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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pra quê ter super poderes?

Ultimamente não tenho tido tempo pra pensar. A vida esta uma correria só. Minha mãe viajou então fiquei por conta de tudo (casa, agencia, irmãs e filha).
Acordo cedo levo irmã pra escola, corro me arrumo e venho pra agencia, uma coisa atras da outra, vou pra casa almoçar, engulo tudo e saio correndo deixar almoço pra outra irmã no trabalho e no final do dia ainda tenho que pegar Cecilia na natação (que por sinal esta nadando super bem) e mais, janta pra filha, brinca com a filha, socorro 20 hrs to caindo de sono... Está sendo um batidão bem gostoso.
Ainda bem que minha mãe chega amanhã, ai voltamos a rotina antiga.
Essa semana também aconteceu muitas mudanças, que eu já estava preparada, terminei o namoro e estou solteira novamente, devido a correria ainda não tive tempo de pensar nisso e de sofrer (porque dói) só sinto doer mas não consigo pensar na dor, e isso é bom.
Hoje já é quinta e eu nem vi a semana passar. Começei o dia resolvendo um monte de coisas, atendendo passageiros, fazendo cobranças (como tem gente mal educada no mundo, fui chingada até a minha 10° geração. Oi? Não quer ser cobrado? Então pague em dia).
Só tenho a dizer que estou morrendo de saudades da minha avó, que por sinal falei com ela ontem. E ela disse que esta morrendo (MORRENDO) de saudades da Cecília.
To contando os minutos pra minha mãe chegar também, quero saber como foi a viagem e contar como foi essa semana que ela esteve fora e eu cuidei de tudo.
E a Cecília? Bom ela esta linda-maravilhosa e é de onde eu tiro minha força, hoje acordou e me acordou cantando "parabéns pra você" e me enchendo de beijos.

Segue um texto lindo que eu recebi:
A DESPEDIDA DO AMOR
Martha Medeiros
   Existem duas dores de amor:
   A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
   A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
   A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...
   Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
   É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a "dor-de-cotovelo" propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".
   Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
   E só então a gente poderá amar, de novo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tenikey's day - 14/09

Ainda estou entorpecida com a ideia de ter me tornado 1 ano mais velha.
27 anos é uma história de vida e tanto, eu já fiz tantas coisas, viajei, conheci pessoas, namorei...
Lembro de quando era criança e achava que com 20 estaria casada e com 3 filhos, morando numa casinha branca em algum lugar e vivendo de amor, seria independente e teria conhecido o mundo... hahaha
Como a história real é tão diferente da historia dos nossos sonhos de menina.
Mas não tenho o que reclamar, vivi bem a minha vida (às vezes nem tanto) e sou feliz.
Ontem foi um dia muito diferente dos meus outros aniversários, porque normalmente eu ficava feliz mas cheia de melancolia e ontem particularmente estava super-mega tranquila e feliz.
Ganhei muito presentes legais e de muita utilidade e que eu estou precisando muito ROUPAS NOVAS.
Várias ligações de pessoas especiais, recadinhos no orkut e no twitter e eu me senti muito especial.
E ontem também foi meu 3° aniversário como mãe e percebi que a Cecília me modifica a cada dia.
Ontem não teve bolinho, nem fotos, mas pretendo fazer algo no sabado.
E esse post é só pra dizer o quanto estou feliz e me aceito do jeito que estou com a idade que eu tenho..

beijos

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mamãe no Asa de Águia?!

Aqui onde eu moro não tenho muitas opções de diversão, e eu sou uma pessoa muito chata com relação a gosto musical e festas, mas dessa vez eu não tive muita opção, a vontade de sair estava maior que eu, e além do mais eu ganhei o abadá open bar, então fui lá pra micareta que teria como banda principal o Asa de Águia.
Até que eu me diverti, depois de alguns copos de energético com vodca.
A Cecília ficou com a minha mãe e a turma do Viixi e eu fui com a Jaala pra festa.

Logo no começo, a pergunta que não queria calar: O que eu estou fazendo aqui mesmo?
Eu e a Jaala no meio da galera.
Eu ganhei um Vale-Night, olha o trio lá atras, Durval gritando "Que galera é essa meu irmão?"

Beijos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ser feliz é possível - mãe solteira, mulher nem tão sozinha.

Até hoje recebo muitos comentários no meu desabafo. Muito obrigada por todas as palavras de carinho que recebi, isso foi e é muito importante pra mim, pessoas que nem me conhecem e assim se identificam comigo e com a minha historia e deixam palavras de conforto. 
Quero contar que nesses 5 meses, muita coisa mudou em mim e na minha vida. Minha auto estima aumentou, eu tenho trabalhado cada vez mais, tenho tomado mais cuidados comigo - essas pequenas coisas de mulher que fazem tão bem. Todo mês tenho me dado um presente e tenho adiministrado meu tempo pra mim e pra minha filha. Sempre que consigo saio com amigos e até arrumei um paquera!
Tem dias que eu acordo bem, tem dias que eu acordo mal, mas nada como um dia apos o outro. Vivo um dia de cada vez, e isso tem me feito muito bem, o que diminuiu um tanto da minha ansiedade.
A Cecília começou a passar alguns fins de semana com pai, então tenho alguns fins de semana pra mim, o que é uma evolução. Claro que eu sofro por ficar longe dela, ainda não me acostumei a isso, mas fazer isso é bom pra mim e pra ela.
Hoje estou num dia feliz, pois tive um fim de semana maravilhoso junto com a minha familia (amigos que são a familia que eu escolhi).
Sofia, Hélio, Danilo, eu, Carol, Pepe, minha mãe, Daisy, Marqueza e Toni.

Só não foi melhor porque esse foi um dos fins de semana que a Cecília passou com a familia do pai. E eu morrendo de saudades.
Beijos

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

1 ano e 7 meses, novidades + crises

Cecília completou 1 ano e 7 meses ontem, uma lady.
Fomos visitar a avó paterna dela pela manhã, lá na casa da vó Simone a família estava reunida (só faltou o vovô que estava viajando), Cecília brincou com o irmão e com a prima (Iago e Hávilla) e foi uma farra. Logo quando chegamos ela estranhou um pouco o pai dela, mas depois de algum tempo não parava de chamar por ele, mas ir no colo isso demorou mais um tanto.
Eu gosto de ir na casa da Simone nós nos damos muito bem e é muito bom conversar com ela (e as vezes desabafar). O pai e a avó ficaram impressionados com o desenvolvimento da Cecília, isso me enche ainda mais de orgulho.
Eu gosto de ver a reação que a Cecília tem perante o pai dela, a maneira como ela age, eu queria muito que os laços afetivos entre os dois fossem mais fortes, mas isso não é uma coisa que eu possa realmente fazer, porque não depende só de mim. Mas é muito bonitinho ver ela chamando ele de papai e me da um pouco de ciúmes também já que ela não me chama mais "sempre" de mamãe.
Depois nós duas fomos pra casa tomar banho de chuveirão, logo depois do banho ela pediu mamá e dormiu, e eu aproveitei pra dar uma saidinha.

*****

A Cecília esta passando por uma fase que até agora eu não entendi.
Ela esta manhosa e grudenta comigo. Não consigo ir no banheiro que ela fica na porta chorando. A sensação é que eu vou sumir (sei lá) e eu fico lá de dentro conversando com ela. E ela também esta muito impressionada com algumas coisas e vive dizendo que esta com medo (mas eu não sei ao certo medo do que) e ela sempre fala que esta com medo de fogo.
Pego ela no colo, digo que estou ali, que nao vou sumir, dou beijos, digo que a amo. Mas o bicho pega mesmo nas raras vezes quando eu saio. Eu ainda não descobri o que é pior, eu falar pra ela que vou sair e ela não dormir (e eu ter que cancelar minha saida) ou eu sair quando ela esta dormindo e ela acordar me procurando e armar aquele circo.
Essa é a parte que mais me dói, porque eu preciso voltar a viver um pouco, eu preciso sair com os poucos amigos que me restaram, eu preciso namorar e viver (mas parece que tem gente que não entende isso) e eu estou sofrendo. Porque eu sou boa mãe, eu cuido da minha filha, durmo e acordo com ela, vivi ela por 2 anos inteiros 25 horas por dias, mas agora eu quero ir no salão e arrumar minha unha com calma, ou ir pra uma lanchonete só com as minhas amigas, eu quero tomar uma cervejinha na sexta-feira, e quero e preciso namorar. Será que eu quero demais? Será que estou sendo uma mãe ruim?
Eu sei que esa fase da Cecília vai passar eu preciso ter paciencia e eu tenho, mas eu não aguento é a pressão que colocam em mim (já basta a pressão que eu mesma coloco). Mas essa fase que ela esta passando esta muito chata. (rsrs)

*****

A Cecília agora usa umas expressões bem fofas, nas poucas vezes que ela me chama de mamãe. Ela passou a dizer:
- vem mamãe, vem mamãe.
- vamos mamãe, vamos mamãe.
- dá mamãe, da mamãe.
- achou mamãe, achou mamãe.
Coisas assim e sempre falando duas vezes e emendado. É a coisa mais fofa!

Acho que é isso.
Beijos

Filha mamãe te ama! Parabéns por mais um mês de vida! Você é tudo na minha vida!!! s2

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mamãe foi no cinema...

Quinta - feira da semana passada (dia 08/07) fiz uma coisa inusitada, deixei a Cecília com o pai e fui pro cinema assistir Eclipse com umas amigas.
Apezar da noite ter começado um caos, porque eu perdi o horario e fiquei sem o carro, no fim deu tudo certo, peguei um taxi deixei a cecília na casa do pai dela e fui pro cinema.
Pra quem é do team Crepusculo, nem vou precisar comentar o filme, que na minha opinião foi o melhor dos 3 até agora, mas o que eu quero comentar é que eu me senti muito bem em poder sair um pouquinho, sem ficar me preocupando (neuroticamente) com a minha filha.
Ela e o pai até se deram muito bem, ela foi no pula pula e eles ficaram desenhando, só no fim do filme ele me ligou porque ela não parava de chorar, a saudade tinha apertado e ela também estava com sono e gripadinha.
Para uma primeira experiencia até que deu certo, agora quero ver se ele topa da gente fazer mais disso, que vai ser bom pra todo mundo e todo mundo sai ganhando um pouco, principalmente eu, que tenho sentindo muita necessidade de um tempo pra mim.

Ps: O cinema aqui em Araguaina nem dá pra considerar um cinema de verdade.. mas pelo menos da pra assistir um filme ou outro.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mãe solteira - Mulher sozinha

Hoje não vou falar da Cecília, hoje vou falar de mim. Tinha prometido a mim mesma não falar nesse assunto aqui no blog, pelo fato de ser muito pessoal mas se tornou inevitavel, e também vai servir como um desabafo ou um pedido de colo/socorro ou troca de opiniões . Quando eu engravidei muita coisa mudou na minha vida em meio segundo, como ja contei aqui
Eu descobri que estava grávida no dia 02 de maio de 2008, mas o que quase niguém sabe é que no dia 1° de maio foi a ultima vez que eu fiquei com o pai da Cecília e foi a ultima vez que eu "tive" alguém comigo, para que no dia seguinte a bomba estourasse e ele me desse um grande pé na bunda e sumir por 2 meses. 
No dia 1° de maio desse ano vai completar 2 anos que eu estou sem relações sexuais, não que eu não sinta falta (eu sinto muita falta!), não é porque eu não quero fazer sexo (eu quero fazer sexo!), mas é que depois que engravidei nunca mais consegui ficar com ninguém.
Quando eu estava grávida eu simplesmente não conseguia me imaginar ficando com uma pessoa estando grávida de outra, durante a gravidez eu passei por um duro e longo processo de aceitação da minha realidade como mulher e meio que meti na minha cabeça que nenhum homem nunca mais se interessaria por mim, fiquei morrendo de inveja de uma amiga que conseguia (estar grávida de um cara e ficar com outros), ela teve alguns namorados (mas nada muito definitivo) durante todo o processo gestacional e pós. 
Depois que a Cecília nasceu eu me dediquei 100% em ser mãe em tempo integral, eu literalmente anulei a Tenikey mulher e só existiu a Tenikey mãe. Eu transferi toda essa minha frustração como mulher para a minha realização como mãe, e posso dizer que sou uma boa mãe, minha filha é tudo na minha vida. Mas eu fiquei um bom tempo, me sentindo feia, me sentindo indesejada... Até que depois de muito tempo eu conheci uma pessoa e nós "ficamos", muitos beijos, muitas conversas, sempre em locais publicos e minha auto estima lá em cima (mas nada de sexo), não tinha hora, nem momento, nem lugar e a Cecília sempre estava comigo. E esses beijinhos ocasionais já aconteceram algumas vezes, mas nada muito sério, nada que eu pudesse investir em um relacionamento.
Ultimamente eu tenho vivido muitos altos e baixos, dias melhores e dias piores, e hoje estou num dia ruim, em que me sinto um lixo de pessoa, sempre parecendo que esta faltando um pedaço do quebra-cabeça pra eu me sentir realizada por completo.
É muito frustrante pra mim saber que a ultima pessoa que eu tive na minha vida foi o pai da Cecília, hoje somos/tentamos ser amigos, mas ele me fez sofrer tanto e quando precisei ele nunca esteve ao meu lado e isso sem dizer o quanto ele é relapso como pai.
Aqui onde eu moro não tenho muitas opções de lazer, um lugar para sair e conhecer pessoas. E também não tenho um leque de amigos que possam fazer o mesmo, também fica muito dificil pra eu sair a noite por não ter com quem deixar a Cecília e quando eu saio é para casa de algum amigo da minha mãe, e ela sim tem uma turma muito animada.
Acabo afogando todas as minhas mágoas no chocolate, e ele se tornou o novo sexo pra mim, o chocolate me deixa feliz e mais tranquila é a minha valvula de escape. Prefiro me entupir de chocolate do que voltar a fumar... Como chocolate TODOS OS DIAS!
Eu vivo tanto meu lado mãe que esqueci como ser mulher.
Gostaria de saber se isso que acontece comigo, ja aconteceu ou esta acontecendo com alguém, e como fazer para retomar essa parte da minha vida novamente? Como conseguir balancear a mulher e a mãe? Já procurei na internet algo sobre esse assunto e não encontrei nada, aceito opiniões pessoais e profissinais.


beijos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ser mãe solteira: saiba como criar os seus filhos sozinha

Não é fácil criar um filho sozinha, mas ser mãe solteira é um desafio possível!
Por Heloíza Gomes

Ser mãe solteira é... De madrugada, dá aquela dor de barriga no seu filho e ele grita por você, chorando. Você acorda, olha para o outro lado da sua cama de casal - que está vazio - e pensa: é muito difícil ser mãe solteira! Tudo que a mulher quer nessa hora é ter um companheiro para pegar o remédio, aconchegar o filho, levá-lo ao médico. Fazer tudo sozinha é complicado.
A novela Viver a Vida vem mostrando essa realidade. Giovanna Antonelli vive Dora, uma mulher que cria a filha, Rafaela (Klara Castanho), sozinha. A atriz sabe bem o que é isso. Ela mora sozinha com o filho Pietro, de 4 anos, desde que ele tinha 6 meses. E tira de letra.
"Hoje, a maioria das mulheres é meio mãe solteira. O importante é ter diálogo com o filho em qualquer situação e ser feliz com ele", afirma a atriz, que tem a sorte de hoje ser amiga do pai de Pietro, Murilo Benício, e de tê-lo presente na criação do garoto.
Mesmo assim, nunca será uma situação ideal. Criar um filho com um parceiro já é um dos maiores desafios da vida. Sem ele, então, é trabalho dobrado! "O importante é enfrentar os problemas com carinho, amor e dedicação", afirma a psicóloga Laura Cavalcanti.

A culpa não é sua!
O principal é não se sentir culpada. "Não se cobra de uma mãe que ela seja pai. O pai tem o lugar dele, nem que seja uma cadeira vazia", diz Laura. Veja como encarar esse desafio, mas nunca se esqueça: filhos são bênçãos. Você tem muita sorte!

Seja feliz sem o parceiro
A ausência do pai é sentida primeiro pela mulher. É difícil superar o sofrimento que a perda do ex causou. Mas seu filho é um presente. Você precisa estar com ele 100%, sim. Mas cuide-se também! Tire um tempo para fazer o que gosta e aprenda a delegar as funções práticas que seriam feitas pelo marido a um amigo ou parente.

Não esconda nada da criança
Quem é meu pai? Onde ele mora? Por que ele não gosta de mim? Perguntas assim são difíceis de responder. Qual a resposta certa? Sempre a verdade. Claro que tendo cuidado com as palavras. Não faça do assunto um bicho de sete cabeças.

"O filho cobra a ausência do pai. E é preciso dizer por que ele não está presente", afirma Laura. "A mãe também deve criar o filho num ambiente saudável, amoroso e justo, para que ele perceba que existem outras famílias que não contam com a presença do pai e, nem por isso, elas são menos felizes. São apenas famílias diferentes", afirma a pedagoga Débora Miranda, diretora do Centro Educacional Boechat, no Rio de Janeiro.

Administre a falta do pai
Um pai ausente não apaga a importância da sua função. "Ela será assumida pela figura masculina mais próxima, alguém da família, um amigo, um professor. Quando o processo é saudável, essa figura masculina sempre existirá", alerta Laura. Para que o lugar do pai seja ocupado, a mãe tem de deixar clara a ausência.

Do contrário, a criança ou o adolescente podem acreditar que o pai surgirá a qualquer momento e ficarão guardando o espaço. Essa função pode ser desempenhada por várias pessoas ao longo da vida. Mas sem distorção. "Por exemplo: o avô ocupa a função de um pai, mas é o avô. A criança só precisa de informação e muito afeto", diz a especialista.

Seu filho não será infeliz!
Mesmo criada longe do pai, uma criança pode ser feliz e bem estruturada emocionalmente. "O divórcio dos pais não é uma condenação à infelicidade do filho. Senão, seria assim também nos casos em que os pais morrem. É uma questão de adaptação", diz Laura. O que a mãe solteira - ou que simplesmente cria sozinha um filho - precisa é estabelecer uma relação de confiança e afeto com ele. Isso faz a diferença.

"Em geral, crianças que se sentem inseguras são tímidas ou muito agitadas e, às vezes, até violentas. Tais características dependem de como são criadas, da relação que têm com a mãe, e não só da falta do pai", fala Débora.

E na escola?
A forma como a mãe solteira lida com essa realidade se reflete na escola do filho. "O rendimento escolar dele pode ser prejudicado por vários motivos, inclusive a frustração por não conhecer o pai. Mas só isso, não", diz Débora. A mãe deve tomar alguns cuidados para que a vida escolar de seu filho siga sem sustos.

Próximo ao Dia dos Pais, por exemplo, quando é comum colégios promoverem festas e distribuição de presentes. "A mãe deve ficar atenta às mudanças da criança e dar um pouco mais de carinho no período que antecede a data.

"É possível que o filho tenha ansiedade e frustração nessa época. Mas um passeio com a mãe ou falar sobre o assunto já ajuda bastante", conclui Débora.

Fonte: MdeMulher