terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Como trocar a fralda da menina

Trocar a fralda é algo que se aprende na prática. Aliás, a mãe de um recém-nascido fará isso cerca de 10 vezes ao dia. Mas, é claro, ninguém nasce sabendo como esse ritual deve ser feito da maneira correta. Para ajudá-la nisso, elaboramos um guia para você aprender como limpar da sua pequena.
 
1. O trocador
O primeiro passo é lavar as mãos. Depois, verificar se todos os itens para a troca estão próximos. São eles: água morna, algodão, duas fraldas de pano, fralda descartável e pomada para prevenir assaduras. Tudo pronto, então coloque o bebê deitado, de barriga para cima, sobre uma superfície segura, plana e macia. O ideal, também, é que esse lugar seja quente e sem correntes de ar. Para lembrar: a criança nunca deve ser deixada sozinha no trocador.



2. Tchau fralda suja
Tire a parte debaixo da roupa da menina e solte as tiras adesivas da fralda suja. Levante as pernas da pequena e puxe a fralda usada. Enrole-a e jogue no lixo. Caso prefira, coloque um pano limpo sob o bebê para que o trocador não suje.

 
3. De cima para baixo
Pegue um chumaço de algodão umedecido e comece a limpar o bebê no sentido descendente (de cima para baixo). Não esqueça das dobrinhas ao lado da vagina e de dentro dos grandes lábios. Esse cuidado é bastante importante.

 
4. Bumbum
Troque o chumaço de algodão quantas vezes forem necessárias. Limpe agora a região do bumbum, sempre no sentido descendente (de cima para baixo).



5. Secar
Depois que o bebê estiver limpo, seque toda a região com uma fralda de pano macia. Passe, então, o creme contra assaduras na região das dobrinhas.


 
6. Fralda limpa
Levante as pernas da criança e coloque a fralda descartável bem embaixo do bumbum. Deite o bebê novamente. Feche-a -na altura da cintura, deixando uma folga de um dedo entre o corpo dela e a fralda. Isso evita incômodos. Pronto! Ela está agora limpa e cheirosa.

O que é realmente necessário no enxoval do bebê

Ficou assustada com o número de itens que dizem que o bebê vai precisar assim que nascer? Calma, basta separar o que é essencial, o que pode ser útil e o que é supérfluo, mas vale se você quiser muito

Carolina Tarrio

Debora Feddersen


Cueiros. Saída de maternidade. Pagão. Que falta faz alguém para explicar o que significam e para que servem os inúmeros produtos e apetrechos que as empresas lançam para os bebês e suas incautas mães a cada momento! Mas calma lá. Algumas coisas são bem úteis e facilitam mesmo a vida. Basta pensar no tempo em que era preciso lavar dezenas de fraldas de pano todos os dias. Ou até em engenhocas mais simples, como o prendedor de chupeta, que evita que ela caia no chão – e você tenha de lavá-la – a cada cuspida do bebê. Mas há muito de exagero também. Afinal, por que um bebê que mal vai pôr os pés no chão precisa tanto de sapatos? E quem disse que as mulheres e os homens, futuros pais e mães, não somos capazes de determinar se a água da banheira está quentinha o suficiente para que a criança tome um banho? Será mesmo preciso um termômetro especial para tal tarefa?

As listas de enxoval encontradas nas lojas podem ser quilométricas, caríssimas – e beirar o absurdo. Para ajudar você a separar o essencial, o razoável e o supérfluo, avaliamos item por item dessas relações. Alguns produtos são mesmo úteis. Outros, você pode comprar – é possível que use ou ao menos se divirta com eles. Vários, só compre mesmo se entrou de cabeça na viagem ao mundo encantado do bebê. O importante é definir seu perfil. Feito isso, fica fácil. Basta seguir os ícones e montar a lista que melhor lhe servir. Agora, se você é daquelas que gostaria de levar tudo e mais um pouco para casa, mas não tem condições, lembre-se: bebês nascem – e sobrevivem – há milhares de anos com um auxílio básico: pai e mãe. O resto é resto.

Chegou a hora das compras. Veja a seleção de itens que fizemos para você, de acordo com a necessidade do bebê.

Essencial

- Bodys de mangas longas
Camisetas que se abotoam entre as pernas do bebê, para ele ficar com a barriga quentinha. Uns 6 bastam. Você provavelmente ganhará algum

- Bodys de mangas curtas
6 bastam

- Culotes
Calças, geralmente de malha, que vêm com ou sem pé. Como os bebês crescem rápido, as que têm pé se perdem mais depressa. As sem pé, o bebê usa com meias. Umas 6 bastam

- Meias
Vale a pena ter uns 3 pares se as calças que comprar não tiverem pé

- Macacões
Vão por cima do body e, quando faz muito frio, por cima do body e do culote. Você vai precisar de uns 6, mas deve ganhar alguns

- Casacos de lã
É bom ter uns 2; se nascer no inverno, talvez mais um

- Fraldas de tecido
Para aparar babas, regurgitações etc.Tenha umas 5

- Toalhas
Tenha 2 ou 3. Algumas vêm com capuz, útil para secar a cabecinha

- Toalhas-fralda
Feitas do tecido das fraldas, mais leve, são usadas dentro da toalha normal para secar o bebê

- Banheira
Tem de ter

- Babá eletrônica
Fique tranqüila. Se o bebê chorar, você vai ouvi-lo

- Kit de higiene
Com um pote para água, outro para algodão e uma garrafa térmica, você está bem servida. Se quiser, pode colocar tudo na bandeja

- Algodão
Tem de ter

- Lenços umedecidos
São mais práticos do que algodão e água quando você sai com a criança

- Sabonete neutro
Útil

- Conjunto para manicure
Vem com tesoura para unhas, trim e uma lixa

- Creme para assaduras
Veja qual o seu pediatra recomenda

- Escova e pente para cabelo

- Fraldas descartáveis
Compre uns 3 pacotes para recémnascido, RN. Com o tempo, experimente que marca cai melhor no seu bebê

- Bebê-conforto
Cadeira para o bebê usar nos primeiros 8 meses. Alguns modelos podem ser instalados no carro

- Carrinho de passeio

- Berço

- Lençol para carrinho
Com 2 ou 3 você protege o carrinho e o bebê fica mais confortável

- Protetor de colchão

- Protetor de berço
Amparo colocado na lateral para evitar que o bebê se machuque

- Lençol para berço
Eles são lindinhos, mas você provavelmente só usará o lençol de baixo por um bom tempo. As crianças dormem enroladinhas nas mantas que usam de dia. Bastam 2 ou 3 jogos

- Mantas
Uma mais leve e uma bem quentinha servem para enrolar o bebê. Se nascer no inverno, considere mais uma ou um edredom

Pode ser útil

- Casacos de linha
Não são imprescindíveis, mas são bonitinhos...

- Fraldas de boca
Mais bonitas que as grandes, mas nem sempre dão conta

- Babadores
O bebê começará a usar mais tarde; deixe para comprar depois, se quiser. Uns 4 bastam

- Touca ou gorro
Se estiver muito frio, pode ser útil, mas ganha um prêmio quem conseguir fazê-los parar na cabecinha..

- Sacola para roupinhas
Você pode usar qualquer modelo, caso não esteja no pique de comprar uma especial

- Aspirador nasal
Limpa o nariz do bebê por sucção. Deixe para comprar no primeiro resfriado. Quem sabe seu filho não aprende a assoar o nariz antes?

- Vaporizador
Só compre se o pediatra recomendar por alguma razão

- Mamadeiras
Deixe para comprar quando precisar, porque o tamanho do bico muda. A não ser que você tenha algum impedimento para amamentar

- Aquecedor de mamadeiras
Só compre, se precisar, mais tarde. Qualquer fogão ou forno microondas basta

- Escova para mamadeiras
É útil para limpá-las, se você for comprá-las

- Esterilizador
Já ouviu falar em água fervendo? Serve igual. Esterilizadores usados no microondas podem ser práticos

- Chupetas
Converse com o pediatra. Algumas crianças não usam

- Porta-chupetas
Se comprar chupetas, é útil para carregá-las

- Prendedores de chupeta
Se comprar chupetas, é útil para prendêlas à roupa do bebê, evitando quedas

- Potes de lenço umedecido
Só se você fizer questão...

- Sabonete líquido
Tem gente que acha mais prático

- Colônia
Só se você fizer questão...

- Óleo
Caso queira massagear o bebê

- Frasqueira
Para ficar tudo organizado

- Absorventes para os seios
Feitos de algodão, servem para absorver o excesso de leite. Espere para ver se precisará mesmo deles

- Conchas para os seios
De silicone, servem para deixar os seios arejados e recolher o excesso de leite. Veja se precisará mesmo

- Protetores para os seios
De silicone, protege o bico do seio. Use apenas se estiver machucada

- Tira-leite
Aparelho manual ou elétrico para retirar o excesso de leite e armazená-lo. Espere para ver se será necessário

- Encosto para cabeça
De tecido, serve para acomodar a cabeça do bebê. Nada que um travesseiro não faça...

- Canguru
Colete que, preso a um adulto, serve para carregar a criança. Deixe para comprar mais tarde e teste antes. Nem todo mundo se adapta

- Colcha
Caso queira...

- Mosquiteiro
No verão, é útil

Supérfluo, compre apenas se você gostou da idéia

- Conjuntos de pagão
São compostos por uma camiseta regata, um casaquinho e uma calça de malha. Body e culote juntos cumprem a mesma função e são mais práticos.

- Saída de maternidade
É um conjunto composto por um macacão e uma manta combinando. Se quiser, você pode tentar montar um, não precisa comprar pronto

- Cueiro
Tecido de flanela que serve para enrolar a criança. Nunca ouviu falar? Talvez porque não seja necessário...

- Luvas
Vai se mudar para a Sibéria? Não? Então, desconsidere

- Sapatos
Criança só anda bem mais tarde, mas muitos acham tão bonitinho...

- Termômetro para banho
Mede a temperatura da água, caso você não confie nas próprias mãos

- Conta-gotas
A maioria dos remédios vem com conta-gotas

- Pinça higiênica
Pinça plástica para pegar os itens já esterilizados. Serve algum utensílio que você tiver em casa; basta esterilizá-lo

- Mordedor
Seu filho provavelmente vai gostar mais de morder outras coisas

- Loção higienizante
A maioria dos pediatras recomenda algodão e água morna para limpar os bebês

- Espuma para banheira
Vai dentro da banheira para evitar que o bebê escorregue. Na verdade, basta segurá-lo

- Fita-crepe
Só os vendedores das lojas devem saber para quê..

- Almofada para amamentar
Qualquer uma serve, o ideal é esperar para ver como você se ajeita melhor

- Almofada para a barriga
Outro item misterioso...

- Moisés
Cesto para transportar a criança. Se você tem carrinho e bebê-conforto, não precisa

- Saia de berço
É só para enfeitar

- Travesseiro
Não é necessário no primeiro ano de vida

- Fronhas avulsas
Para quê, Deus?

FONTE: Site Crescer.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quarentena - depois que o bebê nasceu, e agora?‏

A tal quarentena
O bebê nasceu e o seu corpo passa por novas transformações, tudo para retornar à forma de nove meses antes... Saiba o que acontece nesta fase e os cuidados necessários para viver um pós-parto feliz

Cáren Nakashima 


Quarentena, resguardo, dieta... Esses são os “apelidos” do puerpério – etapa da vida da mulher que se inicia logo após o parto. Ao contrário do que se pode imaginar, esse tempinho não requer repouso absoluto e, sim, cuidados e muito carinho. Não há uma fórmula precisa, uma equação ou o timing perfeito para todas as mães retomarem suas atividades. O que existe são mulheres diferentes. Mas damos uma mãozinha para você entender melhor o que está acontecendo neste período e esclarecemos as principais dúvidas.
'O que acontece com o seu corpo'
Durante a gravidez o volume do seu sangue aumenta em cerca de 50% - para nutrir o pequeno em formação dentro de você, irrigar os órgãos... Quando o bebê nasce, a quantidade de líquido circulando pelo corpo está acima do normal, bem como o tamanho do útero. Por isso, o inchaço – principalmente da barriga e dos membros inferiores – é perfeitamente normal. Os músculos da região abdominal estão mais “frouxos” e para quem se submeteu à cesárea, há ainda modifi cações nas faixas de sustentação do intestino devido à intervenção cirúrgica. É claro que tudo isso vai voltar ao estado original. É só uma questão de tempo e alguns cuidados.

'Um alívio para o inchaço'
Em aproximadamente duas semanas o líquido excedente vai embora pela urina. “Para contribuir na eliminação do inchaço a mulher pode elevar as pernas na altura do quadril e diminuir a ingestão de sal na dieta”, recomenda Otávio Fraige, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo. Embora pareça tentador, os medicamentos diuréticos estão terminantemente proibidos pois “podem interferir, inclusive, na quantidade de leite”, adverte o médico.

'Número 1, número 2'
Segundo Zlotnik, quem se submeteu à cesárea pode perceber uma demora maior no funcionamento do intestino. “Nesse caso, costumo receitar medicamentos naturais para que a evacuação ocorra normalmente”, completa Fraige. Também vale priorizar a alimentação com fi bras e verduras, além de muita água. Quanto ao xixi, muito vai sair, para eliminar todo o líquido excedente.

'O papel da amamentação'
O aleitamento materno é importantíssimo para que o útero volte ao tamanho normal. “O hormônio ocitocina, que é estimulado com a amamentação, age fazendo a contração do órgão”, explica Zlotnik. Segundo o médico, pode ocorrer um pequeno sangramento no primeiro momento da mamada, mas ele logo cessa. O ginecologista e obstetra do Hospital Neomater (SP) Jorge Naufal completa: “É um duplo mecanismo de proteção: os vasos sanguíneos estão entre os músculos do útero que controlam o sangramento com as contrações. O útero deve voltar ao tamanho normal em cerca de 30 dias.

'Sangramentos acontecem'
Após o parto, ocorre a loquiação – eliminação do resto do tecido que fi ca entre o útero e a placenta, que foi retirada. Esse resíduo se desgruda em 30 ou 40 dias, depois disso, a secreção cessa. “Começa com uma cor avermelhada, até fi car amarelada. Não é um corrimento e é necessário usar absorventes”, esclarece Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein (SP).

É verdade que com a perda de sangue no pós-parto a mulher pode fi car anêmica?'
A anemia só ocorre caso esse quadro tenha se apresentado durante a gestação. Segundo Otávio Fraige, o bebê “suga” os nutrientes da mãe mas tudo é controlado durante o pré-natal, com hemogramas e outros exames. Caso haja a necessidade de reposição de ferro, são receitados suplementos para contornar a defi ciência. “A mulher perde, em média, 1 litro de sangue na cesárea e 500 a 600 ml no parto normal. Levando em consideração que o volume de sangue aumentou muito, essa perda é insignifi cante, então a anemia pós-parto é atípica”, explica Eduardo Zlotnik.

'Aguarde para malhar'
Provavelmente a “recém-mamãe” nem terá pique e tempo sufi cientes para entrar de cara na malhação. De qualquer forma, Zlotnik costuma liberar suas pacientes para atividades físicas leves depois de 30 dias, o tempo ideal para os tecidos cicatrizarem. Otávio Fraige diz que costuma marcar o retorno de todas as mamães ao consultório um mês depois do nascimento do bebê para avaliar as condições de cada uma. “Também é preciso avaliar se o útero voltou ao normal”, diz. Então, o médico recomenda caminhadas e até musculação (com pesos leves, hein?) para tonifi car os músculos. Os esportes coletivos e as atividades mais intensas devem ser liberadas depois de dois meses, porém, durante a amamentação, fi que atenta. “Exercícios aeróbios muito intensos podem diminuir a quantidade de leite devido à desidratação que provocam”, adverte Fraige.

'E a cicatrização?'
Enquanto no parto normal há apenas a cicatrização do corte feito para facilitar a passagem do bebê pelo canal da vagina (episiotomia) “realizado com pontos absorvíveis, que caem em uma semana”, segundo defi nição de Otávio Fraige, quem passa pela cesárea deve esperar de 12 a 14 dias para retirar os pontos da cirurgia. Enquanto isso, siga as orientações do médico e apenas lave o local com água e sabão neutro. “Hoje as incisões são feitas com pontos intradérmicos, que não requerem soluções tópicas”, explica o médico. E evite movimentos bruscos. Nada de mudar aquele vaso enorme de lugar!

'Questão de estado espírito'
Nem pense em fi car deitada esperando o puerpério passar. “É importante que a mulher saia de casa, evite tensão e fortaleça os laços familiares”, sugere Zlotnik. Tudo para evitar a temida depressão pós-parto ou qualquer melancolia que pode ser prejudicial nessa fase de adaptação. Segundo o médico Jorge Naufal, o apoio da família e dos amigos próximos é imprescindível. “O blue baby – depressão moderada que dura cerca de uma semana – atinge 40 a 80% das mulheres por conta do esgotamento físico, da pressão da nova rotina...”, explica. Saia dessa! Coloque um sorriso no rosto e comemore a vitória de ser mãe.

'Espelho, espelho meu'
Se você ouviu a sua avó dizer que não pode lavar os cabelos durante a tal quarentena, isso é mito. “O que ocorre é o efúvio – queda capilar acentuada, que acaba quando os hormônios se estabilizam, geralmente depois de 30 a 45 dias após o fi nal da amamentação”, conta Zlotnik. A drenagem linfática também pode ser mantida, principalmente para quem se preocupa com o inchaço da barriga. Sobre o uso da cinta, Fraige é enfático: “ela não é obrigatória, mas as condições do pós-parto somadas a formação de gases incomoda.” O médico orienta às mamães gordinhas usarem o aparato após o funcionamento do intestino. “Já quem engordou apenas de oito a 12 quilos não precisa usar, mesmo porque ela pode gerar um certo desconforto”, ilustra.

'Entre quatro paredes'
As mudanças hormonais, assim como a pausa nas transas do fi m da gravidez somada aos 30 dias de resguardo recomendados acarretam algumas modifi cações no corpo. “A vagina fi ca levemente atrofi ada e mais seca, por isso as primeiras relações sexuais são incômodas”, explica Fraige. A libido pode diminuir, no entanto não é uma regra. Então, esqueça o Kama Sutra. A ordem é retomar a rotina sexual devagar e com bastante carinho. Se preciso, lance mão de géis lubrifi cantes à base de água. Isso vale tanto para quem teve parto normal quanto para quem se submeteu à cesárea.

'O cardápio do puerpério'
Os especialistas mantêm a mesma dieta indicada no pré-natal no período pós-parto. “A mãe deve evitar massas, doces, frituras e comidas gordurosas. Tudo visando os nutrientes necessários para a alimentação do bebê por meio da amamentação”, aconselha Naufal. Em alguns casos, há a prescrição de suplementação vitamínica, mas ela deve ser sempre orientada pelo obstetra.

'Quanto tempo?'
Confi ra, em média, em quantos dias você poderá voltar a:
Dirigir (exceto viagens longas) - 21 dias
Fazer caminhadas - 30 dias
Praticar musculação leve - 30 dias
Fazer esportes coletivos - 60 dias
Ter relações sexuais - 30 a 40 dias

'As fases da quarentena'
O ginecologista e obstetra do Hospital Neomater (SP), Jorge Naufal detalha o período pós-parto. “A quarentena é iniciada no momento da retirada da placenta e pode ser mediada”, como explica a seguir:

As primeiras 24 horas – É o período crítico, quando pode ocorrer hemorragia, alterações de pressão ou o útero não dá sinal de retração. A mãe fi ca em observação na maternidade.
10 dias após o parto – Chamado puerpério imediato, é quando todos os órgãos que foram “empurrados” pelo bebê e pelo útero voltam às suas posições originais. A última a sofrer descompressão é a bexiga pois o útero ainda está contraindo e só voltará ao tamanho real entre três e seis meses.
40 a 45 dias após o parto – O útero ainda está em fase de “limpeza”, expelindo o restante das secreções. Vale lembrar que enquanto há sangramento existe o risco de infecção, mesmo que pequeno. Esse período é denominado puerpério tardio.
6 meses após o parto – As restrições acabaram, o pós-parto também. Chegou a hora da primeira consulta ao ginecologista após as visitas terem sido exclusivamente ao obstetra.

Toda mudança deve começar por você‏

Por: Eunice Ferrari

Às vezes a vida se torna meio chata e difícil, mesmo assim não podemos deixar de pensar e tentar compreender os seus motivos. Encontrar esses motivos faz com que nossas vidas e problemas, junto com os obstáculos que enfrentamos, se tornem mais leves.
Existem momentos que são realmente difíceis e irritantes e é nessa hora que devemos exercitar e colocar em prática tudo o que aprendemos teoricamente em nosso caminho espiritual. Existem pessoas que, ainda imersas nos ensinamentos caracterizados pelos dogmas, acreditam que, se viverem a vida de forma equilibrada, comendo saudavelmente, tratando bem às pessoas que se relacionam e trabalhando com organização e afinco, escaparão das dificuldades da vida.

É claro e lógico que podemos diminuir muito dessas dificuldades seguindo um código de ética definido, mas não se esqueça que o que passamos no dia de hoje é resultado direto de nossas ações e reações no passado. E é exatamente por isso que devemos parar para refletir sobre nosso momento presente.

Se em uma situação limite perdemos a razão e reagimos com dureza e irritação, certamente continuaremos a repetir o mesmo padrão que construímos no passado e dessa forma não mudamos nada.

Possuímos um corpo mental exatamente para controlar e compreender nosso corpo emocional. Se deixarmos que as emoções corram livremente como cavalos selvagens, nos tornamos vítimas de nosso ego e conseqüentemente da vida.

No entanto, se usarmos nossa capacidade reflexiva e não deixarmos que as emoções tomem a dianteira das situações, passamos a funcionar de maneira diferente da que sempre funcionamos e, assim, desenvolvendo cada vez mais nosso corpo mental, nos tornamos donos e senhores de nossas vidas. A cada tentativa e acerto nos tornamos mais fortes e nossos egos inferiores são impedidos de se manifestar.

Dessa forma, damos passagem à manifestação de nossas almas, de nossos egos superiores, nossa vida se torna cada vez mais fácil de ser levada. Os problemas passam a ser enfrentados de outra forma, com mais tranqüilidade, otimismo e fé.

Costumo sempre dizer que 'tudo o que é passageiro, passa'. E isso é óbvio. No entanto, muitas vezes conseguimos perder toda e qualquer compreensão exatamente por deixarmos de lado nossa capacidade analítica.

Se você está passando por algum problema neste momento, e é quase certo que esteja, pare para pensar em qual é o tamanho e o valor dessa questão que o incomoda.

Alguns pequenos problemas emocionais e de saúde, problemas no trabalho e financeiro, enfim, problemas passageiros. Pense honestamente o tempo que precisa para resolvê-lo: uma semana, um mês, um ano, dois anos? Isso é passageiro.

É fato que nessa situação terá que colocar em andamento muitas das qualidades que possuí e que de vez em quando precisam ser acionadas. Esse é o exato momento em que precisa colocar em prática as teorias espirituais que conhece.

É sabido que, se fizermos um pequeno movimento de mudança, na maioria das vezes, muita coisa pode mudar. Se não mudarmos nossa forma de reagir, estaremos, como animais irracionais, repetindo compulsivamente ações e reações do passado. Isso não ajuda em absolutamente nada.

Portanto, se deseja mudar algo em sua vida, comece por você. Se está enfrentando alguma situação de dor, avalie os motivos que levaram você a enfrentar esse momento. E mude. Tenha coragem de mudar. Não deixe para depois o treinamento eficaz do controle sobre suas emoções.

Caso exista falta de consciência de seus reais motivos, é interessante procurar ajuda de um bom profissional para trazer à tona o que você ainda desconhece. Volto a dizer que 'tudo o que é passageiro, passa'. E se você parar para pensar vai perceber que não se lembra de muita coisa que aconteceu a você no ano passado.

Se a dor é de amor ou de falta de dinheiro, também vai passar. Basta escolher qual o caminho que deve seguir para recomeçar e construir uma nova vida.

O que deve ser levado ao Hospital no momento da internação?‏

A sacola da mamãe e do bebê devem ser preparadas desde o 7º mês de gestação
a) sacola da mamãe:
1- pacote de absorvente próprio para o pós-parto
1- chinelo de quarto
3- jogos de camisolas que sejam de fácil manejo para a mamentação
6- calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar 
1- cinta pós-parto - (Pergunte pra médica antes se você pode usar, alguns médicos só liberam o uso da cionta após a retirada dos pontos.) 
1- roupa para o dia de alta 
Produtos de higiene íntima: escova de dentes, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas... (e se você quiser leve sua maquiagem também)
2- sutiãs de amamentação (Eu indico o sutiã da linha Maternity da HOPE) 
1- caixa de protetores de seios 
máquina fotográfica
b) sacola do bebê
1- creme para prevenção de assaduras 
3 pacotes de 10 unidades ou 1 pacote grande de fralda descartável (tamanho recém-nascido ou P)
3- conjunto pagão com calça
3- conjunto de lã de acordo com o clima 
3- macacão de recém-nascido 
2- lençol de bercinho
1- manta 
6-fraldas de pano (brancas, sem pintura)
1- escovinha macia para cabelos
2- sapatinhos e luvas de lã  
lembrancinhas e enfeite de porta
Esta é a lista mínima, fica a critério de cada um o que desejar levar a mais.
 
c) documentos
RG da paciente 
Carteira de convênio (caso tenha convênio, o Hospital exige na internação) 
CIC e RG do marido (ou acompanhante) 
Guia de internação (informe-se junto ao seu convênio se pode ser fornecida antes do parto, pois facilita muito no momento de internar).
OBS.: Parto é sempre urgência. Caso você se apavore, já saiu de casa e depois viu que esqueceu tudo, relaxe. Vá em frente. Leve sua esposa até o hospital e converse com a recepção. Enquanto ela está sendo atendida e você está assinando uma nota promissória, por exemplo, e um pouco mais tranqüilo, você volta e busca o que esqueceu.