTE: Rudge Ramos
Em princípio os bebês e as crianças pequenas não devem tomar café como outras bebidas. A cafeína pode excitar as crianças, que já são naturalmente agitadas. Após os 5 anos em pequenas doses e com infusão mais rala (café fraco) podem ser usados. Podem também ser colocados junto com o leite. 

Então mães do meu Brasil qual a opinião de vocês sobre esse assunto? Seus filhos bebem café?

Beijinhos, da mamãe descafeinada.

 

Os bebês e o uso das mãos para comer

Faz bagunça, nós sabemos. Mas é muito divertido para os bebês. E ainda estimula a criança a conhecer sua comida mais de perto e ajuda no desenvolvimento motor. Libere o prato para eles!

Ana Cláudia Cruz


Beto Tchernobilsky
Um prato de comida na frente de um bebê é quase um convite para ele colocar as mãos em ação e se divertir tentando comer. Apesar da bagunça que resulta, essa é uma importante etapa do desenvolvimento motor fino, antes de ele aprender a usar os talheres. E pode ser uma ótima forma de oferecer comidinhas sólidas saudáveis, já que frutas, legumes e verduras são facílimos de cortar. Entre os 6 meses e 1 ano de idade, a alimentação muda aos poucos, da papinha para os sólidos. Nesse período, usar as mãos permite o contato mais direto com a comida e o bebê descobre diferentes texturas, cores, aromas, sabores. As resistências variadas de cada alimento estimulam os músculos faciais que têm papel importante na fala. Além disso, como o formato da comida fica mais lúdico, é capaz de o bebê comer mais. Fique atento apenas com a segurança. Ofereça pedaços pequenos, compatíveis com a boca da criança e sua capacidade de mastigação, para evitar engasgos ou machucados na garganta. Uma boa dica é pensar no tamanho da mão da criança. Pedaços que cabem nas pontas dos dedos são engolidos na hora. Por isso, devem ser pequenos mesmo. "Um pedaço maior induz o corte com os dentes ou com as gengivas, se eles ainda não existirem", afirma Tânia Rodrigues, nutricionista e diretora técnica da RGNutri, empresa especializada em nutrição. Por isso, mesmo os alimentos de consistência firme devem ser de fácil mastigação. Com 1 ano, a criança ensaia os primeiros atos usando a colher. Mas comer com a mão continua válido. Conheça, na página seguinte, as nossas sugestões para deixar as refeições dela deliciosas.


De 6 a 9 meses

Começam a despontar os dentes e a mastigação ainda é irregular. Nesta fase, é recomendável oferecer carnes moles, que são mastigadas com os cantos da boca e "chupadas" com os dentes centrais, e pão francês amanhecido, que proporciona um "bolo" homogêneo capaz de ser engolido sem engasgo. Retire antes as cascas crocantes, que podem machucar as gengivas.

De 9 meses a 1 ano

Os controles de mastigação são mais eficientes e, por isso, é possível dar frutas e legumes, como pedaços de tomate, cenoura cozida, banana, maçã e pêra.

A partir de 1 ano

Comer com as mãos é mais usado para facilitar o dia-a-dia. Os pais, durante um passeio, podem descascar uma banana, porque a criança já é capaz de comer a fruta sozinha, dividir um pequeno sanduíche de queijo ou, ainda, um salgado, em uma festa de aniversário. Mas é melhor que as refeições em casa sejam feitas com talheres. É um novo estágio de aprendizado. Nesta fase, a criança deve conhecer todos os alimentos e ser estimulada a manter horários e disciplina às refeições.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

(desne)Cesárea

por  Larissa Purvinni, mãe de Carol, Duda e Babi, com reportagem de Cíntia Marcucci, filha de Mariza e Emiliano, Paula Montefusco, filha de Regina e Antonio, e Sofia Benini, filha de Maria Paula e Nery
MAIS DE 70% DAS BRASILEIRAS QUEREM FAZER PARTO NORMAL, MAS SÓ 10% CONSEGUEM. FOMOS INVESTIGAR OS PRINCIPAIS MOTIVOS QUE LEVAM A ESSE DESCOMPASSO


Amaioria das brasileiras (70%) gostaria de tentar o parto normal, mas muito poucas (10%) conseguem. O dado vem de pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública com colaboração do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Nosso país é campeão em partos cirúrgicos, com índices que atingem 43% do total de nascimentos e chegam a 80% nos hospitais particulares. Em certas maternidades, a taxa ultrapassa 98%, quando a Organização Mundial da Saúde recomenda que não passe de 15% dos partos. As razões esbarram em questões culturais e na realidade do nosso sistema de saúde. As mulheres também levam parte da culpa, segundo os médicos. “A mulher latina suporta mal a dor, a encara como sofrimento, não como algo que depois a leva a uma grande realização pessoal”, aponta o ginecologista e obstetra Carlos Czeresnia, pai de Débora, Liora, Diana, Jonathan e Ricardo. O obstetra Jorge Kuhn, pai de Renata, Clara e Otávio, concorda: “Muitas mulheres esperam um parto utópico: rápido e sem dor”.


Parto no convênio
O outro lado da questão envolve o sistema de saúde brasileiro, em especial os convênios médicos. “Um parto normal pode demorar de 8 a 12 horas e ocorrer a qualquer momento. O médico faz as contas e conclui que é mais econômico programar a cesárea”, avalia Czeresnia. Por outro lado, o obstetra Jorge Hodick-Lenson, pai de Íris e Rebeca e avô de Sofia, que vieram ao mundo pelas suas mãos, afirma que, mesmo para médicos particulares, pagos diretamente pela paciente, sem depender da tabela dos planos de saúde, a incidência de cesáreas é alta – cerca de 80%. “A cliente está pagando pelo tempo necessário para o médico ficar com ela durante o trabalho de parto e, ainda assim, ele faz a cirurgia sem indicação efetiva, já que não existem 80% de indicações médicas para cesariana. Isso poderia ser considerado uma verdadeira epidemia de patologias obstétricas”. Ou seja: seria como dizer que as brasileiras têm algum defeito de fábrica: não entram em trabalho de parto, não têm dilatação e por aí vai...
O obstetra vai além: “Há alguns anos eu fiz uma pesquisa com 2.000 mulheres, fiz duas perguntas durante a execução de exames de ultrassonografia de rotina ginecológica. A primeira foi: ‘Seu parto ou partos foram normais ou cesarianas?’. Quase que 80% responderam que foram cesarianas. A segunda pergunta foi: ‘Por que foi cesariana?’. Quase 80% responderam quase com as mesmas palavras: ‘Não tive dilatação’. Ou seja, dá a impressão de que a mulher brasileira tem um ‘defeito’ no colo do útero – que dilata em todas as mulheres do mundo, menos nela. Isso denota uma falsa informação e indicação quanto aos motivos da cesariana”. Traduzindo: os médicos indicam o parto cirúrgico sem real necessidade e minimizam os riscos.

Cesárea segura?
Muitos profissionais insistem que, no caso do Brasil, a cesárea é tão segura quanto o parto normal, quando estudos mostram risco de morte quase 11 vezes maior em comparação às que fizeram parto vaginal. Há casos em que o doutor chega a dizer que não há diferença entre os dois tipos de parto, ambos têm vantagens e desvantagens, quando a evidência científica é a de que o parto normal é o melhor para mãe e bebê. Bebês nascidos por meio de cesárea têm risco quase 5 vezes maior de precisar ficar na UTI ou na semi-intensiva. Para os nascidos a termo, o risco de desenvolver desconforto respiratório é 7 vezes maior nos nascidos de cesáreas programadas do que nos nascidos de parto normal, porque o trabalho de parto serve para terminar o amadurecimento do bebê, principalmente dos sistemas respiratório, imunológico e nervoso. Muito disso ocorre por outro fator cultural, que é a confiança quase cega nos médicos, que faz muitas mulheres só se basearem no que seu obstetra lhes diz. Quando perguntamos sobre como convencer a mulher de que o parto normal deve ser a primeira opção, o dr. Kuhn, pai de Renata, Clara e Otávio, aponta que esse não é o caminho para reverter o alto número de cesáreas. “A palavra não é convencimento. A mulher precisa se informar adequadamente. Mas aí vem a comodidade tanto dela quanto do médico. Para o Ministério da Saúde é interessante investir no parto normal, pois, além de ser o melhor para o bebê e para a mulher, é mais barato e não apresenta os riscos de uma cirurgia. Os médicos não explicam sobre possíveis hemorragias e infecções, pois não é conveniente”. Ou seja: muitos médicos, no mínimo, omitem informações importantes.

O papel do acompanhante
Uma das investidas do Ministério é implementar a Lei do Acompanhante, que prevê a entrada de um acompanhante da escolha da mulher na sala de parto – sem custo adicional. “A mulher tem de confiar em si mesma e em quem está com ela. E se sentir acolhida no ambiente para ter a tranquilidade de esperar o curso natural do parto”, comenta Daphne Rattner, filha de Henrique e Miriam, especializada na área técnica da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde. Desde o ano passado, quem tem convênio médico tem direito a uma enfermeira obstetra e a uma acompanhante de parto. A meta do governo é reduzir de 80% para 60%, até 2011, o percentual de cesarianas em partos cobertos por planos e seguros de saúde. Na rede pública, em que o percentual já é menor, a meta é reduzir de 30% para 25%. No entanto, neste ano, dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostraram um novo aumento da taxa de cesarianas: em 2008, 84,5% dos partos cobertos por planos de saúde foram cesarianas; em 2004, a taxa era de 79%. Claro que a culpa não é só do médico. Muitas vezes, a própria paciente demonstra em suas atitudes, mesmo que diga que quer o parto normal, que não está realmente disposta a passar por tudo que ele implica. O que vale a pena, sempre, é ir atrás de informações e buscar, o mais cedo possível, um médico que esteja de acordo com a sua ideia de como deve ser o parto do seu filho. Conversamos com mulheres que queriam muito ter feito parto normal, mas acabaram fazendo o que, desconfiam, foi uma “desnecesárea” – e identificamos alguns dos principais motivos que levam a esse desencontro.

Quatro problemas, quatro soluções

MÃES QUE QUERIAM QUE SEUS FILHOS NASCESSEM POR PARTO NORMAL CONTAM AS DIFICULDADES QUE ELAS ENFRENTARAM. A GENTE TE AJUDA A ENTENDER CADA CASO - E COMO RESOLVÊ-LO, SE FOR POSSÍVEL

1. A escolha errada do médico
"Confiei na minha médica, que me disse que a prioridade era sempre o parto normal. Em quem mais eu confiaria? Com 39 semanas, ela me fez um exame de toque e disse que não havia nada de dilatação. Como eu havia passado por uma cirurgia para a retirada de um suposto tecido cancerígeno do útero (diagnóstico nunca confirmado), bastou. Ela me disse: “Se com 39 semanas você não tem nem sinal de dilatação é porque seu útero é enrijecido. Vamos marcar a cesárea, porque você nunca vai ter dilatação”. Eu me lembro de sair aos prantos do consultório. Após a cirurgia ela me disse: “Querida, você realmente não teria um parto normal, pois, além de não dilatar, seu bebê não estava encaixado”. Na hora, ainda anestesiada, nem percebi o absurdo dessa declaração."
Renata Suarez, mãe de Pedro e Léo

O PROBLEMA. Muitos planos de saúde pagam entre R$ 300 e R$ 500 pelo acompanhamento de um parto e poucos médicos se dispõem a trabalhar mais de dez horas por essa quantia. Alguns, para não perder a paciente, dizem que só na hora do parto é possível saber como proceder. Há bons médicos, que não exporiam mãe ou bebê aos riscos de uma cirurgia desnecessária. Mas não é tão fácil encontrá-los.
A SOLUÇÃO. Peça indicações a grupos de apoio ao parto normal, como o Amigas do Parto (www.amigasdoparto.com.br). Outra maneira é selecionar médicos do convênio e ligar para o consultório perguntando: “Você sabe dizer se ele faz mais partos normais ou cesáreas?”. Se a resposta for que ele faz cesárea de vez em quando, mas a maior parte é de partos normais, é uma boa pista. Converse com as pacientes na sala de espera; se a maioria fez cesárea, é mau sinal. Outra opção é ligar para a maternidade e pedir para falar com a enfermeira obstetra. Ela poderá indicar médicos adeptos do parto normal.

2 Dificuldade de lidar com a dor
"Desde que soube que estava grávida, tinha vontade que meu filho nascesse por parto normal. O dia do nascimento chegou e, depois de doze horas de trabalho de parto, a dor estava insuportável. Quis anestesia, o que me trouxe alívio da dor, mas atrapalhou na progressão das contrações. Continuei tentando por mais um tempo, mas, com quase 24h de trabalho de parto, estava exausta, no meu limite e acabei optando pela cesárea. Hoje, Flávia está com 8 meses; mas, se engravidar de um segundo filho, quero tentar dar à luz por parto normal".
Eliane Midori Tanaka, mãe de Flávia

O PROBLEMA. A percepção da dor varia muito de mulher para mulher. Algumas as descrevem como cólicas menstruais intensas, mas suportáveis; outras a consideram intolerável. É importante que a mulher esteja preparada para sentir alguma dor. O fato de ficar imobilizada na cama de parto atrapalha também. A anestesia barra a sensação dolorosa, mas pode diminuir a intensidade das contrações e a progressão da dilatação, aumentando o risco de cesárea. Por isso, ela é dada com o trabalho de parto bem avançado.
A SOLUÇÃO. Contar com um acompanhante de sua confiança ajuda a tolerar a dor. A presença de uma doula (profissional que acompanha o parto) é associada a menor necessidade de anestesia e de cesarianas. O corpo tem anestésicos naturais, as endorfinas, cuja produção é incentivada por um ambiente tranquilo e bloqueada pela presença de estranhos e pelo medo. Estudos mostram que o principal fator que faz a mulher não precisar de anestesia é ela acreditar que não precisa. A liberdade de posição ajuda: poder mudar de lado, caminhar, ter alguém que faça uma massagem, ficar naquela bola tipo Pilates ou na banheira de hidromassagem facilita controlar a sensação de dor.

3 Bebê "grande demais", com mais de 3,5 kg
"Chegando perto da 41ª semana, fiz o cardiotoco (exame que avalia o bem-estar fetal) e um ultrassom e, então, fui ao consultório. Estava com 1 cm de dilatação, mas, ao ver o ultrassom, a médica decretou: “Seu bebê está muito grande, com 3,980 kg e só faço partos normais em bebês até 3,5 kg”. Perdi o chão. Não tinha lido nada sobre até quantos quilos um parto normal não seria arriscado. Eu pedia calma, que precisava pensar, e ela disse: “Priscila, eu te disse que a apoiaria em um parto normal, desde que não oferecesse risco para você ou para a bebê. Nem mesmo pelo SUS fariam um parto normal com um bebê tão grande, pode quebrar algum ossinho e ela pode ter um problema para o resto da vida. É isso que você quer? Tente a sorte com um plantonista do hospital, talvez algum louco aceite.” Sem respostas, ela marcou minha cesárea. Recebi um documento dizendo: bebê macrossômico. A Lívia nasceu no mesmo dia, "salva por uma cesárea".
Priscila Moraes, mãe de Lívia

O PROBLEMA. Um bebê é considerado macrossômico (muito grande e pesado) acima de 3,7 kg, mas, ainda assim, é possível fazer o parto vaginal. A questão do feto macrossômico deve ser vista sempre em conjunto com o fator materno. Existem gestantes que conseguem dar à luz crianças grandes, porque têm uma boa bacia, o canal de parto. Há gestantes que, mesmo com bebês de peso normal (em tormo de 3 kg) não conseguem, por ter bacia estreita.
A SOLUÇÃO. É preciso se informar sobre se o médico apoia o parto normal e tem experiência em realizá-lo. Muitos profissionais sentem-se inseguros em fazer um parto normal por desconhecimento. Também existe o medo de processos. É mais fácil um médico ser processado por não fazer uma cesárea do que por tê-la feito desnecessariamente.

4. A gravidez ultrapassou o tempo previsto
"Deixei claro para o meu médico que queria um parto normal sem anestesia. Com 39 semanas, ele me examinou e disse que minha filha já estava encaixada e que o parto seria, muito provavelmente, naquele final de semana, mas não rolou. Ele tinha me dito que, se eu chegasse às 41 semanas, seria internada. Três dias antes disso, fui ao consultório e não tinha dilatação. Ele me disse que a cabeça estava muito alta e ele achava que ela não iria descer, porque meu quadril era muito estreito e informou que, para ele, o tempo de espera tinha acabado. Perguntei se não iria tentar induzir e ele disse que não, pois em seus 30 anos de experiência isso não adiantaria e ele não saberia se havia mecônio ou se iria causar sofrimento no bebê. Acabei fazendo cesárea. Soube, depois, que não havia mecônio, mas na hora fiquei em dúvida. Não acho que o meu médico me enganou, mas chegou ao limite de sua crença médica e achou mais prudente fazer a cesárea".
Elenira Peixoto, mãe de Dora

O PROBLEMA. A gestação humana normal vai de 37 a 42 semanas. Para que seja considerada passada da data provável (pós-data), precisa exceder 42 semanas ou 294 dias a partir do primeiro dia da última menstruação. Nem toda mulher dá à luz na chamada data provável de parto: 58% têm o bebê até o final da 40ª semana. Há a possibilidade de o “atraso” se dever à inexatidão do cálculo. Numa cesárea marcada antes que a mãe entre em trabalho de parto, há risco de o bebê nascer prematuro.
A SOLUÇÃO. É possível fazer exames para acompanhar o bem-estar do feto e a situação da placenta, que pode deixar de realizar a função respiratória e de propiciar os nutrientes essenciais de que o bebê necessita quando a gestação se estende muito. Se tudo estiver bem, ainda é possível tentar induzir o parto.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Transforme sua casa em um baile de Carnaval para as crianças

Não é só nos salões que o seu filho vai se divertir. A matinê também pode acontecer na sua casa. Confira nossas dicas

Ana Paula Pontes

Shutterstock
Se você quer fugir com as crianças das tradicionais matinês de Carnaval, que tal preparar uma festa na sua casa? Reúna os amigos do seu filho que não viajaram e peça para que tragam suas máscaras e fantasias. A do seu filho, aliás, você mesma pode customizar.

Onde fazer?

Se você mora em casa, aproveite o quintal ou a garagem. No apartamento também é possível. Afaste os móveis da sala para garantir um espaço seguro para as crianças.


Como decorar?

É tudo muito simples:

- Se a festa rolar em um ambiente fechado, grude no teto serpentinas coloridas e pendure algumas máscaras, que você pode fazer em casa. O mesmo enfeite serve para as janelas e paredes. Não deixe de jogar confetes no chão, para dar o clima de Carnaval;
- No jardim da casa, você pode isolar um espaço para a brincadeira com ajuda de serpentinas. Os pufs espalhados no quintal são bem-vindos para o momento de descanso.


O que servir?

Como em toda festa, e esta é uma vantagem de não estar nos salões de Carnaval, prepare os quitutes para a comemoração. Coloque uma mesa com doces e salgados em um local que não atrapalhe a dança das crianças. Não deixe de decorá-la com os mesmos motivos do “salão”. No cardápio, tudo bem leve e fresquinho. Confira nossas dicas:

Bebidas

- Conhece os smoothies? Eles são mais espessos e cremosos que o suco natural - e nosso organismo leva apenas 15 minutos para absorver as vitaminas e sais minerais contidos neles. Clique aqui para conferir as receitas.

- Suco Licopeno

- Água à vontade


Salgados


- Esfiha de carne e legumes

- Sanduíche de frango

- Sanduíche de forno


Doces

- Bolo de cenoura 

- Brigadeiro com ameixa seca

- Gelatina colorida de leite



Quais músicas tocar?

Confira abaixo uma seleção de CDs que vai garantir animação e boa música no seu baile.

Carnaval do Palavra Cantada
Marchinhas, sambas, frevos, maracatus e tudo o mais para as crianças se divertirem.


Carnaval do Furunfunfum
Sabe aquelas histórias contadas ao pé do ouvido? Imagine essa sensação gostosa com marchinhas tradicionais de Carnaval. É para ouvir cantando e dançando muito.


Samba pras crianças
Um coro de dez meninos e meninas da ONG “Toca o Bonde - Usina da Gente” cantam sambas tradicionais com nomes como Ney Matogrosso e D. Ivone Lara. É para se deliciar e emocionar.


Sassaricando - e o Rio inventou a marchinha
Mais de 100 marchinhas tradicionais, como “O teu cabelo não nega” e “Mamãe eu quero”, para embalar a sua festa por muitas horas. A diversão é garantida.


Forró pras crianças
Quer fugir das tradicionais marchinhas e samba? Então aposte no forró para crianças. E se ele for interpretado por grandes nomes como Chico Buarque, Maria Rita e João Bosco, vai ficar melhor ainda.


Anime a festa

- Customização de máscaras: você pode fazê-las em branco e deixar que as crianças pintem como desejar. Lembre-se: vai precisar de guache, pincel, lantejoula, cola, canetinha e palitos de sorvete para segurá-las;

- Você ou algum adulto que está na festa é bom de samba no pé? Separe alguns minutos para ensinar passos para a criançada;

- Prepare um cantinho para pintar o rosto das crianças. Só tenha cuidado de usar tintas atóxicas e especiais para esse tipo de pintura na pele.


Cuidados

- Fique atento com a brincadeira das crianças com confetes e serpentinas, para que não joguem no rosto do amigo;

- Ofereça líquidos. Em geral, no meio da farra, eles esquecem de beber e com o calor é fundamental para evitar a desidratação;

- Confira outros cuidados para os dias de folia.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Procura-se um Fanti!!!

Ja tem um tempo que postei aqui que Cecília perdeu o cheirinho dela, o Fanti de nanar, nos primeiros dias consegui enganar ela, mas de uns dias pra cá a hora de dormir esta cada vez mais complicada e ontem a noite pra mim foi a gota d'água, pois ela dormiu chorando, e não aceitava nenhum outro ursinho que eu colocasse junto dela. Como ela não sabe falar, traduzi seu choro como um pedido de resgate ao Fanti perdido.
Hoje porcurei em várias lojas aqui da minha cidade e infelizmente não encontrei em nenhuma loja, e a Cecília tinha ganho o dela da minha prima quando fomos no Rio de Janeiro ano passado.
Ate pedi socorro para as minhas amigas do twitter, mas infelizmente comprar nas lojas virtuais não compensa se não for frete grátis, porque aqui no fim do mundo o frete fica super caro! (Obrigada meninas pela ajuda.)
Tenho medo de comprar outro modelo de bichinho e ela não aceitar também, porque ja testei todos que temos em casa e ela não quis. Tentei usar fralda, usar outros ursinhos de pelucia, travesseiro, pano, cobertor, e nada funcionou.
Eu ate tinha comentado com a Laura (@lauradeoliveira) que não ia comprar outro "cheirinho" porque aparentemente estava tudo tranquilo. (Tolo engano.)
Vou manda um e-mail pra Dican pra saber onde posso encontrar esse Fanti aqui em Araguaína, mas estou achando muito dificil ter.
Se alguem souber onde eu posso comprar o Fanti, aqui em Araguaína ou em uma loja vitual que tenha frete gratis (aqui pro fim do mundo), toda ajuda é bem vinda!

 

Kids Soft

Essas adoráveis pelúcias são produzidas com material antialérgico e lavável. Três modelos.
Descrição:

Produto: Kids Soft
Código: 2385
Fabricante: Dican Brinquedos
A partir de: 3  meses
Tamanho: 20x28x cm

Como trocar fralda de menino?

1 - O trocador
O primeiro passo é lavar as mãos. Em seguida verifique se todos os itens para a troca estão próximos. São eles: água morna, algodão, duas fraldas de pano, fralda descartável e pomada para prevenir assaduras. Tudo pronto, então coloque o bebê deitado, de barriga para cima, sobre uma superfície segura, plana e macia. O ideal, também, é que esse lugar seja quente e sem correntes de ar. Para lembrar: a criança nunca deve ser deixada sozinha
no trocador.
2 - Tchau fralda suja
Tire a parte debaixo da roupa do bebê e solte as tiras adesivas da fralda suja. Levante as perninhas da criança e puxe a fralda usada. Enrole-a e jogue no lixo, que deve estar próximo. Caso prefira, pode colocar uma fralda de pano sob o bebê. Isso evita que o trocador fique sujo.
3 - De cima para baixo
Como boa mãe precavida, coloque uma fralda de pano ou um chumaço de algodão sobre o pipi do menino. É bastante comum escapar xixi neste momento. Umedeça outro chumaço de algodão na água morna e comece a limpá-lo, sempre no sentido descendente (de cima para baixo). Se o seu filho não é circuncidado, não é preciso puxar o prepúcio para baixo
para limpá-lo.
4 - Bumbum
Não esqueça de passar o algodão na virilha, inclusive nas laterais do saco escrotal e abaixo dele. Troque o chumaço de algodão quantas vezes forem necessárias e limpe também a região
do bumbum.
5 - Secar
Depois que o bebê estiver bem limpo, seque-o com uma fralda de pano macia. E passe o creme contra assaduras nas dobras.
6 - Fralda limpa
Levante as pernas e coloque a fralda limpa bem embaixo do bumbum. Deite-o novamente. Feche as tiras laterais na altura da cintura, deixando uma folga de aproximadamente um dedo entre o corpo do pequeno e a fralda. Caso a fralda fique apertada demais, o pequeno irá reclamar. Pronto, o bebê está agora sequinho e cheiroso.

Fala Cecília

Fiquei observando a Cecília (coisa que faço sempre) e avaliando quantas palavras ela já fala e o seu desenvolvimento em geral.
A Cecília me surpreende muitas vezes, pois basta explicar uma vez que ela entende, tipo quando ela quer descer a cadeira dela pelo degrau aqui em casa, ela vai arrastando a cadeira em pé (como um andador) ai quando chega perto do degrau (basta alguém falar CUIDADO, mas as vezes nem é preciso dizer nada) ela fica de joelhos e engatinhando ela derruba a cadeira pelo degrau, ai segura no parapeito da porta e desce o degrau e levanta a cadeira e senta.
Depois eu fiquei intrigada com a maneira que ela faz pra se comunicar (de um jeito que nós adultos entendemos).Então vamos as palavras do jeito que ela fala:
  1. Mamã (mamãe)
  2. Mamá (mamadeira)
  3. Bobó (vovó)
  4. Bobô (vovô)
  5. Bubu (carrinho de passeiro)
  6. Carru (carro)
  7. Nenê (neném)
  8. Babi (nome da nossa cachorra)
  9. Duda (nome da nossa cachorra)
  10. Cau (caiu)
  11. Cocó (galinha) 
  12. Cococó (Cocoricó)
  13. Auau (cachorro)
  14. Pucca
  15. Xiii (xixi)
  16. Cocô
  17. Papa (comida)
  18. Papu (sapo)
  19. Oi (quando ela pega meu celular e põe na orelha ela fala Oi)
  20. Caca (coisa suja)
  21. Bó (bola)
  22. Pexi (peixe)
  23. Babá (é como ela chama a Aline babá dela, mas não fui eu que ensinei isso)
  24. Deti (dente)
  25. Tau (tchau) 
  26. E já (quando alguem conta 1,2 3 ela completa "e já")
Cecília também ja sabe algumas partes do corpo como os olhos, nariz, mãos, pés, barriga e cabeça.
Manda beijo e faz tchau, sabe fazer carinho e dar abraço. Gosta de desenhar e ler. E adora assistir os dvd's, o preferido é o da Palavra Cantanda que ela assiste e nem pisca.
Ao ouvir uma música já começa a dançar, mechendo a cabeça, batendo o pé ou se requebrando inteira.
É teimosa e adora me desafiar, tem noção de perigo e toma muito cuidado ao descer degraus.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Parto cesárea: como é feito e quando é realmente necessário?

Saiba em quais situações este procedimento é a melhor opção, quando é caso de ser avaliado pelo especialista e quando não é preciso

Crescer

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A apresentadora Adriane Galisteu, grávida de 3 meses, disse que não poderá ter seu bebê de parto normal por conta de uma cirurgia que fez no reto em 2007. Alguns casos, de fato, o mais seguro para a mãe e o bebê é o parto cirúrgico. Mas muitas vezes ele é agendado sem necessidade, o que coloca mãe e filho em risco. E você? Sabe em quais situações ele é realmente a melhor opção? Abaixo, confira uma ficha completa para entender melhor tudo sobre o parto cesárea:


Como e onde é feito
Sempre no hospital (e que tenha uma maternidade separada) ou em uma maternidade e com anestesia, que pode ser a ráqui ou a peridural. A anestesia geral só acontece em casos excepcionais. É necessária uma equipe multidisciplinar, com cirurgião obstetra, auxiliar do cirurgião, anestesista, neonatologista, enfermeiras e auxiliares. Além disso, é preciso que o hospital ou maternidade tenha equipamentos para suporte à vida em situações críticas, como respirador, medicamentos, UTI neonatal e adulto e banco de sangue. É feito um corte com cerca de 8 a 10 cm no sentido transversal, na parte baixa do ventre, bem na borda dos pêlos pubianos.


Quando é necessário
• Quando a placenta cobre o colo do útero, impedindo a saída do bebê – a chamada placenta prévia. A cirurgia é agendada antes de o trabalho de parto ter início, para não haver risco de sangramento. O diagnóstico só acontece a partir da 30ª semana.
• Quando há descolamento prematuro da placenta.
• Quando a mãe tem aids. Se a carga viral for alta ou desconhecida, a cesárea deve ser agendada. Se a carga viral for indetectável, pode ser parto normal.
• Se a mãe tem herpes genital, com uma lesão ativa até 1 mês antes do parto. Quem tem a doença pode prevenir as lesões tomando medicamentos.
• Em alguns casos raros de doenças cardíacas.
• Se o bebê está atravessado. Antes, o médico pode tentar ajudá-lo a ficar na posição correta.
• Quando o cordão penetra no canal de parto antes da cabeça do bebê. Também só será possível perceber isso depois de o trabalho de parto ter começado.
• Quando o bebê apresenta uma redução drástica no fluxo de oxigênio ou nos batimentos cardíacos. Isso acontece apenas em torno de 1% dos casos.
• Se a abertura do colo da mãe é pequena para o bebê, algo que ocorre em menos de 5% dos partos.


Casos que devem ser estudados com o médico
• Se o bebê estiver sentado e a mulher já tiver tido parto normal antes.
• Quando foram feitas duas ou mais cesáreas anteriores.
• Se a mulher tem defeitos na bacia, algo que provavelmente ela já descobriu antes de engravidar, por meio de um simples exame de toque.
• Se a criança está frágil demais, ou seja, se há retardo do crescimento.
• Se o parto pára de progredir. Nesse caso, há recursos para estimular a continuidade, como o hormônio ocitocina.
• Se há alteração na circulação do sangue entre mãe e bebê, medida pelo exame de dopplerfluxometria.
• Pressão alta na gravidez (acima de 13 x 9). Em muitos casos, o ideal é acelerar o parto com o uso de ocitocina.
• Quando a mãe tem pré-eclâmpsia, doença típica da gravidez que eleva a pressão arterial, o parto também deve acontecer rápido. Mas é possível prevenir a doença com um bom pré-natal, dieta balanceada e aspirina para quem tem risco.


Quando a cesárea não é necessária
• Cordão enrolado no pescoço do bebê (não importa quantas voltas), desde que o bebê esteja bem.
• Falta de dilatação. Pode ocorrer por um distúrbio raro no colo do útero (menos de 1% das mulheres o têm), mas, na maioria das vezes, se não dilatou é porque não chegou a hora mesmo.
• Se passou da semana número 40 da gravidez. É normal esperar até 42 semanas, monitorando o bebê.
• Se a mulher tem mais de 35 anos.
• Se a mulher teve uma cesárea anterior.
• Se o trabalho de parto está demorado. A mulher pode passar vários dias sentindo algumas contrações, sem ter entrado em trabalho de parto. Os médicos só consideram trabalho de parto quando há mais de 3 cm de dilatação e contrações regulares. Aí, então, o processo pode levar entre 8 e 18 horas.
• Bacia estreita (esses casos são raríssimos e, em geral, a mulher já descobriu a alteração antes).
• Bebê grande demais (um bebê precisa ter mais de 4,5 quilos para ser considerado grande. É bem raro).
• Se a mulher tem verrugas genitais, mioma ou HPV (a não ser que obstruam a passagem do bebê).

Você já é mãe‏

O VÍNCULO QUE A MULHER ESTABELECE COM O BEBÊ NA GRAVIDEZ É O PRIMEIRO DE TODOS OS VÍNCULOS QUE VIRÃO. POR ISSO, ELE É FUNDAMENTAL


A gente costuma se imaginar uma mãe de verdade a partir daquele inesquecível momento em que pegamos nosso filho no colo pela primeira vez. Mas o que poucas mulheres se dão conta – embora no fundo a maioria consiga sentir – é que você vira mãe a partir do momento em que se descobre grávida. No começo, não dá pra se sentir tão mãe assim. Mas a natureza dá nove meses para a mulher se preparar, se transformar e, mês a mês, ir conhecendo aquele pequenino ser que cresce dentro da sua barriga – e que vai se comunicar muito com a mãe mesmo antes de chegar ao mundo. “O vínculo que acontece entre mãe e bebê na gravidez é a fundação de todos os outros vínculos. A partir deste vínculo, todos os outros vão acontecer”, explica Eliana Pommé, mãe de Luana, Naila e Petrus, psicóloga especialista em vínculo mãe e filho.

Essa ligação começa a se estruturar no campo da fantasia, quando a mãe imagina como será o rosto do bebê, a cor do cabelo, a personalidade dele etc. Conforme os meses passam, o vínculo se torna cada vez mais forte. A barriga cresce, o bebê começa a se mexer e logo dá seu primeiro chute. A partir da 20ª semana de gestação, ele já será capaz de reconhecer a voz da própria mãe entre as de outras mulheres. Pelo útero, também chegam ao feto as emoções e os sentimentos da mãe. Ainda em formação, ele percebe se você está nervosa, agitada ou feliz. Isso porque os sentimentos provocam reações no seu organismo, com alterações da respiração e dos batimentos cardíacos, além da produção de hormônios. Sim, raiva ou tristeza vão chegar até o bebê também. E tudo certo. Mesmo antes de nascer, ele já vai aprendendo que a vida é feita de altos e baixos.

O feto não entende o significado das palavras, mas sim a intenção delas. Por isso, converse com ele, coloque música e faça coisas para você se sentir bem também. Já que o bebê lá dentro sente tudo, se você está bem, ele fica também, certo? Invista em exercícios físicos, vá ao cinema, saia pra jantar, cuide de seu corpo e de sua auto-estima. Além disso, a auto-massagem faz muito bem nesta fase. O bebê se sente tocado, recebendo um carinho, e a mulher sente seu corpo, aceitando melhor as mudanças físicas da gestação. Receber apoio da família é fundamental. Quanto mais a grávida se sentir cuidada, mais forte será o vínculo com o bebê. “Inconscientemente, a mãe resgata os cuidados que ela recebeu na vida e se apropria deste conhecimento para cuidar do filho”, explica Luciana Posternak, mãe de Luana, psicóloga especialista na relação mãe-bebê. Quando a menina brinca de boneca, já está desenvolvendo suas habilidades para cuidar de um bebê lá na frente. Por isso, pode se sentir mãe desde já. Mesmo sem perceber, você está se preparando para este momento há muito tempo.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Desfraldar: e a saga continua.



Eu tentando convencer Cecília a fazer o cocôzinho no banheiro, mas dessa vez ela só me enrrolou... Mas saca só o papo da menina.

beijos

sábado, 6 de fevereiro de 2010

7 coisas que você tem de saber sobre a birra

Qual a idade da birra? Dá para evitar? Veja resposta para essas e outras dúvidas comuns sobre o assunto



Daniela Toviansky
1. Qual é a idade da birra?
O tipo de birra clássica – aquela que a criança adora fazer no supermercado, batendo o pé, berrando, se jogando no chão e que deixa a gente morrendo de vergonha – acontece com mais frequência entre 2 e 5 anos, mas pode começar a partir dos 6 meses e só terminar aos 8! Muito depende do tipo de criação que a família vai dar e outro tanto da personalidade da criança. Caso seu filho ultrapasse os 6 anos ainda tendo ataques de birra constantes, é melhor procurar a ajuda de um especialista. Pode ser que ele esteja sofrendo com algum problema ou acontecimento recente. Mudança de casa, de escola, a morte de um parente querido ou de animal de estimação, a separação dos pais e até mesmo a falta de diálogo em casa podem atrasar o desenvolvimento da criança. Essa é uma das formas de ele pedir socorro.
2. Por que ela acontece?
Isso acontece porque as crianças ainda não têm maturidade suficiente para lidar com uma determinada frustração e acabam explodindo. Essa explosão vem em forma de choro incontrolável, gritos e aquela movimentação intensa difícil de conter. Na verdade, em algumas situações, as crianças estão testando o limite dos pais para descobrir até onde podem chegar. Outras vezes, a birra é apenas um pedido de ajuda inconsciente para lidar com um sentimento novo que é a frustração.
3. Dá para evitar?
Sim, porque o ataque de birra começa muito antes dos berros e do choro. É uma manha, um pedido que não pode ser realizado, um lugar muito agitado e cheio de gente ou sono, cansaço etc. Quando os primeiros sinais surgirem, é hora de negociar levando em conta a idade da criança. Se você precisa enfrentar um lugar tumultuado, converse com seu filho antes de sair de casa e deixe claro o que não será permitido. Se na hora H, uma situação fugir do controle, e a criança pedir um brinquedo, por exemplo, tente negociar.
Até 2 anos: se vir que o não vai magoar a criança, em qualquer situação, mude de ambiente para distraí-lo e proponha uma brincadeira.
Entre 2 e 5 anos: converse e prepare-o! Diga a ele para escolher para o aniversário ou para a próxima data festiva. Você também pode avisar que aquele brinquedo é muito caro e sugerir um mais barato. Se não puder comprar, é melhor falar a verdade. No caso de ter que levá-lo a um shopping ou mercado, peça a ajuda do seu filho. Pegar um produto na prateleira, segurar uma sacola bem leve, pergunte a opinião sobre uma cor de roupa. Ele precisa se sentir útil para não ficar irritado.
SEMPRE: Não esqueça que tudo deve ser dito na linguagem que a criança entenda. Usar tom “de adulto” é cansativo, difícil e chato. E, claro, sempre conversar com a criança baixando até a altura dela.
4. Como lidar com o ataque?
Infelizmente, não existe uma fórmula infalível. Tudo depende da criança, da idade e da situação. Mas, algumas dicas podem ajudar nesse desafio. Primeiro de tudo, pense se vale a pena entrar nessa batalha com seu filho. Ele realmente está exagerando? Está pedindo algo que já tem, ou está irritado, com sono ou fome, está calor demais? Muitas vezes, eles precisam de um lugar mais tranquilo para dormir ou se alimentar, ou simplesmente estar.
• Se a criança estiver em um lugar perigoso, retire-a de lá imediatamente, não importe a intensidade do berro dele.
• Mantenha a calma. Não esqueça que você serve de modelo para seu filho e quanto mais calmo ficar, mais rápido a situação vai se resolver.
• Não grite. Como é uma explosão dos pais, não há criança que suporte isso!
• Nunca, jamais, bata no seu filho.
• Desvie o foco da criança. Como ela está nervosa, evite conversar muito na hora. Melhor falar menos e agir mais. Até os 5 anos, a criança não consegue manter a concentração nas palavras por mais de 30 segundos.
• Quando perceber que ela se acalmou, dê um abraço bem gostoso para mostrar a ela que está tudo bem!
5. Espaço para a rotina
Criança precisa de rotina, gosta de saber o que vai acontecer, o que pode e não pode fazer. Dá segurança e é transmissão de afeto. Isso vale para as situações mais cotidianas, como tomar banho, jantar e ir para a escola. Para isso acontecer, a família toda precisa se organizar. É como confundir a criança quanto aos valores da família: consegue imaginar como seria caótico um lar em que o certo e o errado se misturam? Para manter as regras é fundamental também facilitar para que elas sejam cumpridas: se você quer que ele sempre se comporte em um lugar público, não vai deixá-lo horas sentado em um restaurante cheio ou esperar que ele fique calminho em uma fila de banco, não?
6. Valorize o não
OK, você já sabe a importância de falar não para que seu filho aprenda a amadurecer e perceba que não terá tudo sempre à mão quando pedir. “Crianças que nunca são contrariadas acabam se tornando adultos irritados, agressivos e até infelizes. Afinal o mundo não dará somente o sim incondicional que os pais sempre disseram”, explica a psicanalista infantil e colunista do site CRESCER Anne Lise Scapaticci. E justamente por seus bons efeitos, a palavrinha não deve ser desperdiçada em situações completamente desnecessárias. Quando usado sem moderação, o não perde força e convida à desobediência.
7. Acerte no castigo
Não adianta punir crianças menores de 2 anos. Elas não têm maturidade suficiente para perceber que fizeram uma coisa errada, muito menos que estão pagando por isso. Mas, por exemplo, se ela joga um brinquedo no chão ou em alguém e você tira o brinquedo, já pode ser um castigo para ela. Quando a criança é maior, vale excluir algo importante para a criança, como o clássico “ficar sem TV”. “Castigos, quando bem aplicados, atendem ao senso de justiça que todas as crianças têm. A falta de punição, pelo contrário, as desorienta. Um olhar quieto e sério para um filho é um tipo de punição particularmente eficaz. O objetivo da punição é incomodar”, afirma o psicanalista Francisco Daudt da Veiga, em seu livro recém-lançado Onde Foi que Eu Acertei (Ed. Casa da Palavra).
Para ser educativo, a criança precisa entender a relação entre o que fez e a consequência. A punição deve acontecer no mesmo momento, pois as crianças têm uma visão imediatista: ainda não aprenderam a pensar a longo prazo. Ou seja, depois de algum tempo, não sabem por que estão sendo castigados, esqueceram da birra e da importância que demos a ela.
E não é muito repetir: não estamos falando de palmada, beliscão ou tapa. Isso tudo está mesmo fora de cogitação.
Fontes: Anne Lise Scapaticci, psicanalista infantil (SP), Silvana Rabello, psicóloga e professora da PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Simone Savaya, psicóloga infantil (SP), Dedé Ladeira, coordenadora pedagógica da Escola Santi (SP), Guillermo Ballenato, psicólogo espanhol, José Martins Filho, professor de Pediatria da Unicamp (SP), Ivan Roberto Capelatto, psicólogo e psicoterapeuta (SP), Linda Derviche Blaj, coordenadora de educação infantil do Colégio I. L. Peretz (SP), Teresa Bonumá, psicoterapeuta familiar (SP)