Mostrando postagens com marcador Site Pais e Filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Site Pais e Filhos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Bebê feliz, bebê esperto

Bebê feliz, bebê esperto

O que faz diferença no desenvolvimento do seu filho é você estar ligado nele – conversando e brincando desde os primeiros dias

Por Mindy Berry Walker / Tradução e reportagem de Samantha Melo, filha de Sandra e Tião
Uma das perguntas que os pediatras mais ouvem é: “Meu filho está se desenvolvendo bem?” É, você não está sozinho. É mais do que esperado que você se sinta inseguro e queira que seu filho cresça saudável e feliz.

Perguntas como “será que é normal ele chorar tão pouco?” ou “ele já não deveria ter começado a engatinhar?” vivem atormentando a gente. E não à toa. É durante os três primeiros anos de vida que o bebê tem seu cérebro “construído”. Ou seja, a criança está desenvolvendo a estrutura que vai usar para entender o mundo e se relacionar. É nessa idade que as células fazem as conexões e criam “circuitos” pelos quais vão transitar as informações.

Hoje é consenso que o desenvolvimento de uma criança não depende apenas da genética. Ele é influenciado diretamente pelo meio. Por isso, você pode ter grande papel nesse processo. Calma, não é para pirar e sair comprando DVDs, CDs e livros educativos.

Coisas básicas como falar bastante com o seu filho, brincar e sorrir para ele contribuem para que se desenvolva. Para o bebê, as relações iniciais, estabelecidas com o pai e a mãe, são o parâmetro para enxergar os demais e o universo em volta.

“Tudo o que você faz para seu filho representa um mundo de informações novas que ele vai captar, processar e aproveitar na ‘obra’ que está realizando dentro da sua cabecinha”, diz o neuropediatra e colunista da Pais & Filhos, dr. Saul Cypel, pai de Marcela, Irina, Eleonora e Bruna, nosso guru no tema.

Existe uma ordem natural para o chamado desenvolvimento neuropsicomotor: a criança precisa necessariamente sentar-se firme sem apoio antes de conseguir andar, por exemplo. Essa sequência você não tem como mudar, mas pode estimulá-lo a engatinhar oferecendo-lhe brinquedos que “andem” ou a ficar de bruços colocando-o sobre um tapete com desenhos coloridos. Há várias  medidas cotidianas que você pode tomar para colaborar com o desenvolvimento integral do seu
filho. Aprenda algumas delas.
* Narre ações cotidianas ao seu bebê
Isso o ajudará a desenvolver a linguagem. Durante uma troca de fraldas, você pode dizer: “Agora vamos trocar a fralda. Oh, você está com uma assadura, vamos passar pomada para cuidar dela”. Isso expõe seu filho a uma centena de palavras. É bem diferente de colocá-lo no trocador mudo e sair  calado. Seu filho entende o que você está fazendo, apenas ainda não sabe responder com palavras.

* Saia de casa
Saídas cotidianas (tipo ir ao supermercado) podem parecer banais para você; mas, para seu bebê, essas voltinhas fornecem ricas experiências sensoriais: a exposição a novos rostos, sons e cheiros. Quanto mais você sair de casa, melhor. Ir com você sempre ao mesmo supermercado estabelece bases para a aprendizagem posterior sobre a permanência do objeto (o fruto ainda está naquela seção mesmo quando não estamos!). E de causa e efeito (se cumprimentam o funcionário que oferece um pedaço de presunto para beslicar!).

* Desligue a TV
Pesquisa recente da Universidade de Massachusetts em Amherst descobriu que, quando a TV está ligada, os adultos gastam cerca de 20% a menos de tempo conversando com os filhos – e quando o fazem, eles estão menos atentos do que quando ela está desligada. Tente ouvir música junto com ele em vez de ligar a TV.

* Amamente o seu bebê
O leite materno contém o ácido graxo que impulsiona o cérebro, o DHA, por isso vai ajudar o pequeno em seu desenvolvimento cognitivo. Além disso, amamentar possibilita interações importantes: o  contato com a pele da mãe, olhar nos olhos dela... Se não puder amamentar, procure dar a mamadeira num lugar calmo, concentrando-se no seu bebê.

* Diga o nome dele
Crianças com até 6 meses prestam mais atenção às palavras que vêm logo depois do seu nome do que às palavras ditas após o nome de outra criança. Para ajudar seu bebê a absorver mais informações, substitua "Onde está a bola?" por "Onde está a bola do Lucas?"

* Aponte tudo
Apontar permite que as crianças se comuniquem antes que possam falar. Elemento essencial do  discurso, o apontar também ajuda a descobrir como as palavras e os objetos estão relacionados, uma vez que você provavelmente vai nomear a coisa que seu bebê está apontando. (Se ele aponta em direção à mamadeira, você pode dizer: "Você quer seu leite?") Você pode tomar sua mão e apontar com ele enquanto diz "Olha aquele carro vermelho!"

* Priorize a hora da soneca
Dormir durante o dia reforça a capacidade de um bebê de absorver novos conceitos. Um estudo da Universidade do Arizona apontou que bebês de 15 meses de idade que dormiam à tarde foram capazes de lembrar informações que lhes foram dadas anteriormente e aplicá-las a uma nova situação (24 horas depois, os que não tinham dormido não tinham mantido nenhuma informação). Mas qual deve ser o limite? Os bebês pequenos geralmente precisam de um ou dois cochilos de duas horas diárias. A partir de cerca de 15 meses, eles normalmente requerem um único cochilo de duas horas diárias. Cochilar pode fortalecer a capacidade do seu bebê de absorver novas informações e conceitos.
* Faça parte da diversão do seu bebê
Quando seu pequeno está brincando, junte-se a ele sempre que der. Em um estudo no qual as crianças receberam blocos para brincar em casa, aquelas que tiveram ganhos significativos no desenvolvimento da linguagem estavam acompanhadas dos pais – que as ajudaram a brincar.

* Construa habilidades cognitivas
com o esconde-esconde Brinque bastante da famosa brincadeira de esconder o rosto nas mãos e depois aparecer. Por volta dos 5 meses, seu bebê vai sorrir quando você revelar seu rosto, porque ele começa a perceber que você ainda existe quando não pode te ver. Mais tarde, ele vai começar a estender a mão para mover a sua quando você se esconder – porque vai poder prever onde você está. Aos 9 meses, ele pode tentar te imitar.
* Deixe seu filho tentar sozinho
Em um estudo recente da Universidade de Washington, os pesquisadores apresentaram a crianças uma ferramenta que poderia ajudálas a pegar os brinquedos fora de alcance. Um grupo de crianças começou a testá-lo sozinho, enquanto o outro grupo simplesmente assistiu a um adulto usá-lo  repetidamente. O resultado: somente o primeiro grupo reconheceu o que os adultos iam fazer com a ferramenta. Se você quer que seu bebê se torne mais hábil usando uma colher, mostre-lhe como usar uma e depois deixe-o tentar sozinho.
* Crie uma rotina de leitura
A leitura aumenta o vocabulário, a memória e a atenção, e também estimula a criatividade. Crianças que têm contato com livros costumam se sair melhor na escola. Escolha livros com rimas, para ajudar com o reconhecimento de padrões; livros com sons e texturas, para ensinar causa e efeito; e livros fotográficos, para encorajar o reconhecimento de objetos.
Consultoria: Saul Cypel é professor livre docente de Neurologia Infantil, consultor da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (Desenvolver a cr iança para desenvolver a sociedade), diretor do Instituto de Neurodesenvolvimento Integrado (INDI) e neuropediatra. TEL.: (11) 3079-2888, www.fmcsv.org.br

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Não perca tempo

Você só tem cinco minutos para ficar com seu filho hoje? Tudo bem, já é um começo. Aproveitando bem o tempo juntos, logo você vai dar um jeito de conseguir mais. Aqui, mais de 70 atividades para você começar

Por Mariana Setubal, filha de Cidinha e Paulo
Você queria ter mais tempo com as crianças. Almoçar com eles ou simplesmente conseguir forças para brincar depois de um dia de trabalho. Mas você não consegue e morre de culpa. Tudo bem. Você só tem um minutinho hoje? Comece com ele. Assim, você já muda o foco e passa da culpa à ação. Claro que não estamos defendendo que um minuto é o bastante, mas, se é o que você tem, vamos lá. Quando você redescobre o prazer de ficar com seu filho, sem tanta autocobrança, fica com vontade de ficar mais e mais. Quando você chega em casa, seu filho quer um pouco de atenção só para ele. Se você se sentar e montar um quebra-cabeça até o fim, sem atender o celular, ele já fica mais tranquilo. Conversamos com gente muito bacana e reunimos sugestões do que fazer com o filho nesse pouco tempo que a gente tem. Peça para a criança bolar o que vai querer fazer quando você chegar em casa. Assim, ela entende que sua ausência é temporária e que o prazer de estarem juntos mais tarde supera os momentos separados. Está esperando o quê para começar?

1 MINUTO
Contra Tempo. Se não terminar em 70 segundos, explode. Idade: a partir de 5 anos. Contra tempo, Estrela, R$ 89,90
Ioiô. Tente diferentes manobras e faça competições. Idade: a partir dos 7 anos. 1000 jogos para seus filhos, Seleções Reader’s Digest (www.seleções.com.br), R$ 99,80
Silêncio. Ajuda a tranquilizar, olhar nos olhos e criar cumplicidade. Idade: todas
Mímica. Escolha um tema e faça a imitação em 30 segundos. Depois, mudam os papeis. Idade: a partir de 4 anos.
Cantar. Pode ser uma canção de ninar ou uma cantiga de roda. Idade: todas.
Bilhetinho. Que gostoso encontrar um bilhete na lancheira! Idade: a partir dos 6 anos
Cócegas. A criança percebe que é motivo de prazer para os pais. Idade: todas.
Poesia. Junte palavras que a criança gosta, inventando versos rimados. Você pode dizer a frase toda vez que se despedir para trabalhar, criando um momento de afeto e proximidade. Idade: a partir de 4 anos.
Massagem. Tocar, sentir, massagear... Que delícia! Idade: todas.
Careta. É divertido e desenvolve a linguagem. Idade: a partir de 2 anos.
Abraço. Olhe bem nos olhos, abrace e diga o quanto o ama. Deixe com ele algo que o lembre do momento. Idade: todas.


5 MINUTOS

Paisagem. Olhe o céu, as estrelas, a lua e conversem sobre o que estão vendo. Idade: a partir de 2 anos.
Jokempô. Pedra, papel e tesoura: a velha brincadeira ainda faz o maior sucesso. Idade: a partir de 4 anos. Vamos brincar do quê?, de Ivete Gama e Patrícia Rodrigues. Editora Girafa (www.agirafa.com.br), R$ 25
História. Leia uma historinha curta. Idade: até os 7 anos. 365 histórias para sonhar, de Valerie Videau, Guillaume Tranney, Laure de Bailliencourt e Catherine Tessandier. Ed. Ciranda Cultural (www.cirandacultural.com.br), R$ 49,90
Charadas. Estimulam o raciocínio. Idade: a partir de 5 anos. O que é o que é, de Ruth Rocha e Walter Ono. Quinteto Editorial (www.ftd.com.br), R$ 22,40
Conversa. Reserve esse tempo para conversar com seu filho e saber como foi o dia. Pergunte o que aconteceu de bom e de ruim. Nesse momento, desligue de todas as distrações. Idade: a partir de 3 anos.
Bolinhas de sabão. Misture água e sabão num copo e use o canudinho para soprar. Idade: todas
No ar. Brinque com uma bexiga ou com uma bola, jogando para o alto. Idade: a partir de 1 ano.
Grudados. Coloque a criança com os pés sobre os seus e caminhem juntinhos pela sala de casa. Idade: a partir de 1 ano.
Cadê? Coloque um pequeno objeto em uma das mãos e peça para seu filho adivinhar onde está. Idade: a partir de 4 anos.
Bater figurinhas. Brinque de tentar virar as figurinhas repetidas do álbum com a palma da mão. Idade: a partir de 4 anos.

10 MINUTOS

Memória. Escolha um tema e diga uma palavra relacionada. A criança deve repetir a sua palavra e criar outra; então, você deve repetir as duas e inventar mais uma; e assim por diante. Idade: a partir de 5 anos.
Passeio. Dê uma volta no quarteirão e observe os diferentes tipos de plantas e construções. Idade: todas
Amarelinha. Se tiver um quintal em casa, só precisa de giz. Se não tiver, use um daqueles tapetes. Idade: a partir de 4 anos.
Esconde-esconde. Quando chegar do trabalho, brinque de sair pela casa procurando seu filho. Quando achar, faça aquela festa! Idade: a partir de 2 anos.
Jogo rápido. Qualquer jogo que exija apenas papel e caneta: jogo da velha ou forca, por exemplo. Idade: a partir de 6 anos. 365 atividades para fazer com seus filhos após as aulas, de Cynthia MacGregor. Editora Madras (www.madras.com.br), R$ 44,90
Fotografar. Pegue a máquina fotográfica e alterne com a criança para tirar fotos. Faça poses divertidas, coloque uma fantasia. Idade: a partir de 5 anos.
Lousa. Você pode pintar a parede da sala com aquelas tintas de lousa e desenhar. Não precisa forrar o chão. É só pegar o giz e soltar a imaginação. Idade: a partir de 3 anos. Esmalte Fosco, Suvinil, R$ 46,70 o galão de 3,6L na Tintas MC
Cinema em família. Assistir a vídeos antigos da família ou na Internet. Procurar no Youtube desenhos da sua época ou vídeos educativos. Idade: a partir de 2 anos. Sugestões: A Turma do Balão Mágico e Propaganda Comercial Café Seleto

15 MINUTOS

Ver álbum. Pegue um álbum da sua infância e mostre ao seu filho. Conte sobre a escola em que estudou, seus amigos ou alguma lembrança especial. Idade: a partir de 3 anos.
Pular corda. Crie desafios: “Senhoras e senhores, pulem num pé só. Senhoras e senhores, ponham a mão no chão”. Idade: a partir de 6 anos.
Pega-varetas. Exige concentração e raciocínio. Se não tiver o jogo de varetas coloridas em casa, vale jogar com fósforos ou palitos de dente. Idade: a partir de 5 anos.
Memória com cartas. Coloque as cartas com a figura voltada para baixo e encontre os pares. Idade: a partir de 4 anos.
Colagem. Recorte figuras de jornais velhos e faça colagens. Idade: a partir de 3 anos.
Quebra-cabeças. Escolha um jogo pequeno e fácil. Idade: a partir de 4 anos. Puzzle Disney 60 peças, Grow, R$ 14,90
Teatrinho. Use dedoches para inventar uma história ou aproveite os elementos do quarto: brinquedos e roupas que façam a história ficar mais divertida. Idade: todas.
Lanche. Vá para a cozinha com seu filho. Depois, faça uma bela mesa, como se fosse um banquete. Idade: a partir de 6 anos.
Pula Pirata. Os jogadores vão espetando o barril do pirata com as espadas. Se a espadada for no lugar errado, o pirata pula e o jogador perde. Idade: a partir de 5 anos. Pula Pirata, Estrela, R$ 39,90


30 MINUTOS

Contar. Invente uma história e estimule a imaginação da criança. Idade: todas.
Pintar. Forre bem o chão e use lápis, canetinha, guache... Idade: a partir de 1 ano.
Cara a Cara. Esse jogo é um clássico. Cada jogador tem de descobrir qual é o personagem escolhido pelo adversário. Idade: a partir de 6 anos. Cara a Cara, Estrela, R$ 39,90
Massinha. Estimula a criatividade. Dá pra substituir por argila, mas a meleca vai ser maior. Idade: a partir de 3 anos. Balde de diversão dos Backyardigans, Sunny Brinquedos, R$ 29,90
Palavras. Brinque de caça-palavras ou de palavras cruzadas. Idade: a partir de 7 anos.
Jogos de tabuleiro. Damas, ludo, dominó ou xadrez, conforme a idade da criança.
Cartões. Combine de criar cartões personalizados para o papai, para a mamãe, para a vovó... Idade: a partir de 4 anos.
Faz de conta. Brincar de casinha montando uma tenda com lençóis; ou de mercadinho, expondo alguns objetos para “vender”. Idade: a partir de 5 anos.
Caça ao tesouro. Estimula o espírito de aventura. Prepare as pistas e pense num prêmio. Idade: a partir de 6 anos.
Bicicleta. Aproveite a pedalada para bater papo. Idade: a partir de 6 anos.

45 MINUTOS

Detetive Júnior Scooby Doo. O objetivo é descobrir quem é o fantasma. Os detetives são da turma do Scooby Doo. Idade: a partir de 5 anos. Detetive Júnior Scooby Doo, Estrela, R$ 69,90
Circuitos. Faça circuitos com obstáculos – almofadas, cadeiras etc. – na sala de casa. Idade: a partir de 2 anos.
Montar. Brinque com torres de montar, faça castelos de cartas ou brinque com Lego. Idade: a partir de 5 anos. Linha LEGO City, Lego, R$ 269,90
Fantasia. Use fantasias e monte pequenas peças de teatro. As roupas não precisam ser compradas, use o que tem em casa: roupas de adultos, lençóis e bijuterias. Idade: a partir de 5 anos.
Aulas. Participe de aulas junto com as crianças. Idade: de 3 meses a 4 anos. Steps Baby Lounge, modalidades de música, movimento e artes. Valores: a partir de R$ 879,34 por trimestre para a dupla (adulto e criança). São Paulo, SP. www.stepsbabylounge.com.br * Boobambu Academia para Crianças, aulas de arte mamãe e bebê. Valores: a partir de R$ 109 (plano anual). Brasília, DF. www.boobambu.com.br
Inventar. Montem uma história juntos. Comece lendo algum livro e invente um novo final. Idade: a partir de 3 anos.
Karaokê. Quem canta seus males espanta. Então, ligue o rádio e mande ver. Idade: a partir de 3 anos.
Banda. Crie instrumentos musicais com latas, caixas, cabo de vassoura e apitos. Idade: a partir de 4 anos.
Doar. Escolha os objetos junto com as crianças. Assim, vocês relembram os bons momentos. Idade: a partir de 4 anos.

1 HORA

Peça de teatro. Leve seu filho ao teatro. Pesquise nos jornais ou na web. Veja nossa seção "Cultura e Diversão" com sugestões de teatro
Os Saltimbancos: sábados, às 15h, e domingos, às 16h. Oi Casa Grande, www.oicasagrande.oi.com.br
Dobradura. Brinque de fazer dobraduras em papel ou criar máscaras coloridas e divertidas. Idade: a partir de 5 anos.
Scrapbook. Monte um álbum com fotos, bilhetes, convites, lembranças e tudo que tiver guardado. Idade: a partir de 6 anos.
Banho. Prepare aquele longo banho de banheira cheio de brinquedos flutuantes e potes para encher e esvaziar. Idade: todas.
Reutilizar. Invente brinquedos a partir de objetos usados. Idade: a partir de 3 anos. Recicle! Reaproveite papel, plástico, metal e tecido e faça brinquedos divertidos!, de Jane Bull, Publifolha (www.publifolha.com.br), R$ 29,90
Jogo da Vida Feliz. O principal objetivo é ser feliz. Idade: a partir de 8 anos. Jogo da Vida Feliz, Estrela, R$ 84,90
Acampamento. Faça um acampamento no meio da sala. Você pode contar histórias da floresta e até dormir dentro da cabana com seu filho. Idade: a partir de 2 anos.
Piquenique. Prepare uma cestinha com sanduíches, frutas e sucos e leve seus filhos ao parque. Aproveite para brincar ao ar livre, contar histórias e observar o formato das nuvens. Idade: todas.
Baralho. Existe uma infinidade de jogos de baralho. Se seu filho for pequeno, pode jogar tapão. Para os mais crescidos, vale ensinar buraco. Idade: a partir de 5 anos.


2 HORAS

Artesanato. Se você tem o dom para a costura, ensine seus filhos. Se não, vocês podem aprender juntos, com aulas ou livros. Outra ideia é confeccionar bijuterias.
Foi feito por mim, de Jane Bull, Publifolha (www.publifolha.com.br), R$ 29,90
Zoológico. Você pode fazer cada vez um programa: zoológico, jardim botânico...  Sugestões: Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Ingressos: R$ 5, crianças de até 7 anos não pagam. Rio de Janeiro, RJ. www.jbrj.gov.br
Fundação Zoo Botânica. Ingressos: R$ 4, crianças de até 12 anos não pagam. BR-116 - Parada 41 - Sapucaia do Sul, RS.
www.fzb.rs.gov.br
Fundação Zoo Botânica. Ingressos: R$ 4, crianças de até 12 anos não pagam. BR-116 - Parada 41 - Sapucaia do Sul, RS. www.fzb.rs.gov.br
Exposição. Leve seu filho para visitar a exposição do momento ou um museu da sua cidade. Idade: a partir de 4 anos.
Cinema. Deixe as crianças escolherem o filme e, depois, conversem sobre ele. Idade: a partir de 4 anos.
Livraria. Vá com seus filhos a uma boa livraria, folheie os livros, deite nos pufes e leia para as crianças. Idade: todas.
Aquário. Leve as crianças a um aquário. É uma boa forma de aprender. Idade: todas. Aquário de São Paulo. Ingressos: R$ 30, crianças de até 12 anos pagam R$ 20 e menores de 3 anos não pagam. São Paulo, SP. www.aquariodesaopaulo.com.br
Oficina. Participem juntos de oficinas.
O Passatempo, confecção e pintura de um jogo da memória em madeira. R$ 52 por dupla (adulto e criança) por oficina. www.opassatempo.com.br
Monopoly. O jogo clássico tem uma versão infantil. Aqui, o jogo se passa em um parque de diversões. Idade: de 5 a 8 anos. Monopoly Junior, Hasbro à venda na PBKids, R$ 59,99. SAC (11) 3825-7046, www.pbkids.com.br
Circo. Ir a um espetáculo de circo é bom, mas fazer uma aula é melhor ainda. Idade: a partir de 3 anos. Academia Brasileira de Circo. Duração da aula: 1h e 30min. Preço: R$ 35 adulto e R$ 25 criança (aula avulsa). São Paulo, SP. www.academiadecirco.com.br * Spasso Escola Popular de Circo. Duração da aula: 1h. Preço: R$ 30 (aula avulsa). Belo Horizonte, MG. www.circospasso.art.br

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dor no parto

por  Sofia Benini, filha de Maria Paula e Nery 

ENTENDA O QUE DÓI, ONDE DÓI, QUANTO DÓI E VEJA O QUE TE ESPERA TANTO NO PARTO NORMAL COMO NA CESÁREA. NÃO É UM BICHO DE SETE CABEÇAS COMO PINTAM, NÃO!



O medo da dor no parto é um dos principais motivos que levam as grávidas a optar pela cesárea aqui no Brasil. Pudera, quem é que não fica apavorada quando vê aquelas mulheres descabeladas, suadas e à beira de um colapso para dar à luz em filmes? Se você queria um parto hollywoodiano, vai se decepcionar. Já faz um tempo que as mulheres não são mais obrigadas a sentirem dor no parto, graças às técnicas avançadas de analgesia (no parto normal) e anestesia (na cesárea). Isso não significa que não vai doer nada. Vai, sim! Se você optar por um parto natural, por exemplo, em que não se recorre a nenhuma intervenção médica de alívio da dor, a intensidade será maior ainda. Ainda assim, quem tem preparo psicológico e está informada do que virá pela frente, consegue enfrentar numa boa. A grande vilã aqui é a ansiedade, seja no parto normal, natural ou na cesariana. Respire fundo, acalme-se e veja o que te espera nos 2 tipos de parto.

Parto normal




Um trabalho de parto pode demorar horas a fio, e fique tranquila: a dor não estará presente durante todo esse tempo. Ela será mais e menos forte dependendo do estágio. E para alívio geral da nação, os médicos costumam fazer a analgesia justamente na hora que ela está mais intensa, já no estágio final. O trabalho de parto é dividido em 3 etapas. Em cada uma delas, a dor é de um jeito. Veja quais são:

Primeira etapa
No início do trabalho de parto, quando a dilatação vaginal está com um tamanho entre 2 a 3 centímetros, as contrações acontecem duas vezes a cada 10 minutos. E entenda-se contração como dor. Elas começam devagar, ficam fortes e desaparecem. É uma dor suportável, que se assemelha a uma cólica muito forte. Nada de pânico!

Segunda etapa
Conforme a dilatação vai progredindo, as contrações vão ficando mais frequentes, 4 a cada 10 minutos. Nessa fase, as dores podem incomodar. “É uma dor que começa na barriga e se irradia para a coluna. Nesta fase, geralmente, fazemos a analgesia”, explica o ginecologista e obstetra Flavio Garcia de Oliveira, pai de Gabriel, Manoela, Pedro, Lucas e Maria Fernanda. Diferente da anestesia, que deixa a pessoa sem movimentos, a analgesia feita no parto normal é um anestésico injetado na espinha. Não existe uma hora certa para se aplicar na mulher, depende do limiar de dor de cada um. Por isso, respire aliviada. Só não vale dizer que a dor está insuportável no primeiro minuto do primeiro tempo. Quanto mais conseguir segurar, melhor.

Terceira etapa
Estamos na reta final. A dilatação vaginal foi para 10cm e agora falta pouco para o bebê passar pelo canal de parto e começar a coroar (quando a cabecinha enfim surge lá embaixo). É o momento em que a mulher tem de fazer força para expulsar o bebê. Segundo Dr. Flávio, em muitos casos a mãe esquece completamente da dor, por estar fazendo força para parir a criança. “A maioria das mulheres nem sentiriam a episiotomia”, explica.

O bebê nasceu!
Você vai sentir uma cólica, pois o útero ainda está se contraindo para expelir os tecidos formados na gestação. Às vezes, quando a mulher amamenta, a dor pode ser maior ainda, normal. Para fazer a episiotomia (incisão feita na região do períneo (entre a vagina e o ânus) para ampliar o canal de parto), o médico aplica um anestésico local. Quando o efeito passa, existe o incômodo dos pontos, como em qualquer outra cirurgia. Pode doer um pouco pra sentar, fazer xixi, mas provavelmente seu médico vai receitar analgésicos que aliviam até a recuperação total, que costuma acontecer depois de uns 3 ou 4 dias. A cólica uterina pode durar mais um pouco, até uma semana, principalmente quando a mãe amamenta, quando ocorre a liberação da ocitocina.

Cesárea


Bem, se no parto normal a mulher tem de lidar com a dor “durante”, aqui a batata quente vem depois. Se você não estava em trabalho de parto – ou seja, marcou a cirurgia para uma data específica – não sentirá dor nenhuma para dar à luz, já que estará sob efeito da anestesia, que pode ser geral (neste caso, a mulher dorme durante a cirurgia) ou regional (peridural ou raquidiana, que são mais indicadas: bloqueiam a dor da cintura pra baixo e mantem a mulher acordada). “O anestésico local combinado com o uso de morfina garante que a mulher não sinta dor por 24 horas”, explica Carlos Eduardo da Costa Martins, pai de Isabela e Bruno, diretor da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo. Depois desse período, a dor e o desconforto da recuperação pós-parto é feita com medicações prescritas pelo obstetra.

O corte incomoda? Sim, incomoda, como qualquer outra cirurgia. Mulheres que vivenciaram a recuperação pós-parto de uma cesárea relatam que os pontos podem limitar os movimentos nos primeiros dias, quando o bebê requer cuidados intensos a toda hora. A boa notícia é que a técnica cirúrgica de uma cesariana evoluiu muito. Hoje em dia, já existem cirurgias minimamente invasivas, que não são tão impactantes para a mulher e para o bebê. Já ouvimos casos de mulheres que se impressionaram com o pós-parto de uma cesárea, muito mais tranquilo do que imaginavam. A verdade é que depende de cada pessoa. Só não pode escolher um tipo de parto ou outro por medo de dor. No fim, com seu bebê nos braços, verá que todo esforço vale a pena.
 
CONSULTORIA: FLAVIO GARCIA DE OLIVEIRA, PAI DE GABRIEL, MANOELA, PEDRO, LUCAS E MARIA FERNANDA, É GINECOLOGISTA E OBSTETRA ESPECIALISTA EM REPRODUÇÃO HUMANA E GESTAÇÃO DE ALTO RISCO. * CARLOS EDUARDO DA COSTA MARTINS, PAI DE ISABELA E BRUNO, DIRETOR DA SOCIEDADE DE ANESTESIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Vacine-se (gripe A)

por  Sofia Benini, filha de Maria Paula e Nery

A PARTIR DESTE MÊS, GRÁVIDAS E CRIANÇAS DE ATÉ 2 ANOS PODERÃO SE IMUNIZAR NA REDE PÚBLICA CONTRA O VÍRUS H1N1, QUE CAUSA A GRIPE SUÍNA. ALÉM DISSO, O CALENDÁRIO OFICIAL GANHA DUAS NOVAS VACINAS CONTRA DOENÇAS GRAVES. ENTENDA POR QUE É IMPORTANTE SE VACINAR E VACINAR SEU FILHO






A gripe suína deixou todo mundo com medo no inverno passado. Agora, é hora de se preparar para a segunda onda, prevista para chegar com o frio. Grávidas e mães de filhos pequenos fazem parte do grupo sensível, para quem uma eventual contaminação tem mais risco de evoluir para complicações sérias. A boa notícia é que a partir deste mês, a vacina contra a gripe suína estará disponível nos postos públicos. Serão vacinados apenas os grupos prioritários, aquela parcela da população que na última pandemia apresentou maior proporção de casos graves de doença respiratória, o que inclui gestantes e menores de 2 anos.

Para organizar a corrida aos postos, a vacinação será dividida por etapas. As grávidas receberão sua dose entre 22 de março a 21 de maio. Já as crianças de 6 meses a 2 anos, de 22 de março a 2 de abril. Primeiro, tomam meia dose da vacina e, depois de 21 dias, poderão tomar a outra meia dose. Só é preciso levar a carteirinha de vacinação. A lista de postos será definida pelos municípios. A vacina contra a gripe suína não protege contra a gripe comum. Tanto que o final da campanha de vacinação da gripe suína coincide com o começo da vacinação da comum (24 de abril a 7 de maio). A ideia é que todos sejam vacinados antes do inverno,
quando a transmissão da gripe é maior.

Calendário em dia
Falando em vacina, duas novas vacinas serão incluídas no calendário básico de vacinação disponível na rede pública de saúde: a pneumocócica 10-valente e a anti-meningococo C, para crianças de até 2 anos. Primeiro, será oferecida a vacina pneumocócica 10-valente, a partir deste mês. Ela protege contra a bactéria pneumococo, causadora de doenças como meningites e pneumonias pneumocócicas, sinusite, inflamação no ouvido e bacteremia (presença de bactérias no sangue), entre outras. As doenças pneumocócicas são responsáveis por 1 a cada 10 mortes de criança no mundo. Crianças menores de 5 anos são as mais suscetíveis a desenvolver essas doenças, mas estudos mostram que a incidência é ainda maior e mais grave no primeiro ano de vida. A vacina deve ser administrada em quatro doses: aos 2, 4 e 6 meses, com reforço entre 12 e 15 meses. Se seu filho tem 2 anos e nunca tomou a vacina, ele poderá receber do mesmo jeito, em uma única dose.

Em agosto, é a vez da vacinação antimeningocócia, que protege contra infecções e meningite causadas pela bactéria meningococo C. As crianças devem receber duas doses no primeiro ano de vida, com reforço aos 12 meses. A doença meningocócica é a principal causa de meningite bacteriana no Brasil. Ela pode se manifestar como uma inflamação nas membranas que revestem o cérebro (meningite) ou como uma infecção, levando rapidamente à morte. Como as duas vacinas eram oferecidas na rede privada de saúde, crianças que tomaram as primeiras doses em clínicas particulares podem continuar a imunização nos postos públicos. Também está prevista para este ano ainda a chegada de uma nova vacina pneumocócica, a 13-valente, com três sorotipos a mais
de proteção do que a oferecida pelo governo. E não há problema em migrar de uma vacina para outra entre as doses previstas: O importante, sempre, é manter a carteirinha atualizada. Podendo prevenir, é sempre melhor.


 8 a 19 de março
Profissionais da saúde e índios


22 de março a 2 de abril
Grávidas, doentes crônicos, crianças de 6 mesea a 2 anos


5 a 23 de abril
Jovens de 20 a 29 anos


24 de abril a 7 de maio
Maiores de 60 anos


10 a 21 de maio
Adultos de 30 a 39 anos

Crie um filho que ama aprender

por  JACQUELINE BURT WANG * Tradução: KARINA TREVIZAN

ESCOLA É ÓTIMO, MAS HÁ MUITAS COISAS QUE VOCÊ PODE FAZER PARA INSTIGAR O GOSTO PELO CONHECIMENTO. QUER SABER? VOCÊ PROVAVELMENTE JÁ ESTÁ FAZENDO VÁRIAS DELAS




Digamos que você queira ensinar seu filho tudo sobre a vida no oceano. Você: A. Leva-o a um aquário e ensina coisas sobre os peixes enquanto ele passa, entusiasmado, de tanque para tanque. B. Assiste a Procurando Nemo com ele (várias vezes). C. Faz seu filho decorar o nome de vários tipos de peixe e toma a lição todas as manhãs. Se você respondeu “A”, está no caminho certo para educar uma criança que vê o aprendizado como um desafio divertido, não uma tarefa chata. Todos nascemos com o instinto de explorar. Aproveitar a curiosidade natural do seu filho é a melhor forma de ensinar qualquer coisa. “É possível aprender com as atividades do dia a dia”, diz Judi Gentry, professora titular do Bank Street Family Center, de Nova York. “Deixe seu filho aprender enquanto está se divertindo. Leve binóculos ao parque e procure reconhecer os pássaros, ou mostre como calcular medidas enquanto segue uma receita de bolo”. Quando os pais forçam a barra, as crianças se cansam. Então, no lugar de enfatizar como se escrevem as palavras (“geladeira começa com G, viu?”) e reconhecimento de formas (“o telhado tem forma de triângulo, a janela é quadrada, o livro é um retângulo...", socorro!), siga o chefe, ou seja, os interesses do seu pequeno.


Repita. E repita. E repita
Como qualquer um que tem de ler a mesma história toda noite antes da hora de dormir (de novo e de novo) por semanas a fio pode atestar, crianças pequenas vivem a vida sempre em replay. Por mais tedioso que possa ser para nós, adultos, repetições constantes solidificam o conhecimento nas jovens mentes, diz Gentry. Não é à toa que as crianças podem ver o mesmo DVD todo dia. E, se a gente deixar, o dia todo. Alguns desenhos usam esse recurso para ensinar. Por exemplo, Pinky Dinky Doo, do Discovery Kids. Nele, a personagem escolhe uma palavra difícil, que não faz parte do vocabulário comum dos pequenos, e a repete em diferentes frases no decorrer do episódio. Funciona. “Para realmente absorver as coisas, as crianças precisam experimentá-las de novo e de novo, em uma variedade de contextos”, diz Gentry.
Aprender a contar, por exemplo. No decorrer do dia, há várias oportunidades de repetir os números com seu filho: “Vamos ver quantos degraus temos de subir até chegar lá em cima! 1, 2, 3...”. Conte o número de ervilhas no prato, balanços no parque, carros vermelhos na estrada... O que quer que você escolha para contar dará ao seu filho a oportunidade de praticar uma importante habilidade – sem decorar!


Aproveite os gostos dele
Seu filho pode ter alguma obsessão especial (dinossauros, princesas, carros, futebol), que está presente em cada desenho ou história que ele cria. Usar os assuntos pelos quais ele é fascinado irá aumentar sua confiança e manter acesa a faísca do aprendizado. “Apoie e estimule os interesses do seu filho”, diz Iris Chin Ponte, Ph.D, pesquisadora da Eliot Pearson School of Child Development na Universidade Tufts. Se gatos são a especialidade de seu filho, ele pode escrever as letras G-A-T-O ou M-I-A-U. Leia livros com histórias estreladas por gatos ou pesquise raças diferentes. Qualquer interesse pode servir como um portal para um espectro mais amplo de conhecimento. Não sabe bem quais são os interesses de seu filho? Sempre está em tempo. Tudo o que você tem de fazer é ouvir e prestar atenção.


Use suas palavras
A forma como falamos com nossos filhos influencia no jeito como eles se sentem aprendizes. Por isso, valorize não só um trabalho bem feito, mas também como ele se esforçou para aquilo, não importa o resultado. Em vez de dizer “bom trabalho!” ou “você consegue fazer isso – é fácil!”, tente algo como “eu acho que você está chegando perto – continue tentando”. Quando suas três filhas, de 4, 7 e 9 anos, ficam desanimadas, Barbara Glinka gosta de lembrá-las de conquistas anteriores. “Dou a elas um exemplo de algo que acertaram, e que levou tempo até fazerem bem, como andar de bicicleta; então, elas se lembram que nem sempre é rápido e fácil aprender uma coisa nova.” Tome cuidado com gráficos e outros sistemas de recompensa, como aquelas tabelas em que a gente cola adesivos para cada acerto. Ao contrário do que parece, eles não inspiram o desejo de aprender. E outra: por que oferecer um prêmio quando o que você quer estimular é o prazer ao realizar uma atividade? A realização e a alegria da descoberta que as crianças sentem quando dominam uma nova atividade já é motivação suficiente. Aprender é sempre uma delícia, não importa a idade. Você ficou orgulhoso de si ao conseguir finalmente dar banho no bebê sem tremer de medo de afogá-lo, é ou não é?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Seis erros comuns na alimentação das crianças

PROIBIÇÃO E CHANTAGEM NA HORA DE COMER NÃO É A FÓRMULA IDEAL PARA FAZER SEU FILHO COMER DE TUDO. LISTAMOS SEIS ERROS COMUNS QUE OS PAIS COMETEM NA HORA DE ALIMENTAR OS PEQUENOS


Fazer criança comer de maneira saudável não é tarefa fácil. Para tanto, os pais recorrem a fórmulas variadas: castigo, briga, chantagem, troca, presente, prêmio... A intenção é boa, mas o resultado pode não ser eficiente. Confira os seis erros mais comuns que os pais cometem na hora da educação alimentar dos filhos e saiba o que fazer para evitá-los, antes que a criança cresça com hábitos ruins.

1- Tirar as crianças da cozinha
É importante que você estimule o interesse das crianças pela culinária, e quer melhor forma do que deixá-los te ajudar a preparar uma receita? É claro que você não vai cozinhar com a mesma rapidez se tiver que ficar de olho neles o tempo todo, tomando cuidado com facas, água fervente e etc. Mas prepare-se para, uma vez ou outra, receber visita. Pesquisadores da Columbia University descobriram que crianças que cozinham seus próprios alimentos estão mais propensas a provar produtos saudáveis, como legumes e grãos integrais.

2- Fazer pressão para a criança comer.
Se você insistir, brigar ou chantagear, seu filho vai ter ainda mais repulsa ao alimento estranho, pode acreditar. É normal criança ter medo do novo, e cabe aos pais terem compreensão. Vá acostumando a criança desde pequena a experimentar comidas de todas as cores e aparências.


3- Esconder e proibir guloseimas.
Pode parecer o caminho mais fácil, mas não é. Esconder bolos, chocolates e biscoitos no alto do armário pode ter o efeito contrário ao esperado, pois a proibição é capaz de aumentar o desejo da criança pela guloseima. Segundo Luciana Kotaka, psicóloga especializada em obesidade e transtornos alimentares, se um produto tem que ser evitado, o ideal é não tê-lo dentro de casa. Quando tiver, explique para seu filho que o exagero faz mal, e que depois da refeição a sobremesa estará liberada (ou no lanchinho da tarde).


4- Não estimular hábitos de vida saudáveis.
"Os hábitos alimentares dos pais são muito importantes para a educação dos filhos. Se em casa todos gostam de pratos saudáveis, dificilmente a criança vai fugir à regra. Além disso, ter horário para as refeições, fazê-las em família e à mesa, auxiliam bastante. É preciso estimulá-los naturalmente a experimentar. Sem pressão ou ordens”, afirma a psicóloga.


5- Servir de qualquer jeito.
Se seu filho já não tem muito interesse pelo verde, de nada vai adiantar colocar um monte de folhas de alface no prato dele, certo? Faça a comida ficar atraente, misture folhas e legumes coloridos, como beterraba, tomate e cenoura. Outra dica é acrescentar alguma coisa que eles gostem bastante: sirva a salada com queijo, palmito, torradinhas...


6- Ceder às birras e vontades dos filhos.
Seja insistente mas sem insistir. Deu pra entender? Tudo bem, a gente dá uma dica. A Dra. Luciana ensina a regra dos 15: sirva o mesmo alimento em 15 ocasiões diferentes, preparados de maneira diferente e com acompanhamentos diferentes. Assim, o alimento vai deixar de ser estranho. Faça de tudo para tornar o prato mais interessante, conte histórias, monte um desenho no prato, brinque com a imaginação deles.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Criança: fazer bagunça.

por  Por Megan Mattes, tradução de Mariana Setubal, filha de Cidinha e Paulo
 
CRIANÇAS EXPLORAM O MUNDO CAUSANDO VERDADEIROS DESASTRES. APRENDA A CONTROLAR O CAOS NA SUA CASA

Tentar deixar a casa arrumada quando se tem crianças por perto é uma perda de tempo: no minuto em que você guarda um brinquedo, inexplicavelmente aparece outro. A bagunça chega a um ponto em que você começa a achar que o pequeno está tentando te deixar louca de propósito. Crianças de 1 ano estão descobrindo o mundo da única forma que sabem: explorando os arredores – e isso dá um trabalhão para a mamãe. Junte essa curiosidade ao desejo de ser independente (e à falta de habilidades manuais totalmente desenvolvidas) e você pode se preparar para muitos problemas. Embora a brincadeira de bagunçar seja saudável, isso não significa que você possa deixar seu filho fazer tudo o que quer. Veja as bagunças mais comuns e aprenda a impor limites sem prejudicar seu desenvolvimento.

Desenrolar papel higiênico
Crianças adoram girar o rolo de papel higiênico bem rápido e ver ele se desfazer. Enrolar tudo de novo dá um trabalhão, mas saiba que a brincadeira envolve movimentos de empurrar e jogar que ajudam a construir as habilidades motoras e a coordenação.
Como lidar: deixe o pequeno ter seu próprio rolo de papel higiênico em uma cor diferente. Avise que esse é para ele brincar e que os outros não são, aconselha Rahil Briggs, psicólogo infantil e diretor do Healthy Steps at Montefiore Medical Center, em Nova York. Mesmo assim, você ainda vai ter de ajudar a arrumar a bagunça, mas isso é melhor do que um ataque-surpresa no banheiro. Uma boa alternativa ao rolo de papel é brincar com uma bola. Impulsionar, jogar e rolar a bola vai desenvolver as mesmas habilidades (com a vantagem de não
ter de arrumar nada depois).

Desenhar nas paredes
Dar canetinhas à criança é preparar o terreno para mais bagunça. Por outro lado, o desenho estimula a criatividade e também as habilidades manuais, o que vai ajudar o pequeno a aprender a escrever.
Como lidar: dê à criança uma folha grande de papel. Se ela rabiscar na parede mesmo assim, deixe claro que isso não está certo e envolva-a na arrumação, mesmo que seja só para segurar o paninho enquanto você limpa. Assim, ela vai aprender que suas ações têm consequências.

Brincar com a comida
Criança adora explorar as diferentes texturas, as cores e os sabores das comidas, normal. “Nessa idade, elas também são muito curiosas sobre causas e efeitos”, explica Linda Acredolo, assessora da Parents e co-autora de Baby Minds. Por exemplo: quando a comida cair no chão, será que ela vai rolar, espatifar ou fazer barulho?
Como lidar: posicione um grande tapete lavável embaixo do cadeirão; assim, você não vai precisar se preocupar. Se você correr para limpar cada vez que o pequeno derramar ou deixar cair alguma coisa, vai ficar
louca, e ele vai começar a te testar.

Esvaziar o armário
Utensílios de cozinha são brinquedos superdivertidos para as crianças, além de boas ferramentas para o seu desenvolvimento. Colocar uma tigela dentro da outra melhora a noção de espaço, por exemplo.
Como lidar: deixe uma parte do armário reservada para as crianças, só com utensílios seguros, e mantenha os outros armários trancados. Lembre-se de liberar apenas os itens que você não usa muito para não ter de lavá-los toda hora.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

(desne)Cesárea

por  Larissa Purvinni, mãe de Carol, Duda e Babi, com reportagem de Cíntia Marcucci, filha de Mariza e Emiliano, Paula Montefusco, filha de Regina e Antonio, e Sofia Benini, filha de Maria Paula e Nery
MAIS DE 70% DAS BRASILEIRAS QUEREM FAZER PARTO NORMAL, MAS SÓ 10% CONSEGUEM. FOMOS INVESTIGAR OS PRINCIPAIS MOTIVOS QUE LEVAM A ESSE DESCOMPASSO


Amaioria das brasileiras (70%) gostaria de tentar o parto normal, mas muito poucas (10%) conseguem. O dado vem de pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública com colaboração do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Nosso país é campeão em partos cirúrgicos, com índices que atingem 43% do total de nascimentos e chegam a 80% nos hospitais particulares. Em certas maternidades, a taxa ultrapassa 98%, quando a Organização Mundial da Saúde recomenda que não passe de 15% dos partos. As razões esbarram em questões culturais e na realidade do nosso sistema de saúde. As mulheres também levam parte da culpa, segundo os médicos. “A mulher latina suporta mal a dor, a encara como sofrimento, não como algo que depois a leva a uma grande realização pessoal”, aponta o ginecologista e obstetra Carlos Czeresnia, pai de Débora, Liora, Diana, Jonathan e Ricardo. O obstetra Jorge Kuhn, pai de Renata, Clara e Otávio, concorda: “Muitas mulheres esperam um parto utópico: rápido e sem dor”.


Parto no convênio
O outro lado da questão envolve o sistema de saúde brasileiro, em especial os convênios médicos. “Um parto normal pode demorar de 8 a 12 horas e ocorrer a qualquer momento. O médico faz as contas e conclui que é mais econômico programar a cesárea”, avalia Czeresnia. Por outro lado, o obstetra Jorge Hodick-Lenson, pai de Íris e Rebeca e avô de Sofia, que vieram ao mundo pelas suas mãos, afirma que, mesmo para médicos particulares, pagos diretamente pela paciente, sem depender da tabela dos planos de saúde, a incidência de cesáreas é alta – cerca de 80%. “A cliente está pagando pelo tempo necessário para o médico ficar com ela durante o trabalho de parto e, ainda assim, ele faz a cirurgia sem indicação efetiva, já que não existem 80% de indicações médicas para cesariana. Isso poderia ser considerado uma verdadeira epidemia de patologias obstétricas”. Ou seja: seria como dizer que as brasileiras têm algum defeito de fábrica: não entram em trabalho de parto, não têm dilatação e por aí vai...
O obstetra vai além: “Há alguns anos eu fiz uma pesquisa com 2.000 mulheres, fiz duas perguntas durante a execução de exames de ultrassonografia de rotina ginecológica. A primeira foi: ‘Seu parto ou partos foram normais ou cesarianas?’. Quase que 80% responderam que foram cesarianas. A segunda pergunta foi: ‘Por que foi cesariana?’. Quase 80% responderam quase com as mesmas palavras: ‘Não tive dilatação’. Ou seja, dá a impressão de que a mulher brasileira tem um ‘defeito’ no colo do útero – que dilata em todas as mulheres do mundo, menos nela. Isso denota uma falsa informação e indicação quanto aos motivos da cesariana”. Traduzindo: os médicos indicam o parto cirúrgico sem real necessidade e minimizam os riscos.

Cesárea segura?
Muitos profissionais insistem que, no caso do Brasil, a cesárea é tão segura quanto o parto normal, quando estudos mostram risco de morte quase 11 vezes maior em comparação às que fizeram parto vaginal. Há casos em que o doutor chega a dizer que não há diferença entre os dois tipos de parto, ambos têm vantagens e desvantagens, quando a evidência científica é a de que o parto normal é o melhor para mãe e bebê. Bebês nascidos por meio de cesárea têm risco quase 5 vezes maior de precisar ficar na UTI ou na semi-intensiva. Para os nascidos a termo, o risco de desenvolver desconforto respiratório é 7 vezes maior nos nascidos de cesáreas programadas do que nos nascidos de parto normal, porque o trabalho de parto serve para terminar o amadurecimento do bebê, principalmente dos sistemas respiratório, imunológico e nervoso. Muito disso ocorre por outro fator cultural, que é a confiança quase cega nos médicos, que faz muitas mulheres só se basearem no que seu obstetra lhes diz. Quando perguntamos sobre como convencer a mulher de que o parto normal deve ser a primeira opção, o dr. Kuhn, pai de Renata, Clara e Otávio, aponta que esse não é o caminho para reverter o alto número de cesáreas. “A palavra não é convencimento. A mulher precisa se informar adequadamente. Mas aí vem a comodidade tanto dela quanto do médico. Para o Ministério da Saúde é interessante investir no parto normal, pois, além de ser o melhor para o bebê e para a mulher, é mais barato e não apresenta os riscos de uma cirurgia. Os médicos não explicam sobre possíveis hemorragias e infecções, pois não é conveniente”. Ou seja: muitos médicos, no mínimo, omitem informações importantes.

O papel do acompanhante
Uma das investidas do Ministério é implementar a Lei do Acompanhante, que prevê a entrada de um acompanhante da escolha da mulher na sala de parto – sem custo adicional. “A mulher tem de confiar em si mesma e em quem está com ela. E se sentir acolhida no ambiente para ter a tranquilidade de esperar o curso natural do parto”, comenta Daphne Rattner, filha de Henrique e Miriam, especializada na área técnica da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde. Desde o ano passado, quem tem convênio médico tem direito a uma enfermeira obstetra e a uma acompanhante de parto. A meta do governo é reduzir de 80% para 60%, até 2011, o percentual de cesarianas em partos cobertos por planos e seguros de saúde. Na rede pública, em que o percentual já é menor, a meta é reduzir de 30% para 25%. No entanto, neste ano, dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostraram um novo aumento da taxa de cesarianas: em 2008, 84,5% dos partos cobertos por planos de saúde foram cesarianas; em 2004, a taxa era de 79%. Claro que a culpa não é só do médico. Muitas vezes, a própria paciente demonstra em suas atitudes, mesmo que diga que quer o parto normal, que não está realmente disposta a passar por tudo que ele implica. O que vale a pena, sempre, é ir atrás de informações e buscar, o mais cedo possível, um médico que esteja de acordo com a sua ideia de como deve ser o parto do seu filho. Conversamos com mulheres que queriam muito ter feito parto normal, mas acabaram fazendo o que, desconfiam, foi uma “desnecesárea” – e identificamos alguns dos principais motivos que levam a esse desencontro.

Quatro problemas, quatro soluções

MÃES QUE QUERIAM QUE SEUS FILHOS NASCESSEM POR PARTO NORMAL CONTAM AS DIFICULDADES QUE ELAS ENFRENTARAM. A GENTE TE AJUDA A ENTENDER CADA CASO - E COMO RESOLVÊ-LO, SE FOR POSSÍVEL

1. A escolha errada do médico
"Confiei na minha médica, que me disse que a prioridade era sempre o parto normal. Em quem mais eu confiaria? Com 39 semanas, ela me fez um exame de toque e disse que não havia nada de dilatação. Como eu havia passado por uma cirurgia para a retirada de um suposto tecido cancerígeno do útero (diagnóstico nunca confirmado), bastou. Ela me disse: “Se com 39 semanas você não tem nem sinal de dilatação é porque seu útero é enrijecido. Vamos marcar a cesárea, porque você nunca vai ter dilatação”. Eu me lembro de sair aos prantos do consultório. Após a cirurgia ela me disse: “Querida, você realmente não teria um parto normal, pois, além de não dilatar, seu bebê não estava encaixado”. Na hora, ainda anestesiada, nem percebi o absurdo dessa declaração."
Renata Suarez, mãe de Pedro e Léo

O PROBLEMA. Muitos planos de saúde pagam entre R$ 300 e R$ 500 pelo acompanhamento de um parto e poucos médicos se dispõem a trabalhar mais de dez horas por essa quantia. Alguns, para não perder a paciente, dizem que só na hora do parto é possível saber como proceder. Há bons médicos, que não exporiam mãe ou bebê aos riscos de uma cirurgia desnecessária. Mas não é tão fácil encontrá-los.
A SOLUÇÃO. Peça indicações a grupos de apoio ao parto normal, como o Amigas do Parto (www.amigasdoparto.com.br). Outra maneira é selecionar médicos do convênio e ligar para o consultório perguntando: “Você sabe dizer se ele faz mais partos normais ou cesáreas?”. Se a resposta for que ele faz cesárea de vez em quando, mas a maior parte é de partos normais, é uma boa pista. Converse com as pacientes na sala de espera; se a maioria fez cesárea, é mau sinal. Outra opção é ligar para a maternidade e pedir para falar com a enfermeira obstetra. Ela poderá indicar médicos adeptos do parto normal.

2 Dificuldade de lidar com a dor
"Desde que soube que estava grávida, tinha vontade que meu filho nascesse por parto normal. O dia do nascimento chegou e, depois de doze horas de trabalho de parto, a dor estava insuportável. Quis anestesia, o que me trouxe alívio da dor, mas atrapalhou na progressão das contrações. Continuei tentando por mais um tempo, mas, com quase 24h de trabalho de parto, estava exausta, no meu limite e acabei optando pela cesárea. Hoje, Flávia está com 8 meses; mas, se engravidar de um segundo filho, quero tentar dar à luz por parto normal".
Eliane Midori Tanaka, mãe de Flávia

O PROBLEMA. A percepção da dor varia muito de mulher para mulher. Algumas as descrevem como cólicas menstruais intensas, mas suportáveis; outras a consideram intolerável. É importante que a mulher esteja preparada para sentir alguma dor. O fato de ficar imobilizada na cama de parto atrapalha também. A anestesia barra a sensação dolorosa, mas pode diminuir a intensidade das contrações e a progressão da dilatação, aumentando o risco de cesárea. Por isso, ela é dada com o trabalho de parto bem avançado.
A SOLUÇÃO. Contar com um acompanhante de sua confiança ajuda a tolerar a dor. A presença de uma doula (profissional que acompanha o parto) é associada a menor necessidade de anestesia e de cesarianas. O corpo tem anestésicos naturais, as endorfinas, cuja produção é incentivada por um ambiente tranquilo e bloqueada pela presença de estranhos e pelo medo. Estudos mostram que o principal fator que faz a mulher não precisar de anestesia é ela acreditar que não precisa. A liberdade de posição ajuda: poder mudar de lado, caminhar, ter alguém que faça uma massagem, ficar naquela bola tipo Pilates ou na banheira de hidromassagem facilita controlar a sensação de dor.

3 Bebê "grande demais", com mais de 3,5 kg
"Chegando perto da 41ª semana, fiz o cardiotoco (exame que avalia o bem-estar fetal) e um ultrassom e, então, fui ao consultório. Estava com 1 cm de dilatação, mas, ao ver o ultrassom, a médica decretou: “Seu bebê está muito grande, com 3,980 kg e só faço partos normais em bebês até 3,5 kg”. Perdi o chão. Não tinha lido nada sobre até quantos quilos um parto normal não seria arriscado. Eu pedia calma, que precisava pensar, e ela disse: “Priscila, eu te disse que a apoiaria em um parto normal, desde que não oferecesse risco para você ou para a bebê. Nem mesmo pelo SUS fariam um parto normal com um bebê tão grande, pode quebrar algum ossinho e ela pode ter um problema para o resto da vida. É isso que você quer? Tente a sorte com um plantonista do hospital, talvez algum louco aceite.” Sem respostas, ela marcou minha cesárea. Recebi um documento dizendo: bebê macrossômico. A Lívia nasceu no mesmo dia, "salva por uma cesárea".
Priscila Moraes, mãe de Lívia

O PROBLEMA. Um bebê é considerado macrossômico (muito grande e pesado) acima de 3,7 kg, mas, ainda assim, é possível fazer o parto vaginal. A questão do feto macrossômico deve ser vista sempre em conjunto com o fator materno. Existem gestantes que conseguem dar à luz crianças grandes, porque têm uma boa bacia, o canal de parto. Há gestantes que, mesmo com bebês de peso normal (em tormo de 3 kg) não conseguem, por ter bacia estreita.
A SOLUÇÃO. É preciso se informar sobre se o médico apoia o parto normal e tem experiência em realizá-lo. Muitos profissionais sentem-se inseguros em fazer um parto normal por desconhecimento. Também existe o medo de processos. É mais fácil um médico ser processado por não fazer uma cesárea do que por tê-la feito desnecessariamente.

4. A gravidez ultrapassou o tempo previsto
"Deixei claro para o meu médico que queria um parto normal sem anestesia. Com 39 semanas, ele me examinou e disse que minha filha já estava encaixada e que o parto seria, muito provavelmente, naquele final de semana, mas não rolou. Ele tinha me dito que, se eu chegasse às 41 semanas, seria internada. Três dias antes disso, fui ao consultório e não tinha dilatação. Ele me disse que a cabeça estava muito alta e ele achava que ela não iria descer, porque meu quadril era muito estreito e informou que, para ele, o tempo de espera tinha acabado. Perguntei se não iria tentar induzir e ele disse que não, pois em seus 30 anos de experiência isso não adiantaria e ele não saberia se havia mecônio ou se iria causar sofrimento no bebê. Acabei fazendo cesárea. Soube, depois, que não havia mecônio, mas na hora fiquei em dúvida. Não acho que o meu médico me enganou, mas chegou ao limite de sua crença médica e achou mais prudente fazer a cesárea".
Elenira Peixoto, mãe de Dora

O PROBLEMA. A gestação humana normal vai de 37 a 42 semanas. Para que seja considerada passada da data provável (pós-data), precisa exceder 42 semanas ou 294 dias a partir do primeiro dia da última menstruação. Nem toda mulher dá à luz na chamada data provável de parto: 58% têm o bebê até o final da 40ª semana. Há a possibilidade de o “atraso” se dever à inexatidão do cálculo. Numa cesárea marcada antes que a mãe entre em trabalho de parto, há risco de o bebê nascer prematuro.
A SOLUÇÃO. É possível fazer exames para acompanhar o bem-estar do feto e a situação da placenta, que pode deixar de realizar a função respiratória e de propiciar os nutrientes essenciais de que o bebê necessita quando a gestação se estende muito. Se tudo estiver bem, ainda é possível tentar induzir o parto.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Você já é mãe‏

O VÍNCULO QUE A MULHER ESTABELECE COM O BEBÊ NA GRAVIDEZ É O PRIMEIRO DE TODOS OS VÍNCULOS QUE VIRÃO. POR ISSO, ELE É FUNDAMENTAL


A gente costuma se imaginar uma mãe de verdade a partir daquele inesquecível momento em que pegamos nosso filho no colo pela primeira vez. Mas o que poucas mulheres se dão conta – embora no fundo a maioria consiga sentir – é que você vira mãe a partir do momento em que se descobre grávida. No começo, não dá pra se sentir tão mãe assim. Mas a natureza dá nove meses para a mulher se preparar, se transformar e, mês a mês, ir conhecendo aquele pequenino ser que cresce dentro da sua barriga – e que vai se comunicar muito com a mãe mesmo antes de chegar ao mundo. “O vínculo que acontece entre mãe e bebê na gravidez é a fundação de todos os outros vínculos. A partir deste vínculo, todos os outros vão acontecer”, explica Eliana Pommé, mãe de Luana, Naila e Petrus, psicóloga especialista em vínculo mãe e filho.

Essa ligação começa a se estruturar no campo da fantasia, quando a mãe imagina como será o rosto do bebê, a cor do cabelo, a personalidade dele etc. Conforme os meses passam, o vínculo se torna cada vez mais forte. A barriga cresce, o bebê começa a se mexer e logo dá seu primeiro chute. A partir da 20ª semana de gestação, ele já será capaz de reconhecer a voz da própria mãe entre as de outras mulheres. Pelo útero, também chegam ao feto as emoções e os sentimentos da mãe. Ainda em formação, ele percebe se você está nervosa, agitada ou feliz. Isso porque os sentimentos provocam reações no seu organismo, com alterações da respiração e dos batimentos cardíacos, além da produção de hormônios. Sim, raiva ou tristeza vão chegar até o bebê também. E tudo certo. Mesmo antes de nascer, ele já vai aprendendo que a vida é feita de altos e baixos.

O feto não entende o significado das palavras, mas sim a intenção delas. Por isso, converse com ele, coloque música e faça coisas para você se sentir bem também. Já que o bebê lá dentro sente tudo, se você está bem, ele fica também, certo? Invista em exercícios físicos, vá ao cinema, saia pra jantar, cuide de seu corpo e de sua auto-estima. Além disso, a auto-massagem faz muito bem nesta fase. O bebê se sente tocado, recebendo um carinho, e a mulher sente seu corpo, aceitando melhor as mudanças físicas da gestação. Receber apoio da família é fundamental. Quanto mais a grávida se sentir cuidada, mais forte será o vínculo com o bebê. “Inconscientemente, a mãe resgata os cuidados que ela recebeu na vida e se apropria deste conhecimento para cuidar do filho”, explica Luciana Posternak, mãe de Luana, psicóloga especialista na relação mãe-bebê. Quando a menina brinca de boneca, já está desenvolvendo suas habilidades para cuidar de um bebê lá na frente. Por isso, pode se sentir mãe desde já. Mesmo sem perceber, você está se preparando para este momento há muito tempo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tirar leite com bombinha e armazenar

NO COMEÇO É DIFÍCIL, ATÉ MEIO ESTRANHO, MAS DEPOIS QUE VOCÊ SE ACOSTUMA, PODE GARANTIR QUE SEU FILHO RECEBA O INSUBSTITUÍVEL LEITE MATERNO MESMO QUANDO VOCÊ TIVER QUE CHEGAR TARDE EM CASA OU VOLTAR A TRABALHAR



Tirar o seu próprio leite e armazená-lo para que seu bebê continue amamentado na sua ausência exige paciência e persistência. O corpo produz exatamente a quantidade que o bebê consome. Então, nas primeiras vezes, não se assuste se sair pouquinho leite. Com o passar dos dias, seu organismo vai 'pensar' que o bebê está mamando mais e produzirá de acordo.Para evitar contaminação, alguns cuidados especiais são necessários, a começar pela escolha do local em que será feita a coleta. Evite banheiro e cozinha, as áreas mais contaminadas da casa. O melhor mesmo é usar o quarto ou a sala para recolher o leite.Retire pulseiras, anéis e relógio e prenda os cabelos. Se possível, coloque uma touca ou lenço para tirá-los de circulação. Lave as mãos até a altura do cotovelo com água e sabão, enxágüe bem e depois as seque com uma toalha limpa ou papel descartável.Pronto, agora é só seguir as nossas instruções. E cuidado: geralmente você não deve ultrapassar dez minutos em cada mama com a bomba elétrica, para não ferir os
mamilos. A coleta com bomba elétrica leva cerca de 15 minutos. Com uma bomba manual, pode chegar a 45 minutos.Com um pouco de prática, seu filho vai continuar desfrutando das vantagens do leite materno. Vale ou não vale muito a pena?

Você vai precisar de:

fralda ou máscara para a boca

+ kit bomba tira-leite

+frasco de vidro com tampa plástica para o armazenamento

+panela

+pano para o escorrimento

+bacia para o descongelamento



Preparativos:


1. Coloque uma fralda ou máscara (como aquelas de médico) sobre o nariz e a boca e evite conversar durante a coleta. Assim, não há risco de a saliva contaminar o leite.



2. Sente-se com a postura correta em poltrona confortável. Pode ser a que você usa para amamentar.



3. Abra o sutiã de amamentação, massageie as mamas utilizando os dedos (indicador e médio) e faça movimentos circulares da aréola (parte mais escura da mama) para o corpo.



4. Com a palma da mão, massageie a mama em movimentos circulares em direção ao tronco.

Retirada:


5. Coloque o funil da bomba tira-leite com o mamilo bem centralizado. Relaxe e pense no seu filho. Deixar uma foto dele à vista pode ajudar.



6. Acoplada ao bico do seio, a bomba exerce uma pressão negativa (vácuo), extraindo o leite.



7. Deixe a bomba na velocidade mais baixa e vá aumentando aos poucos para que seus seios se acostumem e não fiquem machucados.



8. Algumas bombas têm um botão que, pressionado, interrompe brevemente a sucção, imitando o modo de o bebê mamar.

Armazenamento:


1. Para armazenar o leite, utilize um frasco de vidro com tampa plástica (exemplo: frasco de café solúvel ou maionese).



2. Ferva frascos e tampas (sem o papel interno da tampa) por 15 minutos após a água levantar fervura (a água deve cobrir todos os frascos).



3. Deixe-os escorrer em um pano limpo e seco e tampe-os sem tocar na parte interna das tampas.



4. Identifique o frasco com data e horário da coleta. O leite dura 24 horas na geladeira e 15 dias no freezer.



5. Guarde na geladeira, se for usar em até 24 horas, ou no congelador. O descongelamento do frasco pode ser feito em uma bacia com água em temperatura ambiente.



6. Aqueça em água quente (banho-maria desligado). Mantenha o frasco por alguns segundos e agite. Repita até amornar o leite, que deve ser oferecido ao bebê em até 24 horas após descongelado.

HORÁRIO:
O momento mais adequado para a coleta é após as mamadas ou quando as mamas estiverem muito cheias. Se você já voltou ao trabalho, retire o leite nos momentos em que seu filho mamaria caso você estivesse em casa. Assim, você evita que sua produção de leite diminua.

SEM SOFRIMENTONo:
Caso de o mamilo estar machucado (fissura) a coleta não deve ser feita com a bomba. Espere o seio se recuperar ou você pode piorar ainda mais a situação.

DOAÇÃO:
Se você tem leite sobrando, não desperdice. Doe aos bancos de leite, assim você ajuda a recuperação de bebês prematuros. Para saber como doar, acesse o site www.fiocruz.br/redeblh, que traz endereços de bancos de leite

BOMBA DE ALUGUEL:
Como o preço é alto, nem sempre é possível comprar uma bomba elétrica. Não desista: algumas empresas alugam bombas, como a Leite Fácil: SAC (11) 3285-6583. Site: www.leitefacil.com.br

* CONSULTORIA: Banco de Leite – Hospital Albert Einstein

* AGRADECIMENTO: Taís de Carvalho Pinto e sua filha Luana, pelo passo-a-passo.
 
FONTE: Pais e Filhos

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Machucado em bebê

UM GUIA COMPLETO PARA SABER O QUE FAZER PARA QUE UM SIMPLES RALADINHO NÃO VIRE DOR DE CABEÇA PARA A CRIANÇA NEM PRA VOCÊ



Criança vive caindo, ralando o joelho, batendo a boquinha e assim por diante. Por mais que tomamos cuidados, acontece mesmo. É normal e faz parte da infância, principalmente na fase em que os pequenos começam a engatinhar ou começar a andar. Deixe seu filho explorar o mundo, mas fique atenta à coleção de machucados que seu pequeno explorador pode acabar ganhando. Alguns passam rápido, mas outros precisam de cuidados especiais. Como diferenciar cada um deles e como agir quando seu bebê se machucar? Nós preparamos algumas dicas pra te ajudar.

1. Lave com água e sabão: é o essencial em qualquer machucado, lavar o mais rápido possível com água e sabonete. Se tiver, pode até passar um soro fisiológico. Mas o fundamental mesmo é a água e o sabão.

2. Estanque o sangue. Se estiver sangrando muito, é preciso fazer pressão com uma gaze ou com um paninho limpo, apertando com força até estancar o sangue e lavando com bastante água. Se o sangramento for muito grande, ligue para o médico e leve ao pronto socorro.

3. Não passe açúcar, sal, nenhum tipo de pó, maizena ou outras coisas inadequadas no machucado. O ideal é só lavar bem e, se preciso, levar ao médico.

4. Faça um curativo. Depois de estancar o sangue e limpar a ferida, faça um curativo com gaze e esparadrapo. O algodão não é bom porque pode deixar fiapinhos.

5. Cuide do curativo. É preciso também trocar o curativo com frequência, quando ele estiver úmido, molhado ou com sangue. Deve-se lavar bem a ferida a cada troca de curativo.

6. Proteja a ferida. Tenha cuidado para que a criança não entre em contato com animais domésticos, tanquinho de areia, não tome sol na região da ferida e não arranque a casquinha do machucado.

7. Em caso de queimadura: lave com água e sabão, dê bastante água para a criança e leve ao médico. Nada de passar pasta de dente ou outras substâncias inadequadas. Se fizer bolha, não fure a bolha!

8. Quando o bebê se suja: Em caso de a criança se machucar em contato direto com o chão, terra ou areia, lave bem e leve direto ao médico.

9. Automedicação, nem pensar. Se estiver cuidando sozinha do machucado, nunca medique a criança sem prescrição. No máximo passe um anti-séptico a cada troca de curativo.

10. Em picadas de inseto. O sinal de que a picada infeccionou é quando fica vermelho por baixo e com uma crosta amarela em cima, tipo uma bolinha de pus. Tem que lavar com água e sabão e levar no pediatra para tomar ou passar um antibiótico, caso ele avalie que seja necessário.

CONSULTORIA: DRA DANIELA GRAFF, FILHA DE JACQUELINE E RUGGERO GRAFF, É ESPECIALISTA EM DERMATOLOGIA INFANTIL

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Segurar o dedo da mãe

por  equipe Pais&FIlhos  29 de maio, 2008
 
Para as crianças, a hora de dormir pode ser angustiante e muito. É a hora de renunciar às atividades do dia e se retirar do mundo por um tempo. E isso pode não ser fácil mesmo. Por isso, às vezes elas fazem uso de alguns rituais que podem incluir beliscar o pai, puxar o cabelo da mãe... O problema, como sempre, é o exagero. Ficar debruçado do lado do berço tendo o cabelo puxado por três horas até a criança pegar no sono não dá, né? Ninguém merece. Os pequenos podem precisar de ajuda para não se tornarem tão dependentes desses rituais. E é aí que você entra, criando outros, menos exaustivos e doloridos, tipo colocando uma bonequinha para dormir junto com ele, dando beijo de boa noite nos dois, apagando a luz e avisando que você está por perto, mas que agora é hora de dormir e pronto. Amanhã vocês brincam mais.

CONSULTORIA: MÁRCIA PORTO FERREIRA, PSICANALISTA E COORDENADORA DO DEPARTAMENTO DE PSICANÁLISE DA CRIANÇA DO INSTITUTO SEDES SAPIENTIAE. TEL.: (11) 3865-0531

Cheirinho

por  equipe Pais&FIlhos  30 de junho, 2008

Chega uma época em que eles grudam em alguma fraldinha, um paninho qualquer e não largam por nada.
 
É vício mesmo: se a gente tenta tirar o tal objeto de estimação, que seja para dar uma lavadinha básica, rola crise de abstinência. É que se aventurar por mundos diferentes assusta: pode ser que seu filho tenha começado a andar ou deixou de chupar chupeta, por exemplo. Nessa hora, entram esses apoios, meio que no lugar da mãe, que já não está lá 100% do tempo – nem é para estar mesmo. Eles ajudam a criança a se sentir mais segura. O nome técnico, usado pelos psicólogos, é objeto transicional, porque ajudam nos períodos de transição e são importantíssimos para dar estabilidade e segurança para nossos filhos nesse momento de mudança. O lance é que o cheirinho faz parte do efeito e, por isso, fica difícil lavar. Um truque é ter cópias do tal paninho: um ficou sujo, você troca pelo outro. E vai pilotando assim, na boa,sem estresse, que ninguém precisa...

CONSULTORIA:
* PATRÍCIA CARDOSO DE MELLO, PSICANALISTA, TEL.: (11) 3817-4739
* ANGELA CLARA CORRÊA, PSICÓLOGA, MÃE DE VINICIUS, TEL.: (11) 5575-6300

Apontar

por  equipe Pais&FIlhos  04 de setembro, 2008

É só a criança apontar para aquilo que deseja e pronto: a gente corre para atender. “Se ele apontou e eu já entendi o que ele quer, por que esperar que fale?”, a gente pensa. É, mas tem de esperar, sim. O processo de desenvolvimento da fala é uma baita tarefa. Se consegue tudo só apontando, ele vai entender que não precisa falar, certo? Então, quando seu filho vier cheio de dedos, estimule-o a dizer o que quer. Depois que realizar esse feito, dê o modelo correto pronunciando a palavra em questão. Na linha: “Ah, você quer o ursinho, né?” Quem sabe numa próxima ele consiga pedir o “ussinho”. Só não exagere na cobrança. A criança pode ficar nervosa e desistir por achar que está difícil de ser entendida. Para bom entendedor, a palavra do filho basta. Só tem de saber ouvir.

CONSULTORIA: ROSANA BONI, MÃE DE VITÓRIA, FONOAUDIÓLOGA, ROSANACBONI@GMAIL.COM MÁRCIA MATTOS, FILHA DE JORGE E NEUSA, PSICOPEDAGOGA DA CLÍNICA APPRENDERE, TEL.: (21) 2494-5508

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Bebê rock-and-roll

Os fãs de música e cinema vão adorar vestir seus filhotes com a camiseta dos seus ídolos! Essa loja online criou bodies e camisetinhas com a cara do rock. Tem Madonna, Michael Jackson, Led Zeppelin, ACDC, Beatles... E também as de cinema, como a do ET e a do Poderoso Chefão.

Criativas, as peças têm sempre um toque “baby”, como o trocadilho “Let there be Cry”, no lugar do original “Let there be Rock”.

Esses bodies, do Bob Marley e do AC/DC custam R$36, no site www.coisinhadopai.com.br

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nomes da moda - 2009

Os nomes da moda
por  Anahi Martinho, filha de Anna e Altivo

PESQUISA LISTOU OS 100 NOMES MAIS COMUNS DE MENINOS E MENINAS NASCIDOS EM 2009. GABRIEL E JÚLIA FORAM OS CAMPEÕES




Uma pesquisa feita pelo BabyCenter listou os 100 nomes mais freqüentes entre 28 mil meninos e meninas que nasceram em 2009 no Brasil. Os nomes compostos e bíblicos foram as maiores tendências. A revisitação de nomes “antigos” como Francisco (54º), Joaquim (55º) e Manuela (7º) também está bastante popular.

Gabriel e Júlia: os campeões
Os grandes campeões de 2009 foram Gabriel entre os meninos e Júlia entre as meninas. Além de Júlia, entre as preferidas estão também Ana Júlia, em 19° lugar e Maria Júlia, em 63º. Aliás, a popularidade de nomes iniciados por Ana e Maria, no ranking das meninas é impressionante, no qual destacam-se Maria Clara (9º) e Ana Clara (10º).

Veja a lista dos 10 nomes mais comuns de meninos e meninas nascidos em 2009

Meninos:
1.Gabriel
2.Arthur/Artur
3.Matheus/Mateus
4.Davi/David
5.Lucas
6.Guilherme
7.Pedro
8.Miguel
9.Enzo
10.Gustavo

Meninas:
1.Júlia/Giulia
2.Sofia/Sophia
3.Maria Eduarda
4.Giovanna/Giovana
5.Isabela/Isabella
6.Beatriz
7.Manuela/Manoela
8.Yasmin
9.Maria Clara
10.Ana Clara

Nomes compostos
Os nomes compostos, que nunca saem de moda, também são sucesso no ranking masculino, com liderança dos nomes iniciados por João e terminados por Henrique.

Outras tendências entre os nomes duplos são a junção de nomes fortes de menino, que não andam tradicionalmente juntos, o que pode dar um Pedro Lucas, por exemplo, ou Lucas Gabriel. Vitória para complementar o nome de menina também tem feito sucesso.

Nomes diferentes
Entre os nomes “diferentes” que estão se tornando comuns, destacam-se Eloá, Kauany, Benício, Derek, Ágatha, Geovane, Yago e Pietra. Muitos deles são nomes estrangeiros, outra coisa que também nunca sai de moda.

Tendência Mundial
O clássico Sofia, que ficou em segundo lugar, é tendência no mundo inteiro. Sofia e variações como Sophia e Sophie apareceram entre os dez nomes mais comuns na Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, Chile, Escócia, Estados Unidos, Finlândia, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Irlanda do Norte, Itália, México, Nova Zelândia, Noruega, Polônia (com grafia Zofia), Rússia e Ucrânia, em pesquisas feitas entre 2006 e 2009.

Bíblia
Mais freqüente entre os nomes masculinos, e em todas as gerações, os nomes bíblicos continuam em alta, como Rafael (11º), Matheus (3º), Lucas (5º), Pedro (7º), Miguel (8º), e o vencedor Gabriel. E destacam-se os “novos” nomes bíblicos, Samuel (24º), Isaac/Isaque (31º) e Emanuel (60º).

Famosos
Nos últimos anos, os bebês famosos estão na onda dos nomes antigos, o que provavelmente influenciou muita gente. João e Francisco, os gêmeos de Fernanda Lima, Joaquim e Benício, os meninos de Angélica e Luciano Huck, Antonia, filha de Camila Pitanga e João Valetim, o recém-nascido de Dado Dolabella, são exemplos da moda de nomes “antigos”. Outros filhos de famosos que parecem ter lançado moda são Enzo (nono lugar no ranking), filho de Claudia Raia, e Davi (quarto lugar), filho de Carolina Dieckmann.

Teste se você está por dentro dos “nomes da moda”
Na pesquisa online feita pelo BabyCenter, 6 mil leitores foram questionados se alguns nomes eram “pouco comuns”, “mais ou menos comuns”, “bem comuns” ou “muito comuns”. Os leitores acertaram com Maria Eduarda (3o no ranking de meninas), mas erraram em relação a outros nomes. A maioria dos leitores afirmou que Camila é um nome mais comum que Nicole e que Melissa, para bebês nascidos em 2009. Mas Camila ficou só em 44o lugar, enquanto Melissa ficou em 32o, e Nicole, em 16o. Menos de 10% consideraram Nicole um nome "muito comum”.

Entre os meninos, os leitores acharam que Paulo e Daniel são muito mais comuns que Artur e Miguel. Redondo engano. Artur ficou em 2o lugar, e Miguel em 8o. Paulo vem MUITO atrás, em 97o, quase de fora da lista, mas mais de 60% das respostas afirmaram que o nome era "bem comum" ou "muito comum". Daniel ocupa apenas o 19o lugar.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A verdade sobre meninos e meninas

por  Wendy Toth / Tradução de Mariana Setubal, filha de Paulo e Cidinha
CADA UM TEM SUAS CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS. GRANDE PARTE DESSA DIFERENÇA É DETERMINADA CULTURALMENTE, A GENTE SABE, CLARO, MAS OS GENES TAMBÉM TÊM SEU PAPEL EM DEFINIR ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUE FAZEM DO SEU BEBÊ UM SER DE MARTE OU DE VÊNUS


Pesquisas mostram que os pais tratam as meninas recém-nascidas por diminutivos, e os meninos, por aumentativos. Conforme eles vão crescendo, os pais (principalmente o pai) estimulam as crianças a “escolher” brinquedos apropriados. “Não, filho, o bacana é a fantasia de Homem-Aranha, não de Ariel...” Com os meninos, as brincadeiras são mais físicas; com as meninas, os pais conversam mais... Tudo isso tem muito mais a ver com a nossa ideia do que meninos e meninas podem ou não fazer do que com diferenças biológicas. Mas, ainda que a gente vestisse os dois bebês da mesma cor e os tratássemos da mesma maneira, eles são diferentes, sim.

Meninos e meninas apresentam diferenças de gênero congênitas, que datam de tempos pré-históricos, segundo o zoólogo Desmond Morris em seu livro Meu Bebê: a Incrível Capacidade de Evoluir Tanto em Tão Pouco Tempo (ed. Larousse). Nessa época, os homens caçavam, e as fêmeas cuidavam da cria, o que teria se refletido no desenvolvimento dos bebês de sexo masculino e feminino. Os caçadores precisavam se manter em silêncio ao perseguir suas presas, ser mais rígidos e menos emocionais. Talvez por isso os bebês meninos chorem menos que as meninas. Por outro lado, as fêmeas, como organizadoras tribais, desenvolveram mais habilidades verbais. Antes mesmo do nascimento, o cérebro masculino e o feminino têm estruturas, organização e operação diferentes, explica Morris.

“Apesar de as diferenças significarem que o sexo masculino e feminino têm processos de pensamento diferentes, não significa que a evolução os obriga a atuarem de forma diferente, apenas que eles chegam a conclusões – talvez, frequentemente, às mesmas conclusões – de formas diferentes.” Nós separamos quais as principais diferenças entre meninos e meninas, divididas entre os campos da saúde, comportamento e desenvolvimento.

Saúde

ENQUANTO AS MENINAS SÃO MAIS AFETADAS POR DOENÇAS COMO DISPLASIA E INFECÇÃO URINÁRIA, OS MENINOS TÊM MAIS CHANCES DE SOFRER COM HÉRNIA, AUTISMO E ASMA. SAIBA MAIS:


> As meninas são mais afetadas por algumas doenças, como a displasia da articulação acetábulo-femural, um problema do “encaixe” do fêmur no quadril – 80% das crianças que têm o problema são do sexo feminino. Essa alteração já pode ser vista pelo ultrassom e diagnosticada pelo pediatra no recém-nascido, por meio de algumas manobras específicas na articulação.

> Meninos têm seis vezes mais chances de nascer com hérnia. Isso acontece porque, quando os testículos de um feto masculino descem do abdômen, o canal pode não se fechar corretamente, deixando uma cavidade na virilha (conhecida como hérnia inguinal), que necessita de cirurgia para ser reparada.

> Ficar nove meses dentro do útero expõe todos os bebês a altos índices de estrogênio da mãe, hormônio que pode permanecer no organismo da criança por várias semanas após o nascimento. Não se assuste se começar a vazar leite do peito de seu neném, seja ele menino ou menina. Acontece com mais frequência com as meninas, mas meninos podem vazar também. Converse com o médico da criança se essa situação se estender por mais de dois meses.

> Autismo afeta quatro vezes mais meninos do que meninas (a razão é de 10 para um para todo o espectro de transtornos autistas). Pesquisa publicada no jornal Molecular Psychiatry descobriu uma relação potencial com um gene que causa um desequilíbrio de cálcio no cérebro.

> Meninas têm mais infecções urinárias, porque seu trato urinário é mais curto. Assim, as bactérias nocivas chegam com mais facilidade à bexiga. Para diminuir esse risco, limpe sua filha de frente para trás e fique de olho nesses sintomas: dor enquanto faz xixi e urina malcheirosa ou turva.

> Se seu filho tem asma, respire fundo: apesar de os meninos serem os mais atingidos pela doença, eles têm mais facilidade de superá-la na adolescência. A doença é duas vezes mais comum nas mulheres. Uma possível explicação para essa diferença é que os altos níveis de testosterona podem relaxar os músculos das vias respiratórias.

> Meninas têm quatro vezes mais chances de nascer com hemangiomas, manchas vermelhas causadas por um acúmulo de veias anormal. Essas marcas de nascença costumam desaparecer por volta dos 9 anos, mas, se a mancha obstruir a boca, o nariz ou a pálpebra da criança, pode ser tratada com esteroides ou removida a laser. Estudos sugerem uma possível relação entre essas marcas e problemas no coração; então, veja com seu médico se é melhor consultar um especialista vascular.

Desenvolvimento

ENQUANTO AS MENINAS CRESCEM MAIS RÁPIDO E APRENDEM A FALAR MAIS CEDO, OS MENINOS SÃO MAIS PESADOS E DOMINAM MOVIMENTOS MAIS COMPLEXOS.

> Em média, os meninos não atingem 50% de sua altura adulta antes dos 2 anos, enquanto meninas podem atingir essa marca com apenas 20 meses. Meninos também atingem a puberdade aproximadamente dois anos depois das meninas e tendem a continuar crescendo por mais três anos.

> As meninas têm uma vantagem grande na fala, com um uso mais eficiente dos centros de linguagem nos dois hemisférios do cérebro. Aos 18 meses, o vocabulário de uma menina tem cerca de 90 palavras. Os meninos dessa idade, por outro lado, têm apenas 40 palavras no vocabulário. Aos 3 anos, a maioria dos meninos já consegue bater um bom papo.

> Meninos geralmente dominam movimentos mais complexos – como bater uma bola e construir torres de blocos – mais cedo do que a maioria das meninas, provavelmente porque a área do cérebro masculino dedicada à relação visual-espacial é maior.

> Em média, meninas aprendem a ir ao banheiro aos 35 meses, enquanto os meninos aprendem a usar o penico aos 39. Há teorias sobre o porquê (incluindo a de que o banheiro da mãe é o mesmo da filha, e é ela quem ensina mais), mas sem confirmação.

> Meninos pesam em média 3,4 kg ao nascer, enquanto as meninas pesam em média 3,3 kg. Onde eles ganham essa massa corporal? De sua mãe: em média, mulheres grávidas de meninos consomem aproximadamente 10% de calorias a mais do que aquelas que esperam uma menina.

Comportamento

MENINAS PODEM CHORAR MAIS, EMBORA SEJAM SÃO MAIS FÁCEIS DE SEREM ACALMADAS. MENINOS ESTÃO MAIS PROPENSOS A BRINCAR COM MAIOR VIOLÊNCIA. ESTEREÓTIPO? NÃO, É A NATUREZA!

> Meninas sentem dor e desconforto com mais intensidade do que meninos. Então, estão mais propensas a chorar e espernear quando têm frio ou estão com a fralda molhada. Mas nem por isso sua princesinha vai dar trabalho. Ela é mais propensa a se aconchegar e mais fácil de acalmar.

> Meninos nascem com uma maior e mais flexível cóclea (a cavidade em forma de espiral do ouvido interno, que manda impulsos nervosos para o cérebro); por isso, não ouvem tão bem. No entanto, são melhores para determinar a localização de um som. O volume é um problema só na infância, mas a audição nunca se iguala: de acordo com um estudo, homens detectam melhor sons de baixa frequência, e mulheres são um pouco mais propensas a captar sons de alta frequência.

> Meninas tendem a produzir mais oxitocina, o hormônio do vínculo humano, e serotonina, o hormônio da felicidade. Isso ajuda a explicar por que elas estão mais inclinadas a cuidar de bonecas e bichos de pelúcia. Abraçar e alimentar são atividades ligadas a vínculo. Quando meninas brincam disso, ativam o centro de prazer no cérebro.

> Não é só estereótipo, não: meninos exploram as coisas mais fisicamente do que as meninas, golpeiam seus brinquedos, batem, pulam e brincam com violência. Eles têm uma maneira desenfreada de expressar sua energia desde muito pequenos. Por sorte, eles têm mais líquido cefalorraquidiano, o que ajuda a proteger suas cabeças de impactos.

> Meninas têm um estilo mais calmo de brincar do que os meninos. Elas tendem a permanecer próximas dos adultos, fantasiar e brincar em grupos pequenos. Já os meninos estão sempre cercados de amigos e seus jogos são ativos e envolvem corrida e perseguição. “Vemos isso em todas as culturas”, diz Michael Thompson, co-autor de It’s a Boy! Your Son’s Development From Birth to Age 18 (É um menino! o desenvolvimento de seu filho até os 18 anos). Psicólogos evolucionistas relacionam isso aos machos afiando suas habilidades de caça.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Roupa de criança no tamanho certo

JÁ ESTÁ EM VIGOR NORMA QUE PADRONIZA O TAMANHO DAS ROUPAS PARA BEBÊ E INFANTO-JUVENIL, PRA NÃO TER ERRO NA HORA DE COMPRAR O PRESENTE



Você já deve ter visto esse filme: numa loja, seu filho veste 12. Na outra, 10. E ganha presente número 8, correspondente à idade dele. No fim das contas, toca você ficar correndo pra lá e pra cá pra trocar as peças, ou então esperar a criança crescer pra caber na roupa. A boa notícia é que resolveram acabar com essa confusão e estipular um padrão para as roupas infantis. Ainda bem!

Já está em vigor a Norma Técnica 15.800 sobre referenciais de medidas do corpo humano – que inclui roupas para bebê e infanto-juvenil. Essa norma não anula as informações oficiais da etiqueta tradicional. Poderá ser uma etiqueta a mais na roupa, caso a empresa adote a medida. É mais uma forma de você se localizar entre as diferentes marcas que tem por aí.

A ideia é estabelecer uma forma de indicação de tamanhos revelando, de maneira direta e fácil de entender, as medidas corporais de bebês, crianças e adolescentes às quais está destinado o vestuário. “Esperamos que as empresas do segmento infantil adotem as orientações do documento na produção de suas peças. As medidas de tamanho, que poderão constar na etiqueta certamente serão úteis no ato da compra, uma vez que não deixarão dúvida a respeito do real tamanho do produto no corpo do usuário”, reforça o gerente de Infraestrutura e Capacitação Tecnológica da ABIT, Sylvio Napoli.

Está lembrado de como é uma embalagem de meias, com tamanho e medida dos pés? Nesta etiqueta que estamos falando será parecido. Haverá na etiqueta opcional de camisetas, por exemplo, informações da altura, medida de tórax e pescoço, além da indicação sugestiva dos tamanhos, entre outras.

As lojas e empresas não serão obrigadas a adotar a norma, e também não haverá punição para aqueles que optarem por não seguir as orientações. Mas quem adotar vai ganhar muitos pais, avós, tios e tias que vivem às voltas para comprar o presente da criança no tamanho certo.

FONTE: Revista Pais e Filhos na internet.