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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Calculadora - Aniversários

Quanto comprar?
Descubra quanto você vai precisar comprar de comidas e bebidas de acordo com a quantidade de convidados da sua festa aqui.

Adoro essa ferramenta que a Revista Crescer disponibilizou no site dela.
Sempre a utilizo para organizar os "parabéns".
#ficadica

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Simplesmente não

Se o seu filho está prestes a completar 3 anos de idade, prepare-se para a fase do não. Isso mesmo, aquele pequeno ser humano que já recebeu seus aplausos por atender aos pedidos da mamãe está prestes a mudar. Mesmo assim, não há motivos para se preocupar. Como tudo na vida, essa fase passa e deixa com ela uma criança mais confiante e ciente de seus limites.
Na fase do “não” aceitar as ordens, as frases mais comuns são: “Não quero, não vou, não faço, não estou com vontade”. Tudo isso porque a criança está construindo sua identidade, quer ter controle sobre sua vidinha, determinar quando, como e aonde ela vai. Nessa idade, não é só rebeldia, como muitos pensam ser. O sentimento de ter a vontade própria é intenso a partir desse período, que vai até o final da primeira infância, quando conquistou seu espaço, e volta a se intensificar na adolescência. Em mais uma das dezenas de etapas da transição pelas quais a criança vai passar ao longo da vida, é nessa que ela deixa de ser bebê para entrar na infância, um período delicado do ponto de vista emocional.
A orientação dos especialistas para superar essa fase é que os pais ouçam os seguidos “nãos”, sem deixar que todas as vontades imperem. Pessoas muito rígidas ou pouco sensíveis para essa questão podem não notar que o maior desejo dessa criança é o de ser percebida. Nesse sentido, os pais não podem ter um comportamento rígido nem ceder à primeira manha. O segredo é ponderar, sempre.

VIA: Boletim Crescer

terça-feira, 12 de julho de 2011

Boletim Crescer. 2 a 3 anos


2 a 3 anos 
Espertos, mas desobedientes
Você tem notado que sua pequena e linda filha anda cada vez mais desobediente. Pois é, esse traço tão peculiar do ser humano em geral, e das crianças em particular, se manifesta logo cedo. Então, prepare-se para embates desgastantes, porque a desobediência e como lidar com ela são certamente um dos capítulos mais importantes sobre a educação na infância. Aos 2 anos de idade a criança já consegue perceber que suas atitudes podem irritar os adultos. Mas, como não tem noções sobre regras nem limite, vai fazendo tudo o que lhe vem à cabeça. Nesse momento, cabe aos pais conversar e chamar a atenção da criança para que ela, aos poucos, possa começar a compreender (que lamber o espelho todos os dias, pintar as paredes da sala, esvaziar todos os xampus dentro da banheira e outras coisinhas mais não é legal nem correto) e respeitar as regras de convivência necessárias para se viver em sociedade.
Além do papel dos pais, o da escola também se torna muito importante e parceiro da família. Chamar a atenção de seu filho tem uma função em casa e outra no ambiente escolar. A atitude sempre o ajudará a compreender seus limites nos diferentes ambientes que freqüenta. Quando o pequeno desrespeita as regras do grupo na escola, como dar um tapa em um coleguinha de classe, a professora pode adotar uma medida socioeducativa para fazer o aluno pensar no que fez. Só colocar de castigo não vale (pelo menos não na escola).
Segundo os educadores, nessas horas o importante é conversar (em casa e na escola). Além do diálogo, dá para inventar histórias ou músicas daquilo que é permitido fazer e explicando o que não pode.
Aliás, alguns educadores acreditam que, melhor que enfatizar o “não pode”, é se utilizar do positivo no discurso do “pode”. Por exemplo: em vez de dizer “não pode tirar o enfeite de cima da mesa”, dizer “o enfeite tem de ficar em cima da mesa”. Dessa forma a criança aprende que há muitas coisas permitidas e não fica preso ao que é proibido.
Bem, vale qualquer estratégia saudável para não se perder no emaranhado de desobediência infantil, algo fácil de acontecer, afinal somos todos seres humanos e erramos bastante. Só não vale se omitir. Você sabia que omissão na educação dos filhos é uma forma de negligência? Procure acompanhar junto à escola de seu filho qual o método adotado em caso de desobediência. Interaja e, se achar que deve, dê sugestões.

sábado, 18 de junho de 2011

Festas caipiras

As festas juninas que comemoramos hoje comendo muita pipoca e dançando quadrilhas são celebradas há muito tempo. Os povos antigos faziam uma grande festa, no mês de junho, para garantir uma boa colheita durante todo o ano, com um ritual da fertilidade. A tradição perdurou e, no século 4, a Igreja Católica adotou a celebração e chamou-a de Festa Joanina, em homenagem a São João Batista, que nasceu em 24 de junho. Hoje, é a tradicional Festa Junina, em que também são comemorados o dia de Santo Antônio (13 de junho) e São Pedro (29 de junho), com direito a roupa com retalhos de tecido xadrez, bandeirinhas e muitas, mas muitas brincadeiras.  


Fogueira
A fogueira na festa junina representa chama de vida e boas novas. Elas são utilizadas para esquentar as comidas típicas, como canjica, curau e até mesmo o quentão, bebida própria para aquecer em dias de frio, temperada com gengibre. A fogueira, fica em envidência na festa e é rodeada por lanternas e bandeirinhas formando o típico ambiente de arraial.
 
Música
A música é tocada ao longo da festividade sob o ritmo acentuado de forró. A banda é um item imprescindível, funciona como animadora. A banda esta composta de vários instrumentos como: tambores, bongós, pauzinhos, guisos, reco-reco, berimbau, cackeckê, triângulos, etc.
Para ver a letra de algumas das musicas mais tradicionais clique aqui!
Música caipira é essencial para animar a festa. Além do som da quadrilha, aposte no forró e nos clássicos sertanejos. Cantores como Mário Zan e Luiz Gonzaga são clássicos, mas você também pode apostar nas músicas de Gino e Geno, Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó etc.

Principais músicas

1- Pula Fogueira
2- Balãozinho
3- Cai, cai balão
4- Sonho de Papel
5- Pedro, Antônio e João
6- Isto é lá com Santo Antônio
7- Festa de São João
8- Quadrilha e quentão
9- Chegou a hora da fogueira
10- Sobe meu balão
11- Noite de junho
12- São João na roça
13- Capelinha de São João


Dança
Existem diversas danças, mas a mais conhecida é a quadrilha.
A quadrilha é uma dança feita para agradecer a boa colheita e homenagear São João, Santo Antônio e São Pedro. Nela, um marcador comanda a dança. Os comandos devem ser seguidos e respeitados.
Esta dança típica chegou ao Brasil durante o período regencial e fez grande sucesso na corte do Rio de Janeiro, caindo depois no gosto popular. A sanfona, a vila, o violão e o triângulo são instrumentos muito utilizados para acompanhar a quadrilha.
A dança começa com os casais posicionados frente a frente. Os cavalheiros cumprimentam as damas e em seguida, as damas cumprimentam os cavalheiros. Eles trocam de lado, em seguida o cavalheiro busca a dama e começa o grande passeio pela roça. Esse passeio apresenta diversas interferências ditas pelo marcador, como "olha a chuva, "olha a cobra". Ao final, o casal despede-se.
 
Brincadeiras
Corrida de sapatos
Os sapatos dos participantes da atividade são misturados e colocados a uma certa distância da linha de partida. Após o sinal, os jogadores devem ir pulando com o pé esquerdo até o local onde estão os sapatos estão, calçar e voltar ao ponto de partida. Os participantes que calçarem os sapatos errados ou trocados serão desclassificados.
O jogo também pode ser realizado em equipes. A equipe que terminar de calçar os sapatos e voltar ao ponto de partida primeiro, vence o jogo.
 
Corrida do ovo
É estabelecido um ponto de partida e de chegada. Os participantes devem estar posicionados no ponto de partida. Eles receberão uma colher com um ovo. A colher é colocada na boca. Vence o participante que chegar ao final primeiro sem derrubar o ovo da colher.


Fontes:
Especial Festa Junina 
Festa Junina

sexta-feira, 11 de março de 2011

Absorvente e fraldas de pano



Oie pessoal, ainda estou na linha ambientalista, esses eu já conhecia, mas não utilizo, eu sei que é pelo bem do planeta mas eu prefiro as facilidades do mundo moderno.
Quando a minha irmã era bebê e a gente morava numa cidadezinha fim de mundo, lembro que ela usava muita fralda de pano, lembro que toda hora minha mãe tinha que trocar (porque vazava ou deixava minha irmã assada) e lembro também de quilometros de varal cheios de fraldinhas brancas.
Andei pensando em usar pelo menos em casa as fraldas de pano na Cecília, porque não nego, as fraldas descartáveis estão o olho da cara e ela ja tem 2 anos e não precisa ficar de fralda sempre, mas fiquei receosa porque por mais que eu economize nas fraldas, e assim ajudo o planeta, também vou ter que gastar mais água e sabão em pó para lavar as fraldas e com isso não estarei ajudando tanto assim o planeta, então pela praticidade as fraldas descastáveis pra mim são melhores mesmo com custo alto.
Estamos no processo lento de desfralde, com muitos xixis espalhados pelo chão e alguns acertos na privada, pelo menos o cocozinho da manhã ela faz no banheiro antes do banho e de ir pra escola. Durante a tarde a Vanda deixa a Cecília boa parte sem fralda e só coloca quando a Cecis dorme, assim minha cama fica salva.
Sobre os absorventes de pano, achei a ideia interessante, mas achei nojento, eu já não gosto de menstruar, não gosto de usar absorvente descartavél e usar um de pano que depois eu terei que lavar (aquela meleca toda) eca... sei não... acho que essa moda não pega aqui em casa não, e olha que somos em 3 mulheres.
Li em blogs e artigos coisas boas e coisas ruins sobre esses dois produtos, e tem muita coisa interessante falando sobre eles, varios modelos e cores... mas fica a critério de cada um...
Eu não posso dar uma opinião mais veridica porque não uso nenhum dos dois, mas deixo o espaço aberto para as opiniões.

Pra quem quiser saber mais clica nos links:
USO ABSORVENTE DE PANO PELO BEM DO PLANETA

SOBRE FRALDAS DE PANO

TOFU BLOG-ABSORVENTE DE PANO

LAVANDO O ABSORVENTE DE PANO

ABSORVENTES ECOLOGICOS

10 BOAS RAZOES PARA USAR FRALDA DE PANO

Fraldas de pano por um mundo mais verde

Me pergunto se o ecologicamente correto, é de fato correto?

beijos

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O preço das fraldas pelo mundo

Eu sempre falo que meu dinheiro é convertidoem fraldas. Porque é um gasto absurdo. Olha que legal que encontrei lá no site da Crescer.


O preço das fraldas pelo mundo

Inspirada no Índice Big Mac, a CRESCER foi atrás de dados para saber quanto custam as fraldas descartáveis em diversos países. E o Brasil está entre os mais caros

Cíntia Marcucci

Um dos maiores gastos de quem tem bebês é com as fraldas. Nada mais normal do que ter curiosidade sobre o preço delas em outros países. Para fazer essa comparação, a CRESCER se inspirou no Índice Big Mac, que compara o preço do sanduíche em várias cidades nos cinco continentes.
Como existem muitos tipos de fraldas descartáveis e elas são vendidas em quantidades diferentes, elegemos uma marca e um tipo apenas e consultamos com o fabricante o preço unitário em 12 países. O Brasil tem a terceira fralda mais cara entre os locais pesquisados e os nossos vizinhos argentinos são um dos que pagam mais barato pelo produto. Confira abaixo os preços em real e em dólar.

 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Manual para escolher o nome do bebê

Tradicional, moderno ou único? Dez dicas para encontrar o nome perfeito

Malu Echeverria

 Shutterstock
Daniela Weidgenant e Eduardo Schwarz, descendentes de alemães, sempre foram gratos aos pais pelos nomes simples, diferentes de seus sobrenomes estrangeiros. Quando chegou sua vez de escolher, há dois anos, fizeram o mesmo. “O nosso filho se chama Tiago, sem H”, diz a mãe. O pai faz graça. “Melhor assim, senão ele seria o último a soletrar o nome na escola.” Optar pela simplicidade, como eles, é uma tendência. Veja aqui outras dicas.
1 Fale o nome em voz alta. Você gosta do som que ele tem? Lembre-se: um nome é mais falado e ouvido do que lido.
2 O que ele significa? Descobrir o que está por trás do nome, como a origem e o significado, pode torná-lo especial.
3 “Materialize” o nome no papel. Se falar o nome não foi o suficiente, vale também escrevê-lo. Combina com o sobrenome? É muito comprido ou difícil de soletrar? E o mais importante: você gosta dele?
4 Cuidado com as homenagens. Lembre-se de que nomes associados a figuras públicas, como celebridades, estão associados a estilos que talvez não agradem à criança no futuro. Avalie também a beleza em si do nome.
5 Faça composições. João ou Pedro? Maria ou Carolina? Ana ou Júlia? Por que não os dois? Se há muitas opções, uma saída pode ser combiná-las.
6 Use a criatividade. Um nome original tem a vantagem de ser inédito. Seu filho nunca vai ter de repetir o nome completo na sala de aula, por exemplo.
7 Peça opinião. Familiares e amigos vão adorar participar da escolha.
8 Escolha depois de o bebê nascer. Se você acha difícil dar nome a alguém que mal conhece, espere até ver o rostinho dele.
9 A mãe escolhe o primeiro, o pai fica com o segundo. Ou vice-versa. Pode ser uma boa saída quando os dois não conseguem chegar a um acordo.
10 Pense além. É o que sugere a escritora norte-americana Pamela Satran, co-autora de nove livros sobre nomes de bebês, como Cool Names for Babies (Nomes Legais para Bebês), inédito no Brasil. “Pense na criança e no futuro adulto, não só no bebê e, definitivamente, não apenas em si próprio”, diz.

terça-feira, 27 de julho de 2010

WordWorld - Discovery Kids

Programa do Discovery Kids quer ensinar inglês para as crianças

Em WordWorld, seu filho vai adquirir noções básicas da língua de um jeito divertido. Saiba mais sobre o programa e saiba como a TV pode ajudar no aprendizado da língua

Simone Tinti

  Divulgação
Nesta segunda-feira, um novo grupo de simpáticos bichos chega às telas do Discovery Kids. A turma é formada pelo cachorro Dog, a ovelha Sheep, o sapo Frog, o porco Pig, a formiga Ant e o urso Bear. Achou curioso? Pois o programa, chamado de WordWorld, tem o objetivo de inserir as crianças brasileiras no universo da língua inglesa. Ao nomear os personagens com o seu significado em inglês, a animação vai fazer com que os pequenos se familiarizem com um segundo idioma.

Em cada episódio, os personagens enfrentarão desafios e dúvidas e, para resolvê-los, utilizarão as palavras: as letras vão se juntar e ganhar vida para se transformarem nos objetos que representam, trazendo a solução para os problemas da turma de bichos. Além das aventuras na televisão, as crianças também poderão brincar com sopas de letrinhas e outros jogos no site do canal. “O objetivo é introduzir vocabulário em inglês, aos poucos, por meio do oral, do auditivo e do visual. Ela ouve a palavra ‘dog’, vê o ‘dog’ e o identifica como um cachorro. Tudo isso, claro, no contexto de uma história”, explica Mônica Fuhrken, pedagoga que assessorou o projeto na dublagem para o português. Ou seja, é uma exposição ao idioma, e não apenas uma repetição de palavras. “Não basta fazer com que a criança decore números ou repita o alfabeto em inglês, por exemplo. O ideal é que exista uma mensagem a ser transmitida”, afirmam Vanessa e Fátima Tenório, diretores do Systemic Bilingual, sistema de ensino de inglês adaptado à realidade brasileira.

Outra atração de TV que também tem esse objetivo, e que até pouco tempo estava na grade da TV Cultura é o Sesame English, um programa com os personagens da Vila Sésamo em diferentes situações com falas em inglês. Em cada episódios as crianças aprendem frases do dia a dia, como “what time is it?” (“que horas são?”), “put on your coat” (“coloque seu casaco”), entre outras. Ou seja, o programa também insere as crianças no universo de um segundo idioma da maneira com que ele é falado – e não pela mera repetição.


E você, como ajudar em casa? O primeiro passo é não forçar a criança a assistir determinado programa ou ouvir determinada canção. “Ela precisa ter uma referência de que aprender uma nova língua é prazeroso”, afirma Vanessa. Além disso, você não precisa falar em inglês se esse não é o seu idioma materno. A educadora explica que, para incentivar seu filho, o indicado é estimular o contato dele com a língua por meio de filmes, desenhos animados e canções.

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Ontem assisti o primeiro episódio de WordWorld com a Cecília e eu adorei, como tenho o inglês como segunda língua sempre ensino uma coisinha ou outra pra Cecília e esse desenho veio bem a calhar, achei ele super divertido e interessante, claro que eu fiquei explicando pra Cecília que Dog é Cachorro, já que ela sabe o que é cachorro e que o cachorro faz au-au.
Claro que ela não aprendeu tudo de uma vez, mas ela ficava repetindo tudo.
A Cecília já sabe falar I Love You (o som sai algo como - Iviuviuu) graças a um ursinho de pelúcia que de tanto ela apertar não fala mais.
E ela também fala algumas coisas em japonês, graças a minha avó que ensina pra ela, é muito bonitinho aquele toquinho de gente falando japonês.

beijos

terça-feira, 8 de junho de 2010

8 coisas sobre vacinação que você precisa saber

CRESCER conta as novidades em imunização e dá dicas de como usar a carteirinha

Por Thais Lazzeri

Reprodução
O fim da gotinha
O Zé Gotinha, ícone das campanhas de vacinação oral no Brasil, pode deixar de existir. A Organização Mundial da Saúde (OMS) está discutindo a substituição da Sabin, vacina oral, com vírus vivo, pela Salk, com vírus inativado. O principal motivo é a possibilidade de a criança (ou quem more com ela) desenvolver a doença por vírus derivado da própria vacina. Nas últimas décadas, quando era necessário erradicar a doença, as seqüelas representavam uma porcentagem pequena em razão do alcance em larga escala da imunização – 1 para cada milhão de doses. Com o vírus controlado e raros relatos da doença, as seqüelas passaram a ser uma porcentagem importante, o que causou a discussão na OMS. Ambas têm excelente eficácia.
A hora certa de cada dose
Não é por acaso que a carteira de vacinação é exigida quando seu filho vai ser vacinado. Os dados contidos nela podem ser decisivos na manutenção da saúde da criança. Por exemplo, entre uma vacina e outra, principalmente com aquelas que usam o agente vivo, é preciso um intervalo entre 15 e 30 dias, se elas não forem dadas no mesmo dia. Isso porque o organismo produz uma reação inespecífica que atrapalha a ação de uma segunda vacina, quando dada em dias próximos, podendo comprometer sua eficácia. O indicado, sempre que possível, é dar todas as doses no mesmo dia para evitar a reação e, de preferência, em lugares diferentes do corpo por questões de eficácia e segurança.
Vacinas especiais – e gratuitas
Crianças prematuras, com HIV ou com trissomias – como a síndrome de Down– podem ter acesso ao serviço dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), um programa de vacinas especiais gratuitas. Quem faz o pedido é o especialista. Bebês prematuros, por exemplo, têm de três a quatro vezes mais chances de ter doença por pneumococo, uma bactéria responsável por pneumonia e meningite e podem ser vacinados com autorização médica. Informações no www.cve.saude.sp.gov.br/htm/imuni/unid_imunobi.htm.
Gripe: 80% de eficácia
A gripe em crianças foi um dos temas do Simpósio Brasileiro de Vacinas, que ocorreu no fim deste mês. O assunto sempre gera dúvidas. Nos EUA, um evento incomum levou os norte-americanos a questionar a importância da vacinação. Dezenas de crianças imunizadas morreram de gripe. Mas as mortes foram provocadas por tipos do vírus influenza que a vacina não incluía. É a OMS que diz para os laboratórios quais os tipos de vírus que devem estar na vacina. Isso é feito com cerca de um ano de antecedência. A cobertura entre 75% e 80%, na opinião dos médicos, é uma arma contra a doença e justifica a indicação do imunizante. Quem o toma pode ficar totalmente protegido ou ter formas mais brandas da doença. Crianças entre 6 meses e 9 anos, que nunca a tomaram, devem receber duas doses, com intervalo de um mês. A dose custa cerca de R$ 80.
Em aerossol
A Organização Mundial da Saúde está apostando nas vacinas em aerossol. Já está à venda nos Estados Unidos uma contra gripe e os testes de outra, contra o sarampo, estão em estágio adiantado na Índia. A imunização por inalação diminui o risco de infecção pela agulha, o custo é menor e o prazo de validade, maior. Não há previsão para a chegada ao Brasil.
Mortes de recém-nascidos
Um estudo internacional em fase avançada pode reduzir a principal causa de mortes de recém-nascidos por infecção. O estreptococo B, uma bactéria do trato genital da mulher, pode ser transmitido na gestação, quando ocorre rompimento da bolsa, por exemplo, ou durante o nascimento, mesmo tratando-se de cesárea. Cerca de 15% das mulheres têm a bactéria e metade dos bebês contaminados morre. A vacina seria para mulheres em idade fértil. Ainda não há previsão para sua comercialização.
Arma contra a dengue
A epidemia no Rio de Janeiro, com mais de 1.500 novos casos por dia, poderia ser evitada se a vacina contra dengue já existisse. A boa notícia é que grupos de pesquisadores brasileiros, como os da Fundação Oswaldo Cruz, a estão desenvolvendo, mas ainda é cedo para dizer quando estará disponível no mercado. Uma das estimativas é 2010.
Onde dar a picadinha?
A obesidade também afetou a vacinação. Crianças extremamente obesas não devem ser vacinadas no bumbum, por exemplo, porque a gordura em volta do músculo pode diminuir a absorção e a eficácia da vacina. O melhor local é o deltóide, um músculo do ombro, ou no lado lateral da coxa, quando pequeno.

Reprodução

Fontes: Manuel Mindlin Lafer, infectologista pediátrico da Universidade Federal de São Paulo; Marcos Lago, infectologista pediátrico, professor e diretor de atividades acadêmicas do IPPMG da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Reinaldo Menezes Martins, consultor científico da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos/Fiocruz; Rosana Richtmann, infectologista pediátrica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e membro da Sociedade Brasileira de Imunizações e Hugo Agustín Chaluleu, presidente da Associação Brasileira de Aerossóis e Saneantes Domissanitários.

Gripe ou resfriado?

Os sintomas são bem parecidos, mas há diferença entre elas. Saiba como prevenir e como tratar essas viroses

Crescer


Shutterstock
Se você foi nos últimos dias no consultório do pediatra do seu filho, já deve ter percebido que o movimento está acima do normal. Sim. Com os dias mais frios, aumentam os casos de crianças com gripe e resfriado. Mas, afinal, qual é a diferença entre eles? A gripe é causada pelo vírus influenza A e B, que sofre mutações sazonais. Já o resfriado é causado pelo rinovírus em 70% dos casos. E são mais de 100 tipos, daí a dificuldade de se desenvolver uma vacina. Ambos são bastante contagiosos, sendo transmitidos até por gotículas de saliva. Estudos mostraram que a principal via de transmissão dos vírus do resfriado e da gripe é manual. A criança espirra sobre um brinquedo e, minutos depois, outra toca no lugar e leva a mão ao nariz ou à boca. Contágio feito.

Sintomas

Na grande maioria dos casos, o resfriado afeta nariz, ouvido ou garganta, provocando coriza, irritação das mucosas, tosse, espirros e, às vezes, a criança pode ter febre baixa. Se for gripe, os sintomas costumam ser mais intensos e incluem febre alta, dores musculares, cansaço e dificuldade para respirar, situação em que a criança deve ser levada ao médico para verificar se existem outras doenças associadas.

Como tratar 
O tratamento no caso de gripes e resfriados tem como objetivo aliviar os sintomas, pois em geral a cura é espontânea. Durante o período em que seu filho estiver doente, ele pode perder o apetite. Isso é normal! O importante é mantê-lo hidratado. Ofereça sucos, água, chás. Estimule também o seu filho a assoar o nariz várias vezes ao dia, e faça lavagem com soro. No caso de febre, controle com banhos ou antitérmicos. E lembre-se: nunca use nenhuma medicação no seu filho sem que antes tenha conversado com o médico dele.

Outras doenças associadas

A gripe e o resfriado em geral duram cerca de quatro dias, mas eles podem também ser a porta de entrada para outras viroses e doenças mais sérias. “O vírus quando atinge o sistema respiratório pode causar um desequilíbrio na resistência da criança, diminuindo sua imunidade e predispondo-se a infecções por bactérias”, afirma o pediatra Joaquim Rodrigues. Como consequência, essas bactérias, principalmente o pneumococo e o hemófilo, podem atingir órgãos como os pulmões, os ouvidos e os seios da face e daí causarem, respectivamente, pneumonia, otite e sinusite.

Como prevenir

- Evite levar seu filho a locais fechados e com aglomerações, como shoppings e buffets;

- Estimule as crianças a lavar as mãos várias vezes ao dia. Elas são a principal forma de contágio;
- Aplique soro fisiológico no nariz de seu filho pelo menos 4 vezes ao dia para evitar o ressecamento da mucosa ou o “entupimento” nasal;

- Ofereça bastante líquido às crianças para que elas fiquem hidratadas e possam enfrentar o tempo seco com mais facilidade.

Cuidados com a casa que ajudam

No período em que a criança estiver gripada, algumas atitudes podem melhorar os sintomas. Essas ações também são aconselháveis para os alérgicos.

- Limpe a casa com pano úmido e aspirador de pó diariamente. As vassouras levantam poeira;

- Troque as roupas de cama da criança duas vezes por semana;

- Retire tapetes, carpetes e bichos de pelúcia do quarto de seu filho;

- Não entulhe coisas em estantes, para evitar o acúmulo de poeira;

- Se puder,não deixe gatos e cachorros entrarem em casa. Os pelos dos animais são agentes agressores ao sistema respiratório, principalmente de quem tem asma, rinite ou está gripado


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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Para cada criança, um tipo de leite

Conheça as principais diferenças e decida qual o mais adequado para o seu filho

Daniela Tófoli e Thais Lazzeri


André Spinola e 
Castro
É só olhar para as prateleiras dos supermercados lotadas de caixinhas de leite para as dúvidas começarem: qual o melhor tipo? As opções são tantas que comprar o produto mais indicado para seu filho torna-se um desafio. Leite de vaca, cabra, búfala, ovelha ou camela? Além da origem, há variações nos tipos e no teor de gordura. O integral tem pelo menos 3%; o desnatado, no máximo 0,5%; e o semi-desnatado, um valor intermediário. A decisão de qual é melhor deve ser tomada com o pediatra. Segundo Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz, a maioria das crianças consome leite de vaca integral. “O desnatado e o semi são recomendados para tratamentos de doenças específicas, como a obesidade.” O acréscimo de farinha láctea também deve ser feito com orientação médica. Veja, nas próximas páginas, os tipos de leite mais comuns nos mercados:

Tantos leites...

Aromatizados: Como melhoram o aroma, podem ser uma alternativa quando as crianças rejeitam o leite. O produto, com cheiro de morango ou chocolate, por exemplo, parece um pouco escurecido. Novas marcas estão chegando ao mercado brasileiro. É necessário ter atenção para casos de alergia aos aditivos, especialmente corantes, se houver.

Hidrolisados: São especialmente recomendados para crianças com intolerância à lactose. Nelas, as enzimas digestivas não estão completas. Assim, aquela que falta para digerir a lactose já age no leite antes da ingestão. Os hidrolisados são tratados com enzimas para a quebra do açúcar do leite, facilitando a digestão.

Enriquecidos: Eles têm o objetivo de complementar a alimentação da criança com nutrientes importantes não encontrados no leite original ou para repor vitaminas. Podem ser com cálcio, ferro, fibras, ácidos graxos tipo ômega 3 ou 6 etc. O enriquecido com ferro, por exemplo, pode ser usado em qualquer faixa etária, mas até 2 anos é mais recomendado pelos pediatras por causa da necessidade maior deste mineral. Já os que apresentam ômega 3 ou 6 ajudam no metabolismo e são recomendáveis por conterem gordura de boa qualidade.

Em pó: É muito prático para passeios e viagens, já que é fácil de carregar e pode ser preparado na hora, sem necessidade de refrigeração. O produto é obtido por meio da secagem, preservando seus demais constituintes. Costuma ser mais consumido por crianças menores, justamente por ter uma fórmula mais balanceada e completa.

De soja: É indicado principalmente para quem tem algum tipo de intolerância a proteínas de origem animal. Sua fonte de proteína é vegetal, e não animal, como os demais leites, e acaba sendo uma opção de complemento alimentar.

Achocolatados: Não são necessários. Mas, se ainda assim você quiser dar, faça-o após o segundo ano de vida. Antes, podem aumentar o risco de alergia.

Consumo por idade

Abaixo segue uma referência da quantidade que as crianças devem consumir, mas ela pode variar. Segundo o pediatra Cid Pinheiro, do Hospital São Luiz, é preciso levar em conta a idade e informações como prematuridade ou não.
- 7 meses a 2 anos: 3 a 4 porções de 120 ml;
- 2 a 3 anos: 5 porções de 120 ml;
- 4 a 6 anos: 4 porções de 180 ml.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Os Dez Mandamentos da Maternidade

O Livro do Bebê Feliz - 50 Coisas que toda Mamãe Deveria Saber (E. Alles Trade).

Veja algumas dicas para encarar aqueles dias mais difíceis com bom humor:
Os Dez Mandamentos da Maternidade

1.Renunciarás a uma casa limpa
2.Possivelmente, nunca mais terás uma conversa sem ser interrompida
 3.Aprenderás a fazer compras às pressas
4.Não cobiçarás a vida social da próxima
5.Agora deverás realmente honrar tua mãe e teu pai
6.Não terás todas as respostas
7.Não mais precisarás de um relógio com alarme
8.Deverás fazer cinco tentativas frustradas até conseguir sair de casa
9.Perguntarás a ti mesma o que fazias com teu tempo
10.Saberás que tudo isso vale a pena

Como espantar o cansaço depois de uma noite maldormida

Confira três ideias naturais para espantar o sono (e as olheiras)

Redação Crescer

Shutterstock
Não dormiu direito esta noite porque seu filho parecia estar com febre? Veja três ideias naturais para espantar o sono (e as olheiras)
Suco para dar disposição
Anote essa receita que promete uma dose extra de energia:

Bata no liquidificador 1 xícara de uva verde sem sementes, 3 kiwis, 1 laranja-lima descascada com o bagaço, 100 ml de água e pedras de gelo. Beba sem coar. Evite açúcar refinado. Se for adoçar, prefira mel ou aspartame natural.
Chá contra olheiras
Prepare um chá de camomila bem forte, deixe esfriar e coloque-o na geladeira até ficar gelado. Faça compressas com o chá e deixe-as sobre os olhos por 15 minutos. Elas relaxam e clareiam as olheiras porque a temperatura fria causa uma contração dos vasos. Você também pode usar fatias de pepino ou chumaços de algodão embebidos em água boricada gelada.
Exercício que desperta
Para dar disposição, o melhor é fazer um alongamento ainda na cama. Os exercícios abaixo ativam a circulação. Mantenha cada posição por 20 segundos.
1. Comece com uma boa espreguiçada. Em seguida, fique sentada com a coluna reta e estenda as pernas em cima da cama. Tente alcançar a ponta dos pés.
2. Deite novamente, flexione e abrace as pernas, girando o corpo levemente para os lados.
3. Sente com os pés apoiados no chão e com a coluna reta. Tente encostar a orelha no ombro, mexendo apenas a cabeça. Em seguida, gire a cabeça para os lados.
4. Por fim, fique em pé, entrelace os dedos nas costas e levante os braços até o seu limite.
Fontes: Daniela Hueb, nutróloga e dermatologista; Fabianna Queiroz, professora de educação física e consultora da Contours.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

5 sinais que seu bebê ama você

Confira algumas pistas que o seu filho dá para demonstrar o amor que sente por você

Crescer

A rotina parece não variar tanto. Assim que nasce, seu filho praticamente chora, mama e dorme. Mas, entre uma soneca e outra, você vai perceber algumas pistas sutis do amor que ele sente por você. Veja só:
Olhar fixo
Desde que ele nasce, você está sendo observada. Seu bebê não consegue tirar os olhos de você. Por isso, ele a segue com o olhar por todos os lugares. Ele não sabe nada sobre o mundo, mas sabe que você é importante.
Opinião que importa
A partir dos 9 meses, seu bebê vai tentar dividir todos os desejos com você. E vai fazer isso de uma forma divertida, oferecendo objetos, repetindo gestos ou emitindo sons para chamar a sua atenção.
Sempre perto
Seu filho fica aflito quando você não está por perto. Isso acontece por volta dos 8 meses, quando eles começam a ficar tímidos na presença de estranhos. Essa é, talvez, a mais clara declaração de amor.
Sorriso pede sorriso
Tem momento mais gostoso do que aquele em que seu bebê gargalha quando você sorri para ele? Aos 2 meses, isso começa a acontecer. Quanto mais contato vocês tiverem, melhor será a troca de sorrisos!
Confiança e aconchego
Sempre que ele cai, está triste, com sono, sede ou precisa de algo, ele recorre a você. E será assim por toda a vida. Ele confia em você e isso vale muito mais do que dizer “eu te amo”, não é mesmo?
Consultor: Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo (SP)
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segunda-feira, 8 de março de 2010

Os 10 alimentos mais perigosos para as crianças

A Sociedade Brasileira de Pediatria elaborou, a convite de CRESCER, uma lista exclusiva com os alimentos que podem oferecer risco para o seu filho. Veja porquê

Drielle Sá

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CRESCER pediu para a Sociedade Brasileira de Pediatria preparar uma lista com os alimentos que podem representar algum tipo de risco para o seu filho, seja pelo perigo de engasgar ou de comer algo contaminado. A ideia não é radicalizar nem banir os itens dessa lista de vez das refeições. É para você olhá-los com um cuidado ainda maior. Confira :




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1- Amendoim

O maior perigo não é comer, mas seu filho aspirar um amendoim. Mas existem outros riscos: se uma criança coloca muitos na boca de uma vez só, ou se come rápido demais, há mais chances dela engasgar com um amendoim que não foi mastigado direito. Do ponto de vista nutricional, esse é um grão com muita gordura saturada, que é mais difícil de eliminar do corpo e a responsável por problemas como, por exemplo, hipertensão – mas isso apenas em casos extremos. Ele também é o que mais causa alergia alimentar nos Estados Unidos. Quando você oferecer ao seu filho, sirva poucos - e de pouquinho.




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2- Azeitonas e caroços

Se você tem crianças em casa, prefira comprar azeitonas sem caroço. A possibilidade de elas morderem com força demais a azeitona e quebrarem ou lascarem um dente danificado existe sim. Isso sem falar no risco de engasgar. No caso de frutas com caroço, como a ameixa, é preferível servi-las já cortadas. Para as crianças que já comem bem sozinhas, uma boa recomendação para tomar cuidado deve ser o suficiente.




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3- Balas

Balas são uma verdadeira paixão entre as crianças. São coloridas, docinhas, e têm um monte de sabores deliciosos. Mas é bom ficar de olho nos pequenos para ter certeza de que não estão indo com muita vontade ao pote. Por serem feitas de açúcar, elas podem provocar cáries - principalmente as balas mastigáveis, que costumam grudar nos dentes. Além disso, morder uma bala dura pode até mesmo comprometer a integridade dos dentes - e garantir uma visita especial ao dentista.




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4- Bolachas e salgadinhos

Alimentos industrializados ricos em gordura, açúcar e sal trazem sérios riscos para as crianças, que podem sofrer com obesidade, hipertensão, colesterol ou triglicédides. Mais uma vez, a solução é não cometer exageros. Deixe a bolacha e o salgadinho para o fim de semana.





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5- Fígado e outras vísceras

O fígado é o órgão responsável por eliminar toxinas do corpo, daí a possibilidade de que ele tenha uma alta concentração de substâncias estranhas ao organismo da criança. A boa notícia é que a maior parte delas é termosensível, o que significa que, se o fígado for bem cozido, as chances de infecção alimentar são mínimas. Vale lembrar que essa é uma das carnes mais ricas em ferro, nutriente essencial para evitar a anemia (falta de células vermelhas no sangue).




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6- Mel

Não é só uma recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria, mas também da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o mel não deve ser dado a crianças antes de um ano de idade. Segundo a SBP, é ainda melhor esticar esse prazo até os dois anos porque o mel pode estar contaminado com uma bactéria que causa o botulismo , doença que ataca o sistema nervoso e compromete o funcionamento dos músculos. Veja aqui mais informações.




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7- Ovo mal cozido

Quando for servir ovos em casa, garanta que eles estejam bem cozidos ou, se fritos, com a gema durinha. Cozinhar ou fritar bem os ovos afasta o perigo da contaminação por salmonela, doença que poder causar dores de barriga, diarreia e febre. No caso das crianças, que têm o sistema imunológico em formação, é até possível que haja algumas complicações e a necessidade de ir para o hospital.




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8- Peixes com espinhos

Nesse caso, engasgar com os espinhos é a grande preocupação. Se seu filho já se alimenta bem sozinho, oriente-o a comer o peixe aos poucos, em pedaços pequenos, mastigando muito bem e sem pressa. Se ele for pequeno, é a sua atenção que deve ser redobrada. Tire todos os espinhos que você encontrar antes de servir. Também é importante conhecer bem a qualidade do local onde você compra peixe. Não custa lembrar que ele precisa aparecer na mesa da sua casa por, no mínimo, três vezes por semana. Afinal, os benefícios dele ao nosso organismo são muitos. Peixes são recomendados para evitar o colesterol, ajudam no desenvolvimento cerebral das crianças e ainda são fontes fartas de proteína, minerais e vitaminas.


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9- Pipoca

Doce, salgada, branquinha ou colorida, é difícil não gostar de uma pipoca quentinha – ainda mais se acompanhada de um filme muito legal. O grande problema está, na verdade, no risco de engasgar com uma delas. E nsine seu filho a comer devagar, em pequenas porções, e a mastigar bem cada bocado , lembrando que pipocas, no mundo ideal, elas só devem ser consumidas a partir de 4 anos.




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10- Refrigerantes

Além dos problemas mais conhecidos, como a obesidade e as cáries dentárias, os refrigerantes também trazem o risco de a criança desenvolver osteoporose quando mais velha. Os fosfatos presentes nas suas fórmulas aumentam a presença de fósforo no organismo, o que impede a absorção de cálcio, substância mais do que importante para a constituição dos ossos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Problemas e soluções na retirada das fraldas

O que fazer se...
Thais Lazzeri

RICARDO CORRÊA
...o xixi escapa na cama?


Se estiver na fase da retirada noturna, diminua a ingestão de água da criança a partir das 17 horas, leve-a ao banheiro antes de deitar-se e uma vez na madrugada. Se as fraldas já foram excluídas do dia-a-dia dela, pode ser um alerta para problemas fisiológicos ou emocionais, como mudanças na rotina. Converse com o pediatra, mas não volte a colocar fraldas.

... a privada vira um monstro?
Algumas crianças sentem nojo, outras têm medo do vaso sanitário. Acompanhe seu filho ao banheiro e fique por perto, explique que é lá que tudo precisa ser feito. Se o banheiro é um local de discussão, porque os pais obrigam a criança a usá-lo, ela certamente vai sentir medo e preferir fazer em um local mais tranqüilo, como na sala.

... o menino não quer usar o banheiro?
Em vez de insistir para que faça xixi em pé, veja se ele se sente mais confortável sentado. Não é só menina que senta no banheiro. Não brinque sobre esse assunto. Também é importante a ajuda do pai, afinal, a criança tende a seguir um modelo, e nada melhor – e seguro – do que a figura paterna.

... a volta às aulas significa volta às fraldas?
Pode ser que sim. Fale com a professora. As escolas costumam dar orientação para ajudar nessa transição. De qualquer maneira, seu filho vai se acostumar ao novo ambiente e fazer como os colegas de sala. As "escapadas" são passageiras e devem ser tratadas com naturalidade.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O teste das fraldas

O terte das fraldas
A PROTESTE avaliou nove modelos de fraldas descartáveis e descobriu que a maioria é pouco absorvente e impede a respiração da pele do bebê

Bruna Menegueço

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Escolher uma fralda descartável não é fácil. Qual seu filho vai se adaptar melhor? E a proteção? A PROTESTE (Associação de Consumidores) acaba de publicar o resultado de um teste feito com os 9 modelos de fraldas descartáveis das principais marcas. São elas Pampers, Turma da Mônica, Johnson’s Baby, Pom Pom e Sapeka. O teste foi feito com bebês robôs. Foram avaliados: absorção, proteção contra vazamento, conforto, praticidade e diferença no desempenho para meninos e meninas. CRESCER entrou em contato com todas as marcas para discutir os resultados. Os dados da pesquisa, de total responsabilidade da associação, estão a seguir:

Pampers
- Total Confort
(30 unidades): recebeu a melhor nota na avaliação. Segundo a PROTESTE, é a única que permite a respiração da pele do bebê. Também foi considerada a mais confortável porque tem a menor espessura. A marca perdeu pontos na absorção quando as fraldas foram avaliadas em meninos durante a noite e no quesito qualidade do adesivo. Por fim, foi considerada a mais cara em todos os estados.
- Super Sec (32 unidades): não foi tão bem nos testes como o outro modelo da mesma marca, mas atingiu níveis aceitáveis. Teve a melhor nota na avaliação de peso e do adesivo. Mas foi considerada ruim por impedir a respiração da pele do bebê.
Resposta do fabricante: a empresa alega que o adesivo usado nos modelos avaliados é exatamente o mesmo e, por isso, não entende a metodologia aplicada. Testes feitos pela marca mostram que a eficiência é a mesma para meninos e meninas.

Turma da Mônica
- Tripla Proteção
(32 unidades): foi bem no teste de absorção durante o dia e na qualidade do adesivo. Mas falhou na avaliação da absorção durante a noite para meninas. A fralda vazou antes de absorver 200 ml de líquido. O preço mais em conta é um dos pontos fortes.
- Básica (20 unidades): teve a menor nota no teste e levou o selo NÃO COMPRE. Apesar do preço baixo, o modelo recebeu avaliação fraca nos critérios espessura e absorção durante o dia e à noite para meninos. Segundo o teste, esse modelo impede totalmente a respiração da pele e, por isso, levou a menor avaliação.
Resposta do fabricante: até o fechamento dessa reportagem CRESCER não recebeu resposta.

Johnson’s
- Baby Ultra Seca
(32 unidades): oferece boa relação custo-benefício. Foi bem avaliada nos critérios de peso, qualidade do adesivo e absorção. Segundo a PROTESTE, deixou a desejar nos itens espessura e respirabilidade.
- Baby Básica (28 unidades): Ficou em um nível aceitável. Assim como a maioria das marcas, o modelo impede a respiração da pele do bebê e prejudica o conforto porque o modelo é muito grosso. Recebeu notas baixas na absorção de dia e noite para meninos.
Resposta do fabricante: a marca informou que não teve acesso às metodologias utilizadas na pesquisa. Diz que usa na composição das fraldas uma combinação de materiais que garantem a proteção e conforto para os bebês.

Pom Pom
- Top Confort
(27 unidades): não teve um bom resultado para os meninos, mas foi considerada aceitável para as meninas. Teve notas boas nos quesitos peso, espessura e qualidade do adesivo. Foi a única considerável aceitável na respirabilidade da pele.
- Conforto Básico (27 unidades): ela pesa 30% a mais que a média - o que pode causar desconforto no bebê . Teve boas notas no critério de absorção, espessura e adesivo. O preço, no entanto, é alto pela relação custo-benefício.
Resposta do fabricante: até o fechamento dessa reportagem CRESCER não recebeu resposta.

Sapeka Azul (24 unidades): tem o menor preço do mercado. Seu maior problema é a espessura - ela tem quase o dobro da Pampers . Significa que é ainda mais grossa. Teve uma performance fraca na avaliação de absorção para meninos. Vazou com menos de 180 ml de líquido durante o dia.
Resposta do fabricante: até o fechamento dessa reportagem CRESCER não recebeu resposta.

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Eu simplesmente amei esse teste!!!
Quando a gente tem filho, o maior gasto que temos é com as fraldas descartáveis. Durante esse 1 ano e 2 meses eu já esperimentei várias marcas na minha filha. E cada mãe/pai tem a sua marca predileta, mas tudo depende também do custo que cada um pode ter com esse item, porque venhamos e convenhamos elas não são nada baratinhas!
Eu ja tive um gasto de cerca de R$ 150 por mês só com fraldas!!!
Cecília ja usou: Pampers (básica, total confort e noturna/diurna), Turma da Mônica (básica, tripla proteção e noturna), Johnson’s, Cremer, Sapeka...
Logo que a Cecília nasceu eu usava a Pampers (básica) porque ela não era tão cara e até tinha uma durabilidade boa, cheguei a fazer um mini estoque durante a gestação, mas conforme minha filha foi crescendo o xixi também foi aumentando e foi quando experimentei a fralda Turma da Mônica (tripla proteção) e esta é a que eu mais gostei no quesito absorção, conforto e durabilidade (ela resistia a noite toda sem vazar), depois passei usar a fralda Turma da Mônica noturna para não acontecer acidentes durante a noite e esta fralda tem uma absorção muito maior.
Eu não gostei da fralda da  Johnson’s, achei ela muito grossa e o tamanho desproporcional comparada as outras, exemplo, a Cecília usava fralda P da Pampers já a da Johnson's ela tinha que usar M porque a P é do tamanho de uma RN (muito pequena) e ela também não tem uma absorção muito boa e vaza fácil. Apezar de outros produtos Johnson’s serem de ótima qualidade a fralda deixou a desejar.
Eu acho que deveriam ter mais desse tipo de teste, porque é muito bom pra nós pais sabermos se a fralda que a nós usamos nos nossos bebês são de boa qualidade mesmo, mas fica a dica para experimentar  várias marcas de fraldas descartáveis até encontrar uma fralda preferida pra mãe e confortável e segura para o bebê.

Beijos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pessoas com quem contar depois que o bebê nascer‏

Ainda na gestação, e, principalmente nos primeiros dias com o bebê em casa, ter a ajuda da mãe, amiga, babá e vizinha vão fazer toda a diferença na sua vida. Entenda

Patrícia Cerqueira


Shutterstock
Construir uma rede de sobrevivência dos suspiros iniciais do seu filho aos anos seguintes, além de saudável, é essencial. Você pode não acreditar, mas nos primeiros dias depois do nascimento talvez não consiga fazer nada além de comer, dormir e amamentar. Um pequeno grupo de pessoas à mão faz tudo parecer mais fácil. “Historicamente a maternidade sempre foi mais coletiva do que individual. As comunidades se mobilizavam quando um bebê nascia”, afirma a psicóloga Silvia Pinheiro Machado. Ainda na gestação, enquanto você tem tempo, imagine a rotina que terá e as pessoas e os serviços necessários para dar conta desse cotidiano. Aqui, mostramos alguns personagens-chaves, desde os óbvios, como o obstetra, até alguns impensáveis, como a mulher do zelador, a ser recrutados para cuidar de você.


Os obstetras
Deveriam cuidar da saúde global de suas pacientes, e isso inclui o emocional e o psicológico. Muitos se restringem, nas consultas de retorno, a olhar a mulher do pescoço para baixo: seios, pontos, períneo. “O obstetra deveria escutar essa nova mãe e ser o primeiro da rede a detectar se algo está indo mal”, diz Vera Iaconelli. Prepare-se para questioná-lo sobre tudo, dos gases às lágrimas que podem ser derramadas tão facilmente.


O pediatra
Ele é o primeiro profissional que vai ajudá-la com o bebê. Como chegar a ele? Na maioria das vezes, por indicação. Amigas, familiares ou o seu obstetra são as pessoas que dão informações confiáveis sobre ele. Reserve o último trimestre da gestação para procurá-lo. Conversar com vários, mesmo que pelo telefone, ajuda a fazer comparações, perceber o estilo de cada um: se é disponível, simpático, prático, se faz o estilo paizão. Se é moderno ou conservador. Há até aqueles que visitam em casa. Escolher o médico antes não é garantia de sucesso – pode ser que depois de algumas consultas, já com o bebê, você descubra que gostaria de outro perfil. Mas a tranquilidade de já ter para quem ligar no primeiro dia do bebê em casa não tem preço.



Consultora de amamentação e doula pós-parto
Ainda bem que essas profissionais existem. Elas vão até sua casa, ficam quanto precisar, ensinam cuidados básicos com o bebê, como o banho, a limpeza do coto umbilical e, principalmente, orientam sobre a amamentação. “Já fiquei cinco horas com uma mãe de gêmeos”, diz Márcia Koiffman, enfermeira obstétrica e consultora de amamentação. Esse é um dos grandes nós a ser desatados bem no início do pós-parto. Os seios ingurgitam, fissuram, o bebê chora demais porque mama de menos.

O trabalho da doula vai além disso. Ela esclarece dúvidas sobre cuidados com os pontos da cesárea e até a relação sexual. Ainda, se dispõe a ninar o bebê, dando à mãe mais tempo para comer, tomar banho e até tirar uma soneca. É uma ajuda necessária e que não tira o poder materno. É uma ajuda crucial nesse início de vida. Há muitos detalhes a ser aprendidos e durante a gestação ninguém dá atenção a eles. As doulas pós-parto e as consultoras são encontradas em sites e através de obstetras e pediatras com os quais trabalham em parceria.


As experientes – Mães, novas, velhas e virtuais
Pode soar óbvio, mas ninguém consegue entender e ajudar você a entender de maternidade mais do que outra mãe. Considere-se afortunada se tiver pessoas experientes em seu universo – mães, irmãs, cunhadas, amigas. “Hoje é muito comum encontrar jovens pais que nunca tiveram contato com outras crianças num passado recente. O primeiro bebê que eles vêem é o filho”, diz a pediatra Honorina de Almeida. A falta desse contato com o universo infantil é superada com leitura, informação, participação de grupos de gestantes. Tudo isso é ótimo. Só que o bebê não sai de dentro de um manual. Nem vem com um, acoplado nas costas. Outros problemas, além da amamentação, também surgem nos primeiros dias de pós-parto. E as respostas, na maioria dos casos, não estão nos livros. Vêm de uma mãe experiente. Ela vai entendê-la até porque fala o mesmo idioma.

No início do pós-parto nem sempre é fácil encontrar outras mães, mas o esforço em vê-las, porém, vale a pena. Pode fazer toda diferença. Você sai de dentro de casa. Os passeios a fazem sentir como um ser humano de novo e não apenas uma competente máquina de amamentar. Esses grupos, muitas vezes, surgem informalmente em parquinhos ou pracinhas. As mães virtuais oferecem um jeito mais conveniente de se fazer contato. Os blogs maternos crescem na rede.


Colaboradores – Empregadas, faxineiras, babás
Muitas mulheres descobrem que contratar uma pessoa que dê conta do serviço da casa é a chave para manter a vida da família minimamente em ordem. Empregadas ou faxineiras são o braço direito das mulheres. Ninguém discorda disso. Após o nascimento, elas continuarão essenciais. Além de manter a casa em ordem, podem ir ao supermercado, à feira e ao açougue. Se você ou seu marido comandam essas funções, pensem em delegá-las, mesmo que temporariamente. A faxineira semanal pode passar a vir mais dias na semana, por exemplo. A ideia de a empregada comprar o pão não lhe agrada? A internet é uma saída razoá­vel. Dá para fazer supermercado, farmácia, tudo online, e ainda encontrar cozinheiras – aquelas que vão à casa, cozinham e congelam as refeições enquanto você fica com o bebê. A contratação de uma empregada deve ser feita ainda na gravidez. Assim como a babá, se você deseja ter uma. Comece a procurar por volta do oitavo mês de gestação. Dessa forma, você terá um mês para selecionar, contratar e conviver com ela antes do nascimento. “Nesse tempo, a profissional será observada sobre como se comporta numa rotina que essa mãe imagina”, diz a psicóloga Márcia Coelho Medeiros.


Novos atores
A rede de sobrevivência começa na gestação e nunca mais se fecha. Novos membros surgem porque as necessidades mudam. Vizinhos, por exemplo, podem ser essenciais. Conhecê-los é importante. É possível que você necessite de uma mão e será muito mais fácil pedir a ajuda de uma pessoa com quem já estabeleceu amizade. Vizinhos com filhos, então, nem se fala, pois podem até ficar com o seu em um momento de emergência. A mulher do zelador, por exemplo, pode ser uma ótima baby-sitter para o sábado à noite.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Os bebês e o uso das mãos para comer

Faz bagunça, nós sabemos. Mas é muito divertido para os bebês. E ainda estimula a criança a conhecer sua comida mais de perto e ajuda no desenvolvimento motor. Libere o prato para eles!

Ana Cláudia Cruz


Beto Tchernobilsky
Um prato de comida na frente de um bebê é quase um convite para ele colocar as mãos em ação e se divertir tentando comer. Apesar da bagunça que resulta, essa é uma importante etapa do desenvolvimento motor fino, antes de ele aprender a usar os talheres. E pode ser uma ótima forma de oferecer comidinhas sólidas saudáveis, já que frutas, legumes e verduras são facílimos de cortar. Entre os 6 meses e 1 ano de idade, a alimentação muda aos poucos, da papinha para os sólidos. Nesse período, usar as mãos permite o contato mais direto com a comida e o bebê descobre diferentes texturas, cores, aromas, sabores. As resistências variadas de cada alimento estimulam os músculos faciais que têm papel importante na fala. Além disso, como o formato da comida fica mais lúdico, é capaz de o bebê comer mais. Fique atento apenas com a segurança. Ofereça pedaços pequenos, compatíveis com a boca da criança e sua capacidade de mastigação, para evitar engasgos ou machucados na garganta. Uma boa dica é pensar no tamanho da mão da criança. Pedaços que cabem nas pontas dos dedos são engolidos na hora. Por isso, devem ser pequenos mesmo. "Um pedaço maior induz o corte com os dentes ou com as gengivas, se eles ainda não existirem", afirma Tânia Rodrigues, nutricionista e diretora técnica da RGNutri, empresa especializada em nutrição. Por isso, mesmo os alimentos de consistência firme devem ser de fácil mastigação. Com 1 ano, a criança ensaia os primeiros atos usando a colher. Mas comer com a mão continua válido. Conheça, na página seguinte, as nossas sugestões para deixar as refeições dela deliciosas.


De 6 a 9 meses

Começam a despontar os dentes e a mastigação ainda é irregular. Nesta fase, é recomendável oferecer carnes moles, que são mastigadas com os cantos da boca e "chupadas" com os dentes centrais, e pão francês amanhecido, que proporciona um "bolo" homogêneo capaz de ser engolido sem engasgo. Retire antes as cascas crocantes, que podem machucar as gengivas.

De 9 meses a 1 ano

Os controles de mastigação são mais eficientes e, por isso, é possível dar frutas e legumes, como pedaços de tomate, cenoura cozida, banana, maçã e pêra.

A partir de 1 ano

Comer com as mãos é mais usado para facilitar o dia-a-dia. Os pais, durante um passeio, podem descascar uma banana, porque a criança já é capaz de comer a fruta sozinha, dividir um pequeno sanduíche de queijo ou, ainda, um salgado, em uma festa de aniversário. Mas é melhor que as refeições em casa sejam feitas com talheres. É um novo estágio de aprendizado. Nesta fase, a criança deve conhecer todos os alimentos e ser estimulada a manter horários e disciplina às refeições.