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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Não bata, Eduque!



Os efeitos do castigo físico e humilhante não podem ser generalizados para todas as crianças, pois dependem da experiência de vida de cada um e da configuração familiar em que a criança encontra-se inserida. Entretanto, uma conseqüência direta do uso do castigo físico é o aprendizado, por parte da criança, de que a violência é uma maneira plausível e aceitável de se solucionar conflitos e diferenças, principalmente quando você está em uma posição de vantagem frente ao outro, principalmente física (como no caso do adulto frente à criança). E este aprendizado é transportado para outras relações da criança, como para a sua relação com um irmão mais novo, por exemplo. Também percebemos que, em muitos casos em que a criança sofre com castigos físicos e violências psicológicas freqüentes, ela pode apresentar um perfil retraído, introvertido. Se a criança não tiver uma rede de apoio forte (outros parentes ou outras pessoas que lhe sejam significativas e que lhe tratem de maneira diferente), a sua auto-estima fica tão comprometida que vemos como consequências a insegurança, o medo, a timidez, a passividade e a submissão.

Muitas vezes, a violência física e/ou psicológica acaba acontecendo num rompante, e não por metodologia. Nestes momentos os pais podem sentar com seus filhos e serem sinceros com eles, explicando que perderam o controle e que se arrependem por isso. Este tipo de atitude é um ótimo exemplo de humildade e de respeito para com o outro. Ao sentarem para conversar com seus filhos, os pais darão o exemplo de que pedir desculpas não é algo do qual a criança deva se envergonhar e de que errar é humano, que nem sempre eles, pais, irão acertar em tudo, apesar sempre desejarem o melhor para seus filhos. Além disso, este é um ótimo momento para ouvir a própria criança e procurar, juntamente com ela, estabelecer as “regras” de convivência para todos dentro de casa. Por exemplo, o pai ou a mãe podem identificar que não agiram da melhor forma porque foi justamente no momento em que chegavam estressados do trabalho. Junto com a criança, eles podem conversar com ela e estabelecerem juntos que, quando isto acontecer, eles precisarão de um tempinho para respirarem fundo, relaxarem e, então, darem a atenção de qualidade que a criança merece.
Alimentando o ciclo da violência
O uso do castigo físico infligido a uma pessoa faz parte de um “ciclo” de violência. Entretanto, muitos pais ainda não enxergam dessa forma, pois esta metodologia educativa está fortemente legitimada em nossa sociedade. Os pais que utilizam o tapa, a palmada ou a chinelada para educar o fazem acreditando que estão fazendo o melhor para seus filhos, mas não percebem que, na verdade, estão infringindo o direito que as crianças possuem (assim como qualquer outro ser humano) ao respeito pela sua integridade física e dignidade humana.
Se a violência física contra um adulto não é aceitável socialmente, sendo passível inclusive de sanções legais, porque a violência contra a criança deve ser aceita? Os pais não vêem que, ao utilizarem o castigo físico, estão abusando da diferença de poder que existe numa relação entre um adulto e uma criança.

O que fazer quando os conflitos familiares se convertem numa constante e explodem por qualquer motivo? Como assumir e expressar raiva, medo, frustração ou tristeza, sem ter a impressão de colocar em risco o amor e a confiança? Como formar e educar as crianças sem recorrer ao castigo físico?

Estratégias de educação positiva são aquelas formas educativas que não utilizam a violência física e psicológica e que promovem o desenvolvimento físico, emocional e social dos filhos de forma saudável e participativa.
Educar não é nada fácil. Depois de um dia inteiro de problemas, mães e pais chegam em casa e precisam cuidar dos filhos. E as crianças querem atenção, nem sempre obedecem logo, pedem tudo. É muita pressão.
Nessa hora a palmada ou um tapinha de leve parecem uma boa idéia. Sem que a criança entenda direito, os mesmos pais que dão comida e beijinho de boa noite, de vez em quando aparecem com o chinelo na mão. Para não apanhar, as crianças passam a preferir a distância e o silêncio. Mentem para evitar brigas, escondem seus erros. Aos poucos, quase nada se resolve sem gritos ou ameaças. E o resultado disso é que as crianças, ao invés de respeitar os pais, ficam com medo deles.
Muitos pais apelam para a violência porque é comum acreditar que é a melhor forma de manter a autoridade e de proteger os filhos. Antigamente se achava que castigos físicos e humilhantes faziam parte da educação. Hoje, se sabe que não é bem assim. Existem formas carinhosas de educar que dão resultado. Reunimos aqui algumas dicas de educação que você pode aliar a estratégias específicas de educação positiva, para garantir ao seu filho um desenvolvimento pacífico, feliz e livre de violência.

1. Se acalme. Respire fundo antes de chamar a atenção do(a) seu(ua) filho(a). Evite discutir os problemas sob o efeito da raiva, pois dizemos coisas inadequadas para a aprendizagem das crianças, que as magoam tanto quanto nos magoariam se fossem dirigidas a nós!

 2. Sempre tente conversar com as crianças, mantendo abertos os canais de comunicação.
Entender porque algo está acontecendo ao conversar com a criança é o primeiro passo para juntos vocês encontrarem a solução!

 3. Mostre à criança o comportamento mais adequado dando o seu próprio exemplo.
Beber suco diretamente da garrafa irá ensiná-lo que esse é um comportamento adequado. Assim como falar mal das pessoas depois de encontrá-las. Seu filho aprenderá muito mais com o seu exemplo do que com o que você diz a ele sobre o que é certo ou errado.
Isso vale também para os pequenos atos de higiene do cotidiano: escovar os dentes, lavar as mãos antes de comer, etc. É mais fácil para a criança criar e manter essa rotina se você também a realiza.

4. Jamais recorra a tapas, insultos ou palavrões.
Como adultos não queremos ser tratados assim quando cometemos um erro... Então não devemos agir assim com nossos filhos! Devemos tratá-los da maneira respeitosa como esperamos ser tratados por nossos colegas, amigos ou pessoas da família, quando nos equivocamos. As crianças são seres humanos como nós!

5. Não deixe que a raiva ou o stress que acumulou por outras razões se manifestem nas discussões com seus filhos.
Seja justo e não espere que as crianças se responsabilizem por coisas que não lhes dizem respeito.

6. Converse sentado, somente com os envolvidos na discussão.
Isso contribui para uma melhor comunicação. Mantenha um tom de voz baixo e calmo, segure as mãos enquanto conversam - o contato físico afetuoso ajuda a gerar maior confiança entre pais e filhos e acalma as crianças.

7. Considere sempre as opiniões e idéias dos (as) seus (as) filhos(as).
Afinal muitas vezes suas explicações pelo ocorrido não são nem escutadas. Tome decisões junto com eles para resolver o problema, comprometendo-os com os resultados esperados. Se o acordo funcionar, dê parabéns. Se não funcionar, avaliem juntos o que aconteceu para melhorar da próxima vez.

8. Valorize e faça observações sobre os aspectos positivos do comportamento deles (as).
Elogios sobre bom comportamento nunca são demais! Cuidado para não atacar a integridade física ou emocional da criança fazendo com que ela sinta que jamais poderá atender suas expectativas!
Ela colocou a roupa suja no cesto de roupas? Elogie. Assim como o desenho que a criança fez, o fato dela ter conseguido colocar a calça sozinha, o fato dela contar uma história para você ou colocar algo no lugar que você pediu.

9. Busque expressar de forma clara quais são os comportamentos que não gosta e te aborrecem.
Explique o motivo de suas decisões e ajude-os a entendê-las e cumpri-las. As regras precisam ser claras e coerentes para que as crianças possam interiorizá-las!

10. "Prevenir é melhor que remediar, sempre”. Gerar espaços de diálogo com as crianças desde pequenos colabora para que dúvidas e problemas sejam solucionados antes do conflito. Integrá-las nas atividades do dia-a-dia evita que tentem chamar a atenção por outros meios.
Você precisa fazer compras e terá que levar com você seu filho pequeno. Você pode deixá-lo ajudar nas compras; conversar com ele sobre o que está comprando – peça-lhe para falar o que ele acha de um determinado produto; se for uma criança mais velha, ela pode ter maior mobilidade e ir pegar outros produtos enquanto você está em outro setor do supermercado.

11. Se sentir que errou e se arrependeu, peça desculpas às crianças. Elas aprendem mais com os exemplos que vivenciam do que com os nossos discursos!

12. Procure compreender a criança e saber o que esperar dela na fase desenvolvimento em que ela se encontra.
Uma criança de 1 ano e meio já consegue se alimentar sozinha e este é um comportamento que deveria ser estimulado pelos pais e/ ou cuidadores. Mas eles devem ter paciência e, ao invés de se irritarem com a “lambança” que a criança irá fazer, estimulá-la a se alimentar por conta própria. Colocar um plástico ou jornais embaixo da cadeira que a criança está comendo torna mais fácil limpar o local depois da refeição.

13. Deixe as conseqüências naturais do comportamento inadequado acontecerem ou aplique conseqüências lógicas.

Conseqüência natural: a criança está brincando de maneira violenta com seus brinquedos. Você a avisa que ele pode se quebrar, mas ela continua a brincar da mesma maneira até que ele finalmente se quebra. Logo em seguida ela pede para você comprar outro. Neste momento, você deve relembrá-la do aviso que lhe foi oferecido e negociar com ela esta nova compra.

Conseqüência lógica: a criança não cumpre com o que foi acordado com os pais sobre xingar os irmãos. Ela, então, ficará no “cantinho do castigo” o tempo adequado para a sua idade.
Importante: conseqüências são diferentes de punições. Estas últimas machucam as crianças, fisicamente e emocionalmente deixando-as com raiva, inseguras e tristes. As conseqüências ensinam. Essa estratégia, no entanto, não deve ser usada quando significar submeter a criança a situação de perigo.
 A Rede Não Bata, Eduque – formada por instituições e pessoas físicas - atua como movimento social com o objetivo de erradicar os castigos físicos e humilhantes e estimular uma relação familiar respeitosa que garanta o direito das crianças à integridade física e psicológica e a seu pleno desenvolvimento como ser humano e como cidadão. A Rede atualmente conta com aproximadamente 200 membros entre pessoas físicas e jurídicas e um grupo gestor, que é responsável por desenvolver e coordenar a implementação das estratégias de ação da Rede.

Missão de Rede Não Bata, Eduque
Contribuir para o fim da prática dos castigos físicos e humillhantes,seja no meio familiar, escolar ou comunitário. 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fomos ao cinema de novo

Segunda - feira decidi que eu queria ir no cinema de qualquer maneira para assistir O Ultimo Mestre do Ar, já que ontem era feriado e eu poderia dormir até mais tarde. rsrsrs
Logo depois da natação, eu e Cecília jantamos, nos arrumamos e fomos correndo pro cinema. Infelizmente (pra Cecília) não era filme infantil, mas até que ela se comportou. Claro que ela ficou um pouco irritada por não poder sair do lugar ou fazer bagunça, deu uma chorada, mas nada que uma musiquinha no ouvido não passasse logo e depois ela dormiu no meu colo.
Eu adorei o filme! Já que eu conhecia a historia toda. O filme é uma adaptação do desenho Avatar, a lenda de Aang.
Vale muito a pena assistir o filme e também ao desenho.


Sinopse: Há muito tempo atrás, o mundo era dividido em quatro grupos: Nação do Fogo, Tribo da Água, Reino da Terra e Nômades do Ar. Essas nações viviam em perfeito equilíbrio, até o dia em que a Nação do Fogo atacou. O Avatar, mestre dos quatro elementos, é o responsável por manter o equilíbrio do mundo e quando o mundo mais precisou, ele desapareceu. Cem anos após esse acontecimento, dois jovens da tribo da água do sul encontram o avatar, um habilidoso dominador de ar chamado Aang.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Meu Amigãozão

Eu acho esse desenho a coisa mais fofa do mundo e a música da abertura é tão gostosinha.
Sim eu sou uma mãe que senta com a filha pra assistir Discovery Kids! rsrsrs
E assim como ela também tenho meus desenhos favoritos e o Meu Amigãozão é um deles.



Quem, quem comigo vai e vem?
Quem é o amigo mais legal?
Eu sei que ele é bem grandão
É o Meu AmigãoZão
Eu adoro correr, pular
Sinto o vento me balançar
Tenho medo, mas vou tentar
Se eu sei que vocês vão!
Quem vem comigo sei também
Que é alguém especial
E vai ficar no coração
Do Meu AmigãoZão
Meu AmigãoZão

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Baleiação



Ela começou a natação com 11 meses, e agora já quer nadar sozinha.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Oh Charlie!!!

Oieee!! Mais um video do youtube!! rsrsr



Oh Charlie, that really hurt's!

beijos

I just like you when you give me cookies...

Olá pessoal!
Video fofo do youtube!
Otima sexta e um fim de semana maravilhoso para todos.



E eu gosto de vocês o tempo todo, ok?
beijos

domingo, 30 de maio de 2010

Aniversário dos gêmeos - Rafael e Felipe

Os gêmeos e o irmãozinho mais novo Otávio fazem natação no horário anterior ao da Cecília, sábado fomos ao parabéns dos gêmeos, e foi muito divertido e cheio de novas aventuras Cecílezas.
O tema da festa foi animais da floresta.
As crianças pintaram quadrinhos que foi a lembrancinha, claro que eu tive que ajudar a Cecília, mas ela adorou mecher com tinta, meu receio era de sujar a roupa, porque eles usaram tinta para tecido.


Hora da rodinha, músicas + histórias.

Otávio e Cecília

Descendo o escorrega sozinha

Rafael e Felipe.
Cecília acha que é criança grande e junto com outras crianças resolveu brincar no escorrega sozinha, mas ela só tem 1 ano. Eu (a mãe maluca) deixou pra ver como ela se saia, e até que ela foi direitinho, subia e escorregada, e esse video tem até direito a "video cassetada", mas não machucou, nem choro teve, só um grito de susto meu, na verdade acho que sou mais medrosa que ela.


sábado, 29 de maio de 2010

Cecília em: Mini comissária + video

Como eu já contei a Cecília aprontou algumas no nosso vôo de ida pro Rio de Janeiro, nossa ida foi um caos total, com atraso no vôo, correria em Brasilia, fraldas vazando e uma mãe desesperada.
07/05/2010 - Araguaina - Rio de Janeiro
PAUSA teoricamente pegariamos o voo TRIP em Araguaina as 16:05, chegariamos em Brasilia as 18:30 (conexão) pegariamos o voo TAM as 20:31 e chegariamos no Rio de Janeiro as 22:05. MAS NÃO FOI ISSO QUE ACONTECEU. DESPAUSA
O voo saiu daqui com quase 2 horas de atraso e nós quase perdemos nossa conexão pro RJ, eu parecia uma maluca no aeroporto de Brasilia correndo com a Cecília no sling e carregando 2 bolsas, fui a ULTIMA pessoa a entrar dentro do avião e todos os "100 passageiros" (oi?) querendo me estrangular por causa de atraso.
PS: outros detalhes da ida você encontra aqui.

20/05/2010 - Rio de Janeiro - São Paulo
O voo da Avianca atrasou 1 hora, mas Cecília se comportou super bem no aeroporto enquanto a gente esperava e deu ate pra tirar umas fotos bem bonitas, ela dormiu a viagem toda e eu fiquei assistinho HOUSE foi uma paz, minha maior preocuação de ir pra SP era o frio, porque eu ODEIO frio e não tenho roupa de inverno (oi? eu moro em Araguaina onde 360 dias do ano faz calor de 40°).



24/05/2010 - São Paulo - Araguaína
A parte ruim da volta foi que eu não conseguia enfiar tudo na mala, não gosto de fazer malas, eu já tinha trazido muita coisa e mais as coisas que comprei e ganhei a mala ficou mais do que lotada. Também não queria levar muita bagagem de mão (pra não repetir o desastre da ida) e bagagem de mão extra já basta a Cecília. (risos) O voo da TAM saiu pontualmente de São Paulo, como eu acordei as 04:50 e a Cecilia as 05:20 dormimos ate Brasilia, por sinal a Cecília até saiu do avião dormindo (dentro do sling, claro) e ainda dormiu mais uns 15 minutos e eu estava super apertada pra ir no banheiro, quando ela acordou fomos ambas trocas as fraldas e depois comer pão de queijo (que eu descobri que a Cecília adora). No aeroporto de Brasilia a Cecília ficou bem comportadinha, tiramos mais algumas fotos, demos umas voltinhas.

O voo da TRIP também saiu no horario e não estava tão lotado então a Cecília ficou com um banco só pra ela, como esse é um voo longo (quase 3 horas de duração) deu pra fazer amizade com as comissárias, claro que Cecília tinha que aprontar alguma, como na ida ela fez um cocozinha bem na hora da comida, ainda bem que dessa vez não foi tão melequento e tão fedido consegui trocar ela no banco do meu lado na maior calma e ainda acho que ninguem reparou no cheirinho e quando a Cecília já devia estar de saco cheio ela até foi trabalhar e ajudar uma das comissárias.




OBS.: Quero agradecer a equipe da TRIP que foi muito atenciosa comigo e com a Cecília e me ajudaram um bucado.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cecília em Bom dia vida! (video)

Mais um video "da série: viagem", logo ao acordar Cecília começou a falar sozinha um monte de coisas como: mamãe, boca, vovô, etc. Mas eu só consegui filmar uma parte, e ofilme termina com a Cecília avisando que fez coco, uma graça! (risos)
Acordar feliz assim são pra poucos!



Otima sexta-feira pra todos e um maravilhoso fim de semana.
Beijos

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cecília brincando no play + video

No prédio do meu pai tem um play bem legal pra criancinhas, no começo Cecília ficou com medo, mas depois que pegou o jeito ficou brincando horas sozinha e se amarrou.
Primeiro ela brincou com os tios, Renan e Felipe.

Depois que ela pegou o jeito brincou sozinha, apenas com a minha supervisão de longe e dando algumas dicas de como subir a escada.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Primeiro Amor - Video

Vi esse video no blog da Si Collet e fiquei morrendo de dó da garotinha. Só assistindo pra saber.



O que fazer numa situação dessas?
Beijos

terça-feira, 2 de março de 2010

My Tummy Tub?

 

  

  

  

Depois de brincar na grama, brincar com os cachorros, correr, pular e se divertir muito na bagunça, nada como um delicioso banho (gelado) no balde.
Olha a cara de sapeca e de felicidade da minha pequena!!
Cecília com 1 ano e 2 meses.
Medidas: 75 cm e 10 kilos.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Desfraldar: e a saga continua.



Eu tentando convencer Cecília a fazer o cocôzinho no banheiro, mas dessa vez ela só me enrrolou... Mas saca só o papo da menina.

beijos

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mães - Filtro Solar

Sabe aquele CD que o Pedro Bial fez a alguns anos atras. um que ele narra alguns textos e que alguns amigos famosos fizeram parte também, Filtro Solar,então nesse CD tem um texto/música muito lindo narrado pela Fernanda Montenegro que fala sobre as mães.
É um texto bem divertido e faz nós mães reflertirmos sobre nós e nossos filhos e a grande batalha da criação.

Segue texto e video.
Beijos Tenikey



Fernanda Montenegro - Mães 

Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc. 
Não sejam preguiçosas! É mais fácil fazer que ensinar.
Mas tenham coragem, ensinem.
E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem
uma segunda natureza e não um procedimento
para se ter na frente das visitas.

Seja rigorosa! Eles vão te odiar às vezes.
Você vai querer esganá-los freqüentemente.
Faz parte entre as pessoas que se amam.
Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido. Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.

Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que
se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o filho estava com três meses de idade ela respondeu: "Mas talvez seja muito tarde!".

Não morra de vergonha se seu filho der um vexame
na frente dos seus amigos.
Não valorize os erros nem bronca em público.
Nunca trate a criança com se ela fosse uma débil mental,
elas entendem tudo!

Use sempre um bom vocabulário.
Isso aumenta a capacidade lingüística das crianças
e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar
frustrar seu filho, tipo promessa que não pode ser cumprida, etc.
Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança
para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas infelizmente acontecerem.

O palavrão. É dito por todos.
Até em televisão, escrito nos jornais, etc.
Pretender que uma criança não repita é puro delírio.
Vamos moderar.
Mas a regra de ouro seria:
palavrão na linguagem corriqueira uma coisa,
mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga.
Isso vale também para os adultos.

Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem.
O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha.
A revistinha que acabou de ler? Para o quarto.
Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro.
A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.

Alguns mandamentos:
Não sair pra se servir correndo na frente dos outros.
O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem as refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras.
Não deixar cair um grão sequer na mesa.
Não encher demais o prato. fome no mundo, etc, etc...
Se encher que coma tudo.
A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez. Cinco? Talvez eu tenho exagerado. Sete.
Não misturar carne com peixe.
Macarrão com farofa, etc. isso é cultura.
Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar,
pode alegar que precisa estudar, para evitar aquela tortura de ficar na mesa até a hora do café.
Um suplício.
Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão.
gritar se for por mordida de cobra.
Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.
Não chamar a amiga da mãe de tia.
Alias não chamar ninguém de tia a não ser
as tias de verdade.
E pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia .
Eu adoro bebes! Quando começa a idade da correria,
eu confesso que adoro um pouco menos.
Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.
Vamos então falar dessa fase sublime:
Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três.
Colocam a cadeira na frente da televisão,
se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala,
o teto e etc, etc e tudo aos gritos.
Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano.
Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela.
Jovens pais adoram essas traquinagens.
Tudo bem.
Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos
não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes.
Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra agüentar o que elas freqüentemente aprontam.

Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer
a namorada pra dormir em casa.
Dinheiro para o Motel se você der.
Então o que fazer?
Claro, a gente compreende a situação mas francamente,
ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada
de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando:
"Tia, pra me emprestar uma escova de cabelo?"
OK, . Mas e se você tem três filhos?
Vão ser três gatonas?
Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana
e iria dormir no sofá da casa da minha mãe,
de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade.
Eles e eu numa boa.
Mas ate domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais.

Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães.
Portanto, anotando, na frente dos filhos:
Mãe não namora, não toma mais de um drink,
não fala que acha o Jeff Bridge um tesão.
Perdão! Mãe não pronuncia essa palavra.
Nem sabe o que quer dizer.
Não usa mini-saia, não pode adorar Madona,
pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias.
Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.

Nem amigos comuns se deve ter por precaução.
Portanto quando o destino colocar vocês na mesma festa,
pareça o que eles querem que você seja, anule-se.
Tenha pouca, pouquíssima personalidade.
Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha. Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais. Ria das historias deles e não conte nenhuma sua.
Mãe não tem passado.
fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer.
Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo,
seus filhos vão adorar e depois dessa festa, correndo tomar um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.

Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais!
Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões.
É que eles sabem que vão poder contar com elas
como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.

Cruel? Não... apenas verdade.
E mais: Isso é que faz o Equilíbrio da Vida.