quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A cólica dos recém-nascidos

Cientistas dão mais um passo para um tratamento eficaz deste desconforto, que afeta cerca de 15% dos bebês

Redação Crescer


Beto Tchernobilsky
Que mãe nunca sofreu ao presenciar uma crise de cólicas de seu filho recém-nascido? Por mais que se tenha cuidado com a alimentação - dela e do bebê - em algum momento o desconforto intestinal aparece. No entanto, uma descoberta feita por pesquisadores da University of Texas Health Science Center, em Houston, promete melhorar a situação daquelas crianças que sofrem frequentemente com este problema.

Depois de analisar o organismo de 36 bebês, o estudo descobriu na bactéria Klebsiella uma possível causa das cólicas intestinais no início da vida. Os recém-nascidos sem cólicas, apresentavam diversos tipos de “boas” bactérias, enquanto aqueles com incômodo intestinal expunham apenas uma grande quantidade da Klebsiella e inflamação intestinal. Com a pesquisa, a bactéria entra para a lista de possíveis causas de dor intestinal em crianças com menos de 1 ano. Mas, as causas anteriores ainda são levadas em consideração.

Alguns pediatras afirmam que o motivo das cólicas - que atingem cerca de 15% dos recém-nascidos e costumam se manifestar no finalzinho da tarde ou no começo da noite - é a imaturidade do sistema digestivo. "No recém-nascido, os movimentos peristálticos (contrações da musculatura do intestino) ainda não estão coordenados e são um dos fatores para as cólicas dos bebês", diz o pediatra Moisés Chencinski.

Outra hipótese para o problema é o ar deglutido pelo bebê ao mamar no peito ou na mamadeira. Esse ar passa para o intestino, causando dor e fortes contrações. Por isso, os pediatras sempre recomendam que a mãe faça o bebê arrotar depois das mamadas.

E, ainda, a alimentação da mãe pode contribuir para o desconforto do bebê. Os médicos aconselham que sejam evitados alimentos que provocam gases, como chocolate, leite de vaca e seus derivados.

Segundo o estudo da University of Texas Health Science Center, cólicas podem preceder problemas de intestino mais graves, como a síndrome do intestino irritável e a doença celíaca. Por isso, é importante tomar medidas que amenizem este desconforto. “Um paciente que tem muitas cólicas deve ser observados durante os dois primeiros anos de vida”, explica Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo, em São Paulo.

Amamentar previne cólicas
O leite materno possui lactobacillus bifidus que impedem o crescimento bacteriano no organismo da criança. “Ele também é rico em imunoglobulina A, que protege a mucosa intestinal”, diz Hamilton Robledo. Além disso, o leite estimula o funcionamento do intestino pois é rico em lactose, o que faz com que o bebê evacue várias vezes e elimine muitos gases.

Na hora da dor
•Nunca deixe seu bebê chorando sozinho no berço. Pegue-o no colo e acalente-o, cantando músicas de ninar e fazendo movimentos suaves e ritmados.
•Ande pela casa, afague sua cabeça e faça massagens com uma leve pressão em sua barriguinha.
•Coloque-o de bruços sobre um lugar quentinho, que pode ser sua barriga ou um saco de água morna envolto numa fraldinha.
•Experimente dar um chá morno de erva-doce, sem açúcar. Ele quebra as moléculas dos gases e facilita a eliminação.
•Não perca a calma. Tenha em mente que seu bebê não está doente e que esse desconforto passará em pouco tempo.

Um comentário:

Socorro disse...

Meu neto sofre de muita cólica intestinal. Agora com dois meses e meio iniciou um processo de prisão de ventre. Até qundo isso é nornal?